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Reflexão dolorosa de um domingo cinzento

 



Acordei pensando no caso Carrefour e na história de violência contra negros registrada nos últimos anos em várias lojas da rede de supermercados Brasil a fora. E pensei: isso choca e nos remete imediatamente ao reino da barbárie. Mas choca tanto quanto, a postura do presidente da república, que em nenhum momento fez referência à vítima, em nenhum momento externou contrariedade ao crime covarde. Ao contrário, o que ele fez foi nos corar de vergonha com sua participação ridícula na cúpula do G-20, quando criticou não o racismo ,mas os protestos contra o racismo.

O fato concreto é que o Brasil entrou numa roubada em 2018. E ainda tem muita gente que idolatra o genocida que ocupa os palácios do Planalto e da Alvorada.

A economia despenca, a agenda social do país virou pó, a população vem se armando perigosamente e a ética, bem como o respeito à cidadania, andam apanhando de cinta. O meio-ambiente é tratado com desdém criminoso e a ciência virou motivo de chacota no centro do poder. Meu Deus, a que ponto chegamos?

 


Comentários

Carlos disse…
Parabéns Messias, seu comentário foi emocionante.

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Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.

Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.