31 de março de 2007

Acredite se quiser!

Edmar Arruda fez discurso anti -Barros na aua filiação ao PMDB. Disse (segundo o Rigon) que está no time que quer bombardear o clã familiar (sic) dos Barros. Muito interessante, né? Lembremos que as eleições de 2004 foi ontem. Me engana que eu gosto!

30 de março de 2007

Mas quem?

O PMDB quer ter candidato próprio a prefeito de Maringá em 2008` Quem será? Edmar Arruda? o próprio Odilio Balbinotti? os pofessores Pavanelli e Cláudio Ferdinandi? Como se vê, numericamente o PMDB vai bem e passa a ser alternativa aos Barros e ao PT, se é que o velho Partido Democrático Brasileiro não vá marchar junto com os petistas.Neste caso o professor Cláudio seria um bom vice.O nome do PT tanto pode ser Ênio Verri quanto João Ivo.

Espero que questionem

O Secretário Municipal de Saúde, Antonio Carlos Nardi tomou a louvável iniciativa de ir à Câmara Municipal prestar esclarecimentos sobre a dengue. Espero que os vereadores cumpram o seu papel de questionadores e queiram saber do secretário o que aconteceu que os agentes de saúde não mantiveram o trabalho permanente de prevenção à dengue, combatendo a sujeira dos quintais e orientando apopulação sobre água parada nos 12 meses do ano. Seria interessante saber também porque durante muito tempo foram os agentes do programa Saúde da Família que fuzeram este trabalho, acumulando funções e com condições precárias para o atendimento de toda a cidade.
Que tal saber também do secretário sobre as verbas que estão tirando da saúde para aplicar em praças, parques ejardins.E mais: por que o prédio do Hospital Municipal está tão mal cuidado, a ponto de um dia desses ter banheiro sem torneira e até sem válvula de descarga?

29 de março de 2007

Corte mortal

Informa o vereador Humberto Henrique em seu site que o prefeito está tirando dinheiro da saúde para apilicar em praças, jardins e áreas verdes. Que bom melhorar nossas praças, nossos jardins, nosssos bosques. Mas que péssimo tirar dinheiro de uma área tão prioritária como a saúde para fazer isso. Segundo o vereador, o remanejamento provoca um corte de quase R$ 1 milhão do dinheiro usado na manutenção do Hospital Municipal. Ora,ora, se o HM já está vivendo dias de caos, mesmo após definido o repasse de R$ 162 mil/mês do governo federal para o custeio, como ficará o hospital com um corte dessa ordem?

Na verdade, a administração liberal de Silvio II está agravando o estado de um paciente que já está na UTI, em nome da plástica da cidade. E quanto ao aumento de recursos para cuidar do Parque do Ingá? O curioso é que esse reforço no caixa do Parque vem no momento em que o prefeito fala em terceirização do mesmo. Quer dizer, haverá uma aplicação intensa de recursos públicos numa reserva florestal pública, para depois esta mesma reserva ser entregue à iniciativa privada? É assim que Maringá cresce com cidadania?

26 de março de 2007

Dinheiro a vontade

Silvio Barros I se elegeu deputado federal em 1970, mas em 72 trocou o parlamento pela prefeitura de Maringá. Nos dois anos em que esteve em Brasilia tornou-se amigo pessoal do Ministro do Interior, Mário Andreaza. Isso lhe abriu as portas do Planasa e do BNH, que tinham dinheiro sobrando para saneamento básico e habitaçao. Silvio deitou e rolou. Conquistou os recursos que viabilizaram os conjuntos Karina, Borba Gato, Cristóvao Colombo e Maurício Schulmann. Além disso, conseguiu dinheiro a fundo perdido para a rede de esgotos.Embora fosse do partido de oposiçao ao regime , Silvio nao tinha nenhuma restriçao do governo militar que o MDB do dr. Ulysses tanto combatia.

