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Qualquer semelhança não será mera coincidência


TRAGÉDIA OU FARSA?
AS CIRCUNSTÂNCIAS HISTÓRICAS ESTÃO POSTAS, NUM DIA EM QUE O BRASIL PODE MOSTRAR A SUA CARA. 

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Não vamos confundir os personagens, porque Bolsonaro não é Jânio e nem Mourão é Jango. Mas há alguma semelhança, apesar da diferença intelectual enorme que separa Jânio de Bolsonaro e apesar da concepção de sociedade, igualmente abissal, que separa Jango de Mourão. Mas são inegáveis as circunstancias históricas, as semelhanças políticas de um início de governo e do outro.
Jânio renunciou no sétimo mês e Jango estava na China em visita oficial e lá foi recebido pelo líder máximo chinês Mao Tsetung. Bolsonaro está balançando seis meses depois de tomar posse e seu vice foi igualmente pra China, onde foi recebido pelo líder máximo Xi Jnping. Jânio brigava com o Congresso e renunciou para voltar nos braços do povo, numa chantagem que o relegou ao ostracismo total. Bolsonaro turbinou seus seguidores a irem para a rua defendê-lo nesse domingo 26.
Quanto retornou, Jango teve dificuldade de pousar no seu país, onde a elite e os militares não o queriam presidente. Tiveram que engolir,mas arranjaram o puxadinho do parlamentarismo. O mesmo puxadinho que esses dois aí da foto articulam para manter Bolsonaro no cargo.
Aviliações, inclusive de aliados é que ele perde, independente do número de bolsominions que se dispuserem a gritar o nome do "mito".
O Brasil de Bolsonaro não é o Brasil de Jânio Quadros e nem o de Mourão é o de João Goulart. Mas o Brasil de Bolsonaro é o Brasil da tragédia que tem tudo para se repetir como farsa.

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