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Um tiro no pé

Quando a polícia prende e arrebenta um delinquente, a população vibra. Quando divulga-se o tratamento animal que os presos recebem em celas apinhadas, vem a exclamação coletiva:" Bem feito, eles têm mesmo é que sofrer para pagar por seus crimes!"
Quem haverá de se opor à revolta da sociedade com a marginalha?. E quem haverá de, em nome dos direitos humanos, defender os direitos humanos de quem não foi humano na hora de acabar com a vida de outra pessoa?
É tudo de difícil compreensão, mas para questões tão complexas , só reflexões e debates aprofundados, racionais e sem a interferência do fígado. Porque no fundo, no fundo, a revolta existe em cada um de nós que, em alguns momentos, chegamos a pensar em justiça com as próprias mãos.Alguns falam até em pena de morte.Que absurdo!
Mas vem cá, o que todos queremos não é a solução definitiva para a violência que nos apavora a todos? Claro que é. As estatísticas mostram que o índice de violência é cada vez mais crescente, graças à reincidência.
Isso quer dizer que o sistema prisional brasileiro não ressocializa e funciona como um verdadeiro alimentador da violência. E quando vibramos com os maus tratos dos presos, estamos contribuindo para o crescimenmto da reincidência, porque não nos iludamos : um preso enjaulado como bicho, mais dia , menos dia , sai da jaula e dana a se vingar da sociedade.
O caldo de cultura que escorre por essa canaleta está misturado ao da repressão policial desmedida a movimentos sociais e a grupos (até babacas, diria) de rebeldes sem causa, como ocorre em épocas de vestibular nos arredores da UEM.
A ação policial no sentido de coibir os excessos dos estudantes na base da violência significou um excesso combatendo outro excesso. É fogo para apagar as labaredas. E todos aqueles que moram por ali e se sentiam incomodados, certamente festejaram a presença da tropa de choque que, pelo visto, chocou mais do que os que vinham chocando. Foi um tiro no pé, sem dúvida.

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