Isso é história

Noite gelada de 17 de julho de 1975.O clima estava quente no
auditório da Câmara Municipal de Maringá. Motivo: convençao do MDB. O grupo liderado por Horácio Racanello ganhou o diretório com mais de 60% dos votos. Os emedebistas ligados ao prefeito Silvio Barros nao se conformaram. Tentaram criar um fato político para anular a convençao. Para isso, o professor Jesus Hernandes, vereador e ex-chefe de gabinete do prefeito, colocou o livro de ata embaixo do braço e tentou sair correndo. Levou sopapo pra todo lado e o livro acabou nas maos do horacista Otávio Laurindo. Resultado: o presidente do Diretório Estadual, Euclides Scalco ,interviu no MDB de Maringá. A intervençao foi boa para Silvio Barros que conseguiu manobrar a legenda 1 do MDB, colocando seu secretário de serviços públicos Antonio Assunçao , um candidato fraco, para concorrer a Prefeitura em 1976. Assunçao nao somaria nada para ajudar o candidato mais forte do partido, justamente Horácio Racanello. Para piorar ainda mais a situaçao do MDB, o vice de Silvio ,Walber Guimaraes, brigou com o prefeito e saiu candidato de si mesmo por outra sublegenda, sem chance de se eleger e nem de ajudar Horácio. Melhor para Joao Paulino, o candidato mais forte da Arena. Horácio fez uma votaçao extraordinária,mas perdeu na soma das sublegendas. Said Ferreira e Gabriel Sampaio,os outros dois candidatos arenistas fizeram muito voto e ajudaram a eleger o candidato que Silvio queria, embora fosse Joao Paulino do partido adversário.
Já em 1970, Silvio Barros havia impedido que Horácio Racanello se elegesse deputado estadual. Lançou para atrapalha-lo o mesmo Antonio Assunçao,que acabou desmontando alguns esquemas de Horácio na regiao. Silvio era candidato a federal e apesar das divergencias pessoais, Horácio honrou com ele todos os compromissos partidários assumidos. Inclusive, Horácio impediu que o MDB de Astorga abandonasse a candidatura Silvio Barros e passasse a apoiar Antonio Anibelli. Resultado: Silvio ficou com a última vaga do MDB, desbancando Anibelli por uma mixaria de votos. E Horácio, ficou de fora por pouco mais de 200 votos. Assunçao passou longe mas tirou nao só a possibilidade de Horacio se eleger, mas tambem atrapalhou a vitoiria do professor Renato Bernardi. Maringa teria feito Horácio e Renato deputados estaduais naquele ano.

23 de março de 2007

Confissão de padre

O padre Roque esqueceu o segredo de confissionário que envolvia a tal "caixinha" da Secretaria do Trabalho, montada em sua gestão e purgou seu pecado, em público. O reconhecimentro do erro é uma virtude. Nem sempre quem fala a verdade é imune ao castigo, mas convenhamos: Padre Roque deve ter redução no seu tempo de permanência no purgatório, por conta desse deslize hobynhoodiano.

Viva!

Uma invertida aqui, outra ali, outra acolá e o nepotismo acabará sendo varrido do nosso meio. Demora, mas a sentença de primeira instância dada contra vereadores de Maringá é uma prova de que nem tudo está perdido. A justiça tarda, mas não há de falhar nunca. Que os anjos digam amém!

sem votos

O reitor do Cesumar, Wilson Matos ,vai assumir uma cadeira no Senado por quatro meses. Isto já estava acordado. Matos é o primeiro suplente de Álvaro Dias, que sai de licença para uma cirurgia no joelho. Nem atleta profissional demora tanto para voltar ao campo de jogo após ser submetido a uma reconstituição de ligamentos. Lembram-se do Cafu? Mas o senador não é atleta, embora tenha sido no passado.
O que deve entrar em questão aqui é o seguinte: esse negócio de candidato ao Senado ter suplente é uma coisa muito esquisita. Pela lógica, o suplente natural teria que ser o segundo mais votado. No caso em questão , assumiria a petista Gleisi Hoffmann. Não sendo assim, como de fato não é, o Brasil continua tento no seus sistema bi-cameral, senadores biônicos. Matos torna-se sanador da república brasílis sem ter tido um único voto . Claro que ele não tem nada a ver com isso. Vai assumir por direito que lhe confere a Constituição. Mas , convenhamos, esta é uma distorção do sistema que precisa ser corrigida na reforma política que se anuncia. O oxigênio da democracia não é o voto? Como então imaginar um senador sem oxigênio?

