Um presidente da república pode e deve ter sua
fé. Não importa a que religião pertença, manifestar sua religiosidade é seu
direito enquanto cidadão. Mas quando o que está em debate são assuntos de
estado, misturar política com religião não é de bom tom. Bolsonaro tem feito
isso permanentemente, e com o agravante da contradição extrema. Na medida em
que se declara evangélico, para consolidar a conquista dos votos que teve nesse
meio, ele desagrada outras religiões. E aí, para fazer média com os católicos,
por exemplo, exalta a Virgem Maria, colocando-se como fruto daquilo que o
professor e filósofo Roberto Romano chama de “um milagre mariano”.
Sérgio Moro deu entrevista à CNN e mostrou-se despreparado e por fora de tudo quando foi instado sobre problemas sociais. Não consegue se aprofundar em nada, não vai além do senso comum, seja qual for o tema abordado. Ele só não é tão raso quanto seu ex-chefe Bolsonaro, mas consegue ser pior do que o cabo Daciolo. O papo do ex-juiz tem a profundidade de um pires. Essa é a terceira via que a Globo e certos setores da elite e da classe média metida a besta defendem?
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