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Se eu puder falar com Deus...

 

Ariano Suassuna deve estar perguntando a Deus: “Por que existem uns felizes e outros que sofrem tanto, nascidos do mesmo jeito, criados no mesmo canto... quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto ?”.


Comentários

Carlos disse…
Grande Suassuna, Deus foi generoso com ele, ele se foi e não viveu neste Brasil de Bolsonaro.
Marta disse…
Ariano é daquelas pessoas que a gente passaria o dia inteiro ouvindo, admirando as histórias e aprendendo com seus ensinamentos e experiências. Que falta faz! ♥️
Raimundo Nonato disse…
Tenho uma profunda e respeitosa admiração ao homem, escritor e pessoa do Ariano Suassuna. Sua inteligência, lucidez é um exemplo par a todos nos. Valeu Ariano! Sua existência iluminou a minha.
Maravilhoso! Ariano Suassuna não poderia ser mortal, Deus poderia ter lhe dado vida eterna para esse ser Sábio, Bondoso que deixou uma biblioteca de bons ensinamentos!
Irineu disse…
Por que Existem o Mal e o Sofrimento Humano?
Leandro Gomes de Barros

Se eu conversasse com Deus
Iria lhe perguntar:
Por que é que sofremos tanto
Quando se chega pra cá?
Perguntaria também
Como é que ele é feito
Que não dorme, que não come
E assim vive satisfeito.
Por que é que ele não fez
A gente do mesmo jeito?

Por que existem uns felizes
E outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito,
Vivemos no mesmo canto.
Quem foi temperar o choro
E acabou salgando o pranto?

Sobre o autor:
Leandro Gomes de Barros

Leandro Gomes de Barros, paraibano nascido em 19/11/1865, na Fazenda da Melancia, no Município de Pombal, é considerado o rei dos poetas populares do seu tempo. Foi educado pela família do Padre Vicente Xavier de Farias, (1823-1907), proprietários da fazenda, e dos quais era sobrinho por parte de mãe. Em companhia da família "adotiva" mudou-se para a Vila do Teixeira, que se tornaria o berço da Literatura Popular nordestina, onde permaneceu até os 15 anos de idade tendo conhecido vários cantadores e poetas ilustres.

Do Teixeira vai para Pernambuco e fixa residência primeiramente em Jaboatão, onde morou até 1906, depois em Vitória de Santo Antão e a partir de 1907 no Recife onde viveu de aluguel em vários endereços, imprimindo a maior parte de sua obra poética no próprio prelo ou em diversas tipografias. Vale a pena transcrever o aviso no final de um poema, A Cura da Quebradeira, que demonstra suas constantes mudanças e o grande tino comercial:
"Leandro Gomes de Barros, avisa que está morando em Areias, Recife, e que remetterá pelo correio todos os folhetos de suas produções que lhe sejam pedidos”.

Sua atividade poética o obriga a viajar bastante por aqueles sertões para divulgar e vender seus poemas e tal fato é comentado por seus contemporâneos, João Martins de Ataíde e Francisco das Chagas Baptista:

"Voltando João Athayde
De Vitoria a Jaboatão
Quando chegou em Tapéra
Que saltou na estação
Encontrou Leandro Gomes
Entraram em conversação"

"Estava em Lagoa dos Carros,
O grande Chagas Batista,
Quando trouxeram-lhe à vista
Leandro Gomes de Barros,
que para comprar cigarros
tinha descido do trem (...)"

Foi um dos poucos poetas populares a viver unicamente de suas histórias rimadas, que foram centenas. Leandro versejou sobre todos os temas, sempre com muito senso de humor.

Suassuna recitou este poema que vocÊ citou Messias.

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