20 de março de 2007

Em pé de guerra

Os moradores de Sarandi que usam diariamente os ônibus metropolitanos para vir a Maringá estão revoltados com as condições dos pontos, depois que a rodoviária velha foi interditada. Ficam expostos ao sol e à chuva enquanto esperam a circular. Já há na cidade uma grande mobilização , da qual fazem parte sindicatos de trabalhadores, associações de bairros e a Câmara Municipal, para que a população de Sarandi venha a Maringá protestar contra esta situação, que todos lá consideram insustentável. O caldeirão vai ferver.

Testemunha ocular

...da História, como diria Heron Domingues na abertura do Repórter Esso. Sim , eu vi as moto niveladoras da Prefeitura, comandadas pelo homem forte da primeira administração JP, João Nicomédis , avançar sobre barracos de lâmina na Favela Cleópatra. Não me recordo nem o ano, mas acho que foi final de 1963. O plano de desfavelamento de Maringá, que incluia a destruição dos barracos e a transferência dos favelados para outros municípios da região, principalmente para a Vila Guadiana (Mandaguaçu), não foi muito longe por causa da reação da sociedade e da repercussão negativa na mídia local. Meninos , eu vi! Afinal, eu era um dos favelados. Mas meu barraco não chegou a ser ameaçado, pois ficava bem lá embaixo, próximo ao Frigorífico Central. Neste caso, foi bom para mim e minha família, o processo ter começado de cima para baixo.
Por falar em desfavelamento, a política de exclusão social de Maringá continou pelas administrações afora. Se agravou no início dos anos 70 com o fim dos loteamentos populares. Este fato, aliado ao IPTU caro e a uma valorização imobiliária desproporcional às condições financeiras das famílias pobres, é a causa maior do inchaço urbano de Sarandi e Paiçandu, este em menor escala. A implantação da Região Metropolitana propicia, senão políticas públicas de correção da anomalia no curto prazo, pelo menos a discussão mais aprofundada desse processo. E leva os maringaenses politicamente corretos a refletir mais sobre a dívida social monstruosa que Maringá tem para com os dois municípios vizinhos.
Vale informar também que a Prefeitura de Sarandi tem hoje vários processos contra empresas de Maringá que fizeram loteamentos sem nenhuma infra-estrutura naquele município, para abrigar os excluídos de Maringá. Há sentenças de primeira e de segunda instância contra loteadoras, que logo , logo, terão que bancar o asfalto que deixaram de fazer na época .

19 de março de 2007

E o túnel?

É preocupante a constatação de que o túneo do Novo Centro, por onde corre o trem, não estaria tendo a manutenção necessária, nem por parte da Rede Ferroviária e nem por parte da ALL, que explora os serviços, ganha rios de dinheiro com o transporte ferroviário , mão não cuida da linha. Sequer paga os guardas das passagens de nível de Maringá, cujas cancelas são monitoradas com recursos da Prefeitura.
Dia desses, um engenheiro aposentado, o mesmo que está preocupado com a falta de manutenção das arquibancadas cobertas do Estádio Willie Davids, manifestou o seguinte temor: as locomotivas soltam fumaça de óleo diesel várias vezes ao dia dentro dos dois quilômetros de túnel. E não consta que haja suspiros adequados para que esta fumaça se dissipe. Vale lembrar que há pouco mais de um ano a ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres , fez uma vistoria no túnel, provocada pelo Ministério Público. Ninguém viu o relatório que foi produzido. Será que a prefeitura não dispõe desse relatório? Pelo pouco que se soube da vistoria, houve a constatação de muitos dormentes podres lá embaixo e de possíveis rachaduras na estrutura do túnel. Além disso, não consta que haja, por parte do Corpo de Bombeiros, qualquer plano de emergência para o caso de acidente. Existe uma parede falsa no local da estação ferroviária demolida, que teria sido deixada para uma futura estação intermodal, caso se concretize a volta do trem de passageiros. Mas o local não se caracteriza como saída de emergência.
Essa é uma discussão que precisa ser travada em Maringá. E pode começcar exatamente pela busca do tal relatório da ANTT.

