12 de abril de 2011

HU: é preciso mudar o foco da discussão

O jornal O Diário mostra hoje mais uma reportagem sobre o caos da saúde em Maringá, colocando o HU no centro da discussão. De fato o Hospital Universitário não dá conta da demanda e sintetiza todo o estado de abandono em que se encontra a saúde pública na cidade. Mas é preciso mudar um pouco o foco da discussão, com a mídia cobrando melhorias não apenas em Maringá mas em toda a região, que manda pacientes pra cá. É um crime o que fizeram nos pequenos municípios, onde há anos não se investe na construção de hospitais para atendimento , pelo menos da média complexidade. É mais cômodo aos prefeitos receberem ambulâncias das mãos de deputados despachantes para alimentar o turismo da dor.
O diretor do HU, Dr. Carlos Amador, celebra a vinda, por esses dias, de uma verba de mais de R$ 2 milhões para o hospital. Vai dar para algumas ampliações, melhoria de setores importantes do HU e consequentemente, melhoria do atendimento.Mas não nos iludamos: o caos do HU, que é um hospital escola e não um pronto socorro regional, tem origem, claro, na falta de investimento, mas principalmente no aumento irracional da demanda. É preciso que a mídia cumpra seu papel de informar, mas não caia no erro primário de mostrar apenas um lado da moeda. Enfocar o problema do hospital sem bater pesado na negligência criminosa dos agentes públicos da nossa Região Metropolitana é "comer barriga" (expressão que nós jornalistas usamos para definir nossos próprios cochilos na arte de informar).
Quem sabe este seja o momento para a imprensa local iniciar uma campanha contra o fim do "turismo da dor"? O O DIÁRIO, pela sua importância e pelo seu peso, enquanto principal jornal do Norte-Noroeste, é o veículo certo para, nesta hora certa, iniciar o grande debate.

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá, Messias! Qual seu e-mail de contato? Obrigada!
Tatiane

Prof. Luiz Gonzaga disse...

Concordo plenamente com o Jornalista Messias mendes e acrescento a necessidade de um projeto de lei, determinando a obrigatoriedade de "residência" ou pretação de serviços (no mínimo 2 anos)de médicos recém formados no interior, como forma de conclusão de cursos em Medicina, além do aumento de número de curos e de vagas nas instituições de ensino público.