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Já somos mal vistos e com o projeto do veneno podemos virar párias

 

Arthur Lira empurrou o mostrengo goela abaixo de um plenário nada prudente e conseguiu a aprovação do projeto relatado pelo deputado maringaense Luis Nishimori. A flexibilização na liberação de agrotóxicos é tão nociva à sociedade brasileira que se o projeto for mantido pelo Senado e sancionado pelo presidente BolsonEro, libera geral produtos perigosos e proibidos em outros países, para aplicação indiscriminada na lavoura.

Uma das aberrações convalidadas pelo relator, foi tirar a Anvisa e o Ibama da jogada, na hora de liberar os novos venenos lançados no mercado. Ao Ministério da Agricultura caberá a última palavra. O agronegócio penhoradamente agradece. Mas agradece sem se dar conta de que está dando um tiro no pé, porque a provável nova lei do envenenamento, vai criar barreiras lá fora para a exportação de comanditeis brasileiras, inclusive a soja.

Só lembrando que várias marcas que estão sendo utilizadas nas pulverizações, inclusive via aérea, comprovadamente causam câncer e má formação genética em bebês. Se esse projeto relatado por Nishimori virar lei, podemos ter também empurroterapia de venenos nas casas de produtos agropecuários, onde as vendas não obedecem a nenhum critério técnico da agência reguladora, no caso a Anvisa. Enfim, o Brasil está se tornando no país do descalabro e se sandices como esta não tiver um paradeiro urgente, vamos ver nosso país se consolidar como pária internacional.


Comentários

João Carlos Bacelar disse…
O Centrão assumiu agora o lugar do Ricardo Salles, [ex-ministro do Meio Ambiente]. O deputado Arthur Lira [presidente da Câmara] é o operador que coloca todos esses projetos do retrocesso, do desmonte da legislação ambiental e do cuidado com o meio ambiente e com a saúde pública.
Carlos disse…
O Pacote do Veneno (PL 6299/02) nos distancia de uma agricultura ecológica e justa, Nishimori é um genocida pois mais veneno no alimentos vai matar milhões de brasileiros.
Ana Lúcia disse…
O agro é pop, o agro é tóxico 💀☠️☠️☠️☠️☠️☠️☠️☠️☠️☠️☠️☠️
Julio disse…
Só bagaceiras, apoiadores do mito inútil. Propagando câncer na população em troca de grana das fábricas de veneno.
Raimundo Nonato disse…
ESSE GOVERNO É O COLIRIO DE GENTE MONSTRUOSA, PRINCIPALMENTE EVANGELICOS DE SATANAS,GENTE DO MAL.
ELES ESTAO EM EXATESE COM O ANTI CRISTO DELES.
Irineu disse…
Ao enfraquecer a legislação atual, o Pacote do Veneno aumentará ainda mais a quantidade de agrotóxicos no Brasil, permitindo a liberação de substâncias cancerígenas e proibidas em outros países. Quem sofrerá com isso tudo não somos apenas nós, mas toda a geração futura.

Hoje assistimos a mais um ataque contra a sociedade! A aprovação do Pacote do Veneno é escandalosa e joga no lixo o pouco de proteção que ainda tínhamos. Esses 301 deputados não governam para a sociedade, que tem constantemente se manifestado contrária e clamado pelo caminho oposto, o da redução do uso de agrotóxicos. Gostaria muito de saber o que esses (des)governantes falariam para seus bisnetos lá na frente.

A insistência em beneficiar os interesses do agronegócio continua arrasando com o Brasil e gerando adoecimento, desmatamento, violência e morte. Se a urgência do Congresso é facilitar ainda mais o uso de veneno, a de muitos brasileiros tem sido sobreviver em um cenário de pandemia e retorno da fome. A vida sempre será mais importante e essa deveria ser a prioridade dos parlamentares, mas o que vemos é uma guerra contra a sociedade e a natureza.

Além do risco irreversível para a saúde humana (incluindo doenças como o câncer, e problemas como malformações e aborto) e dos danos ambientais (poluição da água, da terra e do ar), o PL vai contra o posicionamento de diversos órgãos públicos, mais de 300 organizações e quase dois milhões de brasileiros que já disseram: Chega de Agrotóxicos!
Anônimo disse…
Principais pontos críticos do Pacote do Veneno (PL 6299/2002)

– Substitui o termo “agrotóxico” por “pesticidas”, numa tentativa de mascarar os perigos dessas substâncias;

– Transfere todo o poder de decisão de aprovação um novo agrotóxico para o Ministério da Agricultura, tornando praticamente consultivas partes fundamentais do processo de avaliação e aprovação, como Ministério do Meio Ambiente e Anvisa – órgãos responsáveis pela salvaguarda da saúde da população e integridade ambiental;

– Permite o registro de substâncias comprovadamente cancerígenas. Atualmente, ativos que causam graves danos à saúde (teratogênicos, carcinogênicos, mutagênicos) são totalmente proibidos caso já tenham evidências e estudos;

– Registro temporário de agrotóxicos que não forem analisados no prazo estabelecido pela nova Lei.

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