Perguntar não ofende

O que é dolomita? O Pedro Vier, engenheiro com larga experiencia na construção civil, informa que é uma argila, muito utilizada num tipo mais barato de massa corrida, sempre ascociada ao pó de mármore.

Pressôes previsíveis

Odílio Balbinoti caiu sem ter antes subido. Foi sem nunca ter sido. Dizem amigos, aliados e assessores, que ele teria sido vítima de armação partida de Maringá, de um grupo político que qualquer escoteiro sabe qual é. Há informações sobre o deputado que só quem é daqui a teria para passar para a grande imprensa. Por exemplo: a Folha de São Paulo buscou informações sobre o período em que Odílio foi presidente do Grêmio de Esportes Maringá (1985/1988). Aquele Grêmio levou para o túmulo uma dívida gigantesca com a Previdência Social. O fato de informação como esta ter chegado à redação da Folha de São Paulo diz tudo. Ou não?

Bem, é natural e nada mais salutar do que o país saber quem é quem no primeiro escalão do governo federal. Nada mais natural que Odílio fosse investigado, que a grande mídia fosse provocada a mostrar ao país quem era este deputado pouco conhecido lá em Brasília, que estava prestes a assumir um dos ministérios mais importantes do governo brasileiro. O que está em discussão é a suspeita do próprio Odílio de que seus adversários políticos em Maringá teriam disparado emails e telefonemas para as redações em todo o país. Estamos pois, diante de um caso típico de autofagia no baixo clero: a briga paroquial pautando a grande imprensa e detonando uma indicação do maior partido político do país para um cargo tão relevante.

Mas vamos lembrar também, a propósito da indicação de Balbinotti para o Ministério da Agricultura, que ele sempre foi um deputado que atuou isoladamente na Câmara, centrando seu trabalho no carreamento de verbas oriundas de emendas parlamentares, para as prefeituras de sua base. Sendo apenas líder do "bolco do eu sozinho", seria natural que numa circunstância como esta a sua vulnerabilidade política ficasse evidente. Porque se a causa da fritura fosse apenas o processo alegado, como explicar a permanência, por exemplo, de Gedel Vieira Lima no Ministério da Integração Nacional? Lembremos: Gedel foi um dos mais notórios integrantes da troupe " anões do orçamento" .

16 de março de 2007

Odílio era feliz e não sabia...

Ouvi certa feita o deputado Odilio Balbinoti dizer que não gostaria de ser candidato a prefeito de Maringá, porque gosta mesmo é de exercer o mandato parlamentar. Sua ação na Câmara Federal sempre foi voltada ao carreamento de verbas federais, via emendas parlamentares, para os municípios da sua base eleitoral. Esse tipo de trabalho, que torna o deputado uma espécie de despachante, garante ao detentor de mandato, vitórias permanentes (e subsequentes) nos pleitos que disputa. Se elege e se reelege quantas vezes quiser. E se tiver uma atuação pálida, de pouca ou quase nenhuma aparição na grande mídia, dificilmente será alvo de bombardeios investigatórios. Transita nos corredores do poder sem ser notado e, por conseguinte , sem ser incomodado. Odílio estava tranquilo, visitando quase que semanalmente as suas bases e colhendo os elogios e abraços decorrentes da pulverização das verbas que trazia para a região Noroeste do Paraná. Mas a partir do momento em que virou Ministro, a casa caiu. Moral da história: Odílio Balbinotti, a segunda maior fortuna da Câmara, era feliz e não sabia.

