Pular para o conteúdo principal

O problema não é a pesquisa, é a sua leitura



Manchete do jornal O Globo:”Seis em cada dez brasileiros concordam com a reforma da previdência, diz pesquisa Ibope/CNI”. Não há que se duvidar da pesquisa, que de acordo com o manual de conduta de qualquer instituto, é feita dentro de rigorosos critérios técnico-científicos. Mas há que se duvidar, e muito, das interpretações, sempre feitas de acordo com os interesses de quem lê os números e gráficos.

No caso específicom, é questionável o uso do  “a” como artigo indefinido e plural. Com todo mundo com quem a gente conversa, a percepção de que a previdência precisa de reforma é clara. Mas há quase uma unanimidade contra essa reforma de Paulo Guedes, que propõe não o fortalecimento do sistema, mas a sua morte, para favorecer a previdência privada. Não é por outra razão que os grandes bancos, como Bradesco e Itaú, estão empenhadíssimo na aprovação da mal fadada PEC.

Então é assim: invés de manchetar que “Seis em cada dez brasileiros concordam que tem que haver reforma”, o jornalão da família Marinho tasca logo o artigo “a” que é para ajudar no processo de indução dos incautos e tornar o saco de maldades do governo Bolsonaro em balaio de bondades. Chamem manobras do tipo do que quiserem, mas pra mim, isso tem um nome: malandragem.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.

Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.