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Propinoduto


Difícil conversar sobre política nos dias que correm. Lero vai, lero vem, a prosa acaba enganchando numa ou noutra malfeitoria –dessas que pululam no noticiário. Depois de embicar pra esse rumo, a conversa não tem volta. Pode-se mudar de corrupto, não de assunto.
Soube-se nesta sexta-feira (19) que praticamente a metade das empresas assentadas no Brasil (48%) já teve de lidar com pedidos de propina. A coisa veio à luz graças a uma pesquisa realizada pela PriceWaterhouseCoopers. Ouviram-se 5.400 executivos de empresas em 40 países.
O Brasil emergiu do levantamento como vice-campeão mundial do achaque. Só perde para a Indonésia, onde 54% dos empresários entrevistados admitiram já ter lidado com situações em que foi estimulada a pagar propina. Empatado com o Brasil na vice-liderança está a Rússia (48%). Vêm logo a seguir: Índia (38%), México e Turquia (28%) e China (21%).
Não é à toa que a CPI dos Corruptores, sugerida por Pedro Simon (PMDB-RS) nas pegadas do Collorgate e do escândalo dos anões do Orçamento, foi acomodada numa dessas gavetas eternas do Congresso. Já naquela época, PC Farias dizia: “Não pedi a empresário nenhum que chegasse com malas de dólares em minha casa.”
. Do blog do Josias de Souza

Comentários

Anônimo disse…
Messias, você tem toda razão. Por outras, e também por esta razão é que não me envolvo em comentários sobre política: a gente sempre sabe onde vai terminar o papo. Mas de uma coisa esteja certo: por causa do comportamentos nos países que você cita, nenhum deles (nem o Brasil) é visto - em qualquer outra área - com respeito pelos demais países do mundo. E não adianta o presidente ficar viajando pra lá e pra cá não, levando industriais. banqueiros e outros tipos capitalistérrimos, porque isto só me faz pensar que com essas viagens se está apenas "proliferando" o know-how propinento...

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