Insatisfação geral

Passei hoje de manhã pelo Paço Municipal. Conversei rapidamente com alguns servidores. Fiz uma pergunta básica:" E aí, como estã0 as coisas? " . As respostas eram as mesmas: " Mal, muito mal" . Uma servidora, perto da aposentadoria , ficou preocupada com as notícias sobre a caixa de pensão da Varig e o que está acontecendo aos aposentados da empresa. Lembrou da Capsema e disse que teve calafrios só de pensar na possibilidade de trabalhar tanto tempo e na hora de se aposentar ter um problema semelhante com o da companhia aérea. Sobre o relacionamento da atual administração com os servidores se limitou a desabafar: " O que estava bom ficou ruim e o que era ruim está péssimo" .

15 de março de 2007

Recordar é viver

Por sugestão do amigo Marco (Casadonoca) Lukas, passo a postar fragmentos da história de Maringá, que vivi, quer como observador , quer como personagem. Aqui vai o primeiro:

Início de 1964 estava eu engraxando sapatos na av. Getúlio Vargas em frente ao Banco Nacional, hoje Caixa Econômica, quando chega um senhor alto, bota até os joelhos, camisa xadrez e chapéu de feltro: " Capricha nessa bota aí, menino!" . Mirei o tamanho do pé dele, aquele salto cheio de bosta de vaca e um cano longo sem brilho que ele já chegou exigindo que ficasse um espelho. Tremi na base, mas comecei a passar a escovinha com água e sabão no pisante do homem. Demorou, mas ficou caprichado. Na hora de pagar, a pergunta clássica: " quanto é? ". Um mil réis, respondo. O homem me deu uma nota novinha, estralando. Foi embora sem nada dizer, mas a partir daquele dia passei ter o lendário " Galo Cego" como freguês. Na segunda engraxada a bota ainda tinha brilho. E , para meu alívio, nem um sinal de bosta de vaca.

O PMDB, com tudo e muita prosa

O PMDB acaba de ingerir uma suculenta sopa de espinafre. Está com força de Popaye no governo Lula. Queria tres ministérios, ficou com cinco. E de quebra, precipitou o debate sobre sucessão presidencial, credenciando-se à cabeça de uma chapa que teria todos os partidos da base aliada, inclusive o PT. Claro, a cúpula petista não gostou nadinha da história. Mas o fato é que o cenário caminha para isso. Até porque o PT não terá Lula candidato em 2010. E sem Lula, que nome viável o partido teria? Talvez Jacques Vagner? Ou quem sabe, Dilma? Tarso Genro? Não creio.
Mas e o PMDB, quem seria o cara? Por enquanto não há. Pode ser Requião, caso o cenário eleitoral favoreça a esquerda nacionalista. E se os caminhos da sucessão forem outros? Pode ser Aécio, que Lula sonha ver no PMDB, posto que no PSDB o governador de Minas vai ter que boxear com Serra e Alckmin? Mais alguém? Sérgio Cabral, governador do Rio?
Enfim, a tela ainda está branca à eséra de tinta fresca.

Mas tudo passa por 2008. O desempenho eleitoral dos governadores presidenciáveis nas eleições municipais terá peso importante. Por isso, Requião deverá jogar tudo nas sucessões, principalmente, de Beto Richa, em Curitiba; Nedson Micheleti, em Londrina e Silvio Barros II, em Maringá.
Falando de Maringá, que é o que mais nos diz respeito, o PMDB não tem , por enquanto, um nome viável para prefeito. Alguns peemedebistas locais tentam atrair João Ivo, mas esta será uma tarefa difícil. Mas João Ivo, assim como Ênio Verri, estão no projeto político do governador para 2008. Ñão necessariamente no PMDB, mas no PT ante a perspectiva das várias alianças que os dois partidos certamente farão. Em Curitiba, a candidata pode ser Gleisi, que foi a grande sensação da disputa pelo Senado em 2006. Em Maringá, pode ser João Ivo ou Ênio, com um vice do PMDB. Em Londrina o partido tem o ex-prefeito Cheida.
O fato é que as eleições municipais do ano que vem, têm peso importante para o projeto político do PMDB para 2010. Em Maringá especificamente, há agora o dado novo da nomeação do deputado federal Odílio Balbinotti para o Ministério da Agricultura. Odílio, como já revelou o Rigon , remetendo-se a uma nota do Ricardo Noblat, é da cota do governador Requião, que foi consultado pelo presidente Lula antes de bater o martelo.
Odílio será nome de peso politico-partidário importante nas eleições do ano que vem. Ano em que Maringá terá uma disputa ferrenha e polarizada, entre os dois grupos políticos mais fortes da cidade no momento: o dos Barros e o do PT, que estará ainda mais forte se os dois partidos forem mesmo ao altar.

