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Coisas do PAC

A coordenadora do Observatório das Matrópoles, Ana Lúcia Rodrigues confirma a hipótese que eu tinha aventado aqui, de que as 900 casas do PAC Santa Felicidade estavam sendo distribuídas segundo critérios que só Deus sabe. E que a distribuição dessas casas seria feita via novo cadastro da SASC, ignorando uma fila de 24 mil pessoas que esperam casa própria há anos. Veja o que a Ana escreveu, comentando uma noda do Akino Maringá, no blog do Rigon:

"Os beneficiários das casas do PAC foram reunidos num cadastro realizado pela SASC, onde constam 900 famílias em situação de vulnerabilidade social. Realmente não é possível saber quem são, pois sequer foram divulgadas as variáveis que a Secretaria utilizou para construir o indicador de vulnerbilidade. A única vez que nos foi dado visualizar tais pessoas foi numa Audiência Pública para aprovação do PAC que a SEDU promoveu, pois 02 ônibus da TCCC os levou e eles lá estavam para levantar suas mãos e aprovar qualquer coisa que o secretário indicasse. Por certo, serão estes mesmos condôminos do PAC que, em 12/12 próximo, novamente serão utilizados para aprovar as propostas da Prefeitura em nova audiência pública, convocada para mudar o Plano Diretor de Maringá, que sequer foi regulamentado ainda. Lembro também que estes contemplados furaram a fila de mais de 24 mil famílias que compõem o cadastro da casa própria de Maringá. Pelo mapa dos atuais locais onde moram os contemplados, identificamos um deles residindo na Chácara do Sr. Orlando Dias, entre a Vl. Esperança e a Cidade Nova. Coloco à disposição sua e dos leitores interessados em maores detalhes sobre a implantação do PAC Santa Felicidade, levantamentos que já realizamos no Observatório das Metrópoles - Núcleo RMM (www.cch.uem.br/observatorio), para o monitoramento que realizaremos de todo o processo: i) mapeamento dos atuais moradores do Santa Felicidade e das condições de moradia e, ii) mpeamento do entorno das áreas públicas (ZEIS) que foram privatizadas para abrigar as casas do PAC (de 40 m2). Realizaremos ainda o acompanhamento da remoção dos moradores do Santa, através de um diagnóstico da área para onde forem transferidos e, por fim, um diagnóstico da futura composíção socioespacial do Santa Felicidade, que não foi transformado em ZEIS e, portanto, está à mercê de toda espécie de especulação imobiliária".
. Profa. Ana Lúcia Rodrigues - coord. do Observatório das Metrópoles - UEM.

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