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Recordar é viver

Por sugestão do amigo Marco (Casadonoca) Lukas, passo a postar fragmentos da história de Maringá, que vivi, quer como observador , quer como personagem. Aqui vai o primeiro:

Início de 1964 estava eu engraxando sapatos na av. Getúlio Vargas em frente ao Banco Nacional, hoje Caixa Econômica, quando chega um senhor alto, bota até os joelhos, camisa xadrez e chapéu de feltro: " Capricha nessa bota aí, menino!" . Mirei o tamanho do pé dele, aquele salto cheio de bosta de vaca e um cano longo sem brilho que ele já chegou exigindo que ficasse um espelho. Tremi na base, mas comecei a passar a escovinha com água e sabão no pisante do homem. Demorou, mas ficou caprichado. Na hora de pagar, a pergunta clássica: " quanto é? ". Um mil réis, respondo. O homem me deu uma nota novinha, estralando. Foi embora sem nada dizer, mas a partir daquele dia passei ter o lendário " Galo Cego" como freguês. Na segunda engraxada a bota ainda tinha brilho. E , para meu alívio, nem um sinal de bosta de vaca.

Comentários

Anônimo disse…
Messias adorei a sua idéia vou acompanhar com muita atenção, mas a parte que muito me interessa é o tempo em que você acompanhou de perto as cagadas que o PT ou melhor, unidade na luta fez na prefeitura. Um abraço zezinho.
Anônimo disse…
Também vou acompanhar as suas histórias, mas esclareça aí prá gente quem foi o lendário Galo Cego.
Abraços

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