13 de março de 2007

Esquerda nacionalista

Há um vácuo muito grande na esquerda nacionalista, deixado pelos ícones Leonel Brizola e Miguel Arraes. Trocando figurinhas com um amigo, chegamos a conclusão de que o enorme contingente de brasileiros que admirava Brizola e Arraes, estão sem referência. E podem encontrar esta referência no governador do Paraná, o único líder político da atualidade com um discurso consistente (e sincero) a favor de um Brasil menos subserviente ao capital estrangeiro.
A favor da autodeterminação do continente latino-americano, estão se firmando hoje governantes como Hugo Chaves, Evo Morales, Nestor Kirscnher e de maneira menos, bem menos enfática, Lula , no Brasil e Michele Bachelet, no Chile. Nesse contexto, Requião pode ser o grande nome do PMDB e da própria esquerda brasileira (ainda sem rumo) para 2010. E porque não?

Privatizar, privatizar....

Essa de privatizar o Parque do Ingá é demais. Li uma declaração do Ronaldo Maia , que gostou barbaridade da idéia. Nada mais natural, pois afinal ele é um empresário do setor de padaria e lanchonete, que pode perfeitamente se credenciar para montar um negócio lá dentro. Está correto do ponto de vista empresarial. Mas o Parque do Ingá é uma reserva pública, que recebe (ou pelo menos recebia) o ICMS ecológico para sua manutenção. Eu até tenho curiosidade de saber qual é a opinião do ex-prefeito Adriano Valente sobre isso. Dr. Adriano foi o criador do Parque do Ingá e não creio que aprovaria esta idéia de entragá-lo à exploração comercial de grupos privados.

Será que agora vai?

Estou postando de outro computador. Espero que dessa vez a nota entre no ar.
Apr0veito para informar sobre uma reunião recente do conselho gestor do Procon, em que o diretor do órgão Valdir Pignata tentou aprovar a compra de um carro com direção hidráulica e ar condicionado para uso dos novos fiscais que deverão ser contratados. A pretensão foi detonada pelo representante de um sindicato, que sugeriu a compra de um utilitário ao invés de um veículo de luxo. O conselho acabou frustrando as pretenções de Pugnada e optando pelo utilitário.
Outro item foi o da elevação do cargo de diretor ao nível de secretário municipal, sob o argumento de que o salário atual é baixo. Não pegou, porque o mesmo representante sindical disse que elevar a função ao nível de secretário iria deixar o diretor diretamente vinculado ao gabinete do prefeito, o que seria politicamente incorreto (e incoerente) para um órgão que tem as atribuições do Procon. O município banca a estrutura do órgão, mas não faz sentido ter controle direto sobre ele. A tentativa de Pignata foi transformada em mensagem do prefeito à Câmara, mas o legislativo teve juízo suficiente para bloquear. O plenário cedeu a argumentação do vereador Humberto Henrique (PT), que só por coincidência seguiu a mesma linha dos questionamentos feito pelo conselheiro sincidal. Não é preciso dizer que Valdir Pignada ficou de cara com a decisão da Câmara e certamente ,achando que foi o conselheiro sindical (que omito o nome por razões óbvias) quem fez a cabeça do vereador Humberto. Na verdade, eles nem chegaram a conversar sobre o assunto. Tratou-se apenas de uma profilática coincidência.

