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O sábio Tostão e a mediocridade dunguiana

"Existe uma máxima no futebol de que jogo se ganha no meio-campo. O Brasil tem ótimas chances de ser campeão do mundo, sem meio-campo. Ou melhor, com um meio-campo apenas forte e marcador. Dunga vai revolucionar o futebol.

Será mais uma evidência de que o talento nesse setor não tem mais a mesma importância. Será o reconhecimento e a valorização da mediocridade".

. De Tostão, um dos melhores jogadores que vi atuar. Pela televisão, claro.

O comentário do craque da Copa de 70 (cmo tinha jogador fora de série naquele time!) me remeteu a 1994, quando o Brasil foi Tetra com um futebol medíocre que, pelo menos a mim, não deu nenhum orgulho. O ideal é que o time jogue bonito,com arte e ganhe títulos. Mas se os títulos não vierem, tá valendo. Prefiro lembrar a Seleção de 82 dirigida pelo mestre Telê do que a de 94, dirigida por Parreira e comandada em campo pela valentia sem graça de Dunga.
Dunga era um volante eficiente, marcador, bom de briga. Mas seu futebol burocrático contaminou toda uma geração de bons atletas. Na seleção que ele dirige, tenta impor o futebol videogame, só descaracterizado quando está em campo a habilidade de Robinho, a genialidade de Ronaldinho Gaúcho. Neymar e Ganso poderiam ajudar Robinho bagunçar este coreto dunguiano. Mas dificilmente Dunga atenderá aos apelos populares pela convocação dos "meninos da Vila". Ele também dá mostras de que vai "gelar" Ronaldinho, o que será uma pena. Sinceridade, se esta seleção que vai a África do Sul repetir aquela que foi aos Estados Unidos e ganhou o tetra nos penaltis, graças àquele chutão nas nuvens do Bágio, aí é pra acabar. Não torcerei contra, porque meu coração é sempre verde e amarelo, mas que será uma copa sem tesão nenhuma, ah, isso será mesmo!

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