
É a morte! É a morte!
Mata-se a planta na flor.
Pobres bebês palestinos que já nascem em caixões!
Onde estão as aves que não cantam mais?
Onde estão as estrelas que iluminaram Maimônides e Avicena?
Até a fragrância das roseiras é amarga.
Quem chora pelas crianças palestinas?
Por que os israelenses não reagem contra seus dirigentes?
Por que não se repugnam contra o altar dos sacrifícios?
Terão perdido sua humanidade?
Plantaram muros na terra do leite e do mel.
Prosperam os arames farpados.
Já não se colhem alimentos, mas horrores.
Seus governantes praticam o ideal da perversidade.
São energúmenos perturbados.
São os filhos do abismo.
Eles se odeiam e têm horror de si mesmos.
Até quando Jerusalém, até quando?
Quem chora por Gaza?
. Jorge Bourdoukan (jornalista e escritor)
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