10 de março de 2007

Dobrando a esquina do tempo

Estou tentanto

Testando

Inversão de autoria

Mensagem cifrada

Perfumarias

O marketing da administração municipal é bem feito. Mas a administração acaba quando o telespectador desliga a tv. Algumas ações de visibilidade estão em andamento, como limpeza dos canteiros, principalmente no centro da cidade. O varejo vai mais ou menos.

4 de março de 2007

Coragem admirável

Dom Erwin Krautler, bispo da prelazia do Xingu fez palestra sábado às duas da tarde no auditório Dona Guilhermina, em Maringá. Falou da Amazônia, que está sendo criminosamente devastada pela ganância do homem e pela complacência do Estado, que pouco ou quase nada faz. As revelações do líder religioso são assustadoras. Segundo ele, se o desmatamento continuar neste ritmo , em 30 anos a Amazôia será um deserto só. O desastre ambiental atingirá todo o mundo. O assassinato da biodiversidade terá consequências catastróficas para o Brasil, em particular.
Por defender posições como esta, por defender a vida e a qualidade do ar que a humanidade respira, Dom Erwin está sendo ameaçado de morte. Irmã Dorothy era da prelazia do Xingu e foi assassinada. Apesar de ser o bispo marcado para morrer, Dom Erwin não esmorece, continua a denunciar.A coragem desse e de tantos outros religiosos que habitam aquela região conflagrada é realmente admirável.

O exemplo de Londrina

Londrina preservou não só o prédio da rodoviária velha como também o da ferroviária. Isso é preocupação com a história do município. Lembro, a propósito, que o prefeito Silvio Magalhães Barros I , começou o processo de retirada do pátio de manobras do centro, com o início da construção da estação
de transbordo na saída para Umuarama. O filho Ricardo completou o processo, demolindo o prédio e tirando dali a colônia de casas dos ferroviários. Isso era preciso fazer. O problema é que colocou os trabalhadores numa área não legalizada e que até hoje é motivo de dor de cabeça para todas as famílias.
Se preservada e restaurada, a estação de trem seria hoje um importante ponto turístico e um monumento de inestimável valor histórico. Mas fazer o que se a elite política de Maringá não tem a sensibildiade necessária para perceber a dimensão de um tombamento? Justiça seja feita ao prefeito Adriano Valente, que preservou a primeira locomotiva a chegar a Maringá, reservando um espaço especial para a "Maria Fumaça" no parque do Ingá.Acho que a sociedade local não pode deixar acontecer com a rodoviária velha o que aconteceu com a ferroviária. A demolição da rodoviária velha merece boletim de ocorrência na Uniesco.

3 de março de 2007

E agora?

O Sismmar informa na sua página que a vereadora Marly Martin foi ao Tribunal de Contas verificar se havia alguma proibição ao repasse dos 8% da folha para a Capsema. Não havia. O Ministério Público também não teria determinado coisa alguma, apenas pediu informações. O que deduzir disso? Se realmente o gestor público se valeu de uma mentira para respaldar a sua decisão, aí a coisa é muito mais grave do que se imagina.. A democracia tolera muita coisa, mas não transige com a leviandade. O prefeito tem maioria na Câmara Municipal, dispõe dos dois terços necessários para aprovar e desaprovar o que quiser. Mas se as suspeitas levantadas pelo sindicato e pela vereadora se confirmarem, aí o Legislativo, que já anda mal com a sociedade, precisa agir. Sob pena de se desmoralizar totalmente.

2 de março de 2007

Novo alerta

Provocada pelo Ministério Público a ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres, fez uma vistoria nos dois mil metros de túnel do Novo Centro de Maringá. Isso foi há mais de um ano e até agora ninguém conhece o relatório. É possível que a Prfefeitura o tenha. A solicitação partiu de ambientalistas preocupados com a falta de suspiros adequados para a dissipação da fumaça de óleo diesel que as locomotivas soltam diariamente lá dentro. Segundo um desses ambientalistas, constatou-se na época que o potencial de risco do túnel é muiuto grande. Devido a corrosão provocada pela fumaça, já havia rachaduras nas estruturas de concreto do túnel. E foi verificado também um grande número de dormentes podres. Não se tem notícia de que algum reparo tenha sido feito pela ALL, empresa que explora o trensporte ferroviário na região. Parece que o túneo anda meio abandonado, tanto que serve hoje de esconderijo de viciados em drogas. Há informações de que o espaço deixado para uma futura estação intermodal de passageiros também vive cheia de desocupados. Não se tem conhecimento de que a América Latina Lojística disponha de algum plano de emergência para casos de acidentes. O mesmo engenheiro que me falou dos riscos que oferecem as arquibancadas cobertas do Estádio Willie Davids também manifestou preocupação com o túnel do Novo Centro. Sugiro aos pauteiros dos jornais locais e das emissoras de TV, que programem matéria sobre o assunto. Com segurança não se brinca. As autoridades públicas, principalmente as ligadas a segurnaça, precisam tomar ciência do potencial de risco a que me refiro e, claro, agir imediatamente.

1 de março de 2007

E o estádio?

Já tem muita gente perguntando se a Prefeitura vai mesmo revisar as estruturas das arquibacadas cobertas do Estádio Willie Davids. Depois da nota sobre o assunto neste blog, outros blogueiros entraram na discussão e mais recentemente a equipe do Leo Junior (Band Cidade) fez reportagem sobre os riscos que a arquibancada coberta representa para os torcedores.
O estádio foi reformado em 1976 pelo prefeito Silvio Barros (pai). Já se vão 31 anos e segundo o engenheiro aposentado que me deu a informação, aquela praça de esportes nunca mais passou sequer por um processo de revisão das suas estruturas.Alguns amigos meus, que não deixam de assistir aos jogos do Galo Adap , têm procurado assistir aos jogoso nas descobertas."Fiquei meio preocupado e comecei a observar aquela estrutura metálica da cobertura mais de perto. Também não vou mais na coberta", disse-me o engenheiro agrônomo Alcides Tasca, que como tantos outros torcedores do Galo se sentiriam mais seguros vendo o município fazer uma rigorosa revisão do local. Revisão e reforço das estruturas.Demolição? Nem pensar.

Visita de cortesia

Foi o que fez o ex-prefeito João Ivo Caleffi ao prefeito Silvio Magalhães Barros II nesta quinta-feira de manhã. João Ivo foi na condição de coordenador da Região Metropolitana de Maringá, falar do trabalho que está desempenhando e das ações políticas que pretende desenvolver visando a ingeração dos 14 municípios-membros. A integração do passe de ônibus entre Maringá,Sarandi e Paiçandu foi assunto predominante da conversa.Silvio é a favor, mas acha que seria interessante o governo do Estado estudar a possibilidade de lançar mão aqui do mesmo projeto da Região Metropolitana de Curitiba, de isenção do ICMS do óleo diesel , como forma de baixar a tarifa e integrar sem problemas de perdas de receita para a empresa prestadora desse serviço.
João Ivo acha esta uma saída interessante, mas pondera que a isenção pode vir através de uma ação conjunta das forças políticas da RMM, mas no médio prazo. No curto prazo, é possível integrar já, através de negociação com a TCCC, que na sua visão poderia ter algum problema de perda de receita no primeiro momento, mas num segundo momento ganharia com o aumento da demanda.
Vale lembrar que os empresários do setor têm uma queixa comum: os ônibus urbanos estão perdendo passageiros para o transporte individual, principalmente para a moto e a bicicleta. Sendo assim, nada mais interessante do que a empresa iniciar uma campanha de incentivo ao passageiro, oferecendo como um dos atrativos exatamente a integração do passe entre as cidades conurbadas da Região Metropolitana de Maringá. O debate da integração, iniciado pelo ex-prefeito logo após a sua nomeação pelo governador Roberto Requião, está avançando.
João Ivo já conversou com a ACIM, o Codem, representante da TCCC, prefeitos de Paiçandu, Sarandi e agora Maringá. Já esteve em Curitiba tratando do assunto com o DER, que é o poder concedente das linhas metropolitanas. Como diria meu amigo Welignton Oliveira:"Vai dar samba!".