
Depois de muito tempo, Umberto Crispim deverá enfrentar uma chapa de peso na disputa do diretório do PMDB, que ele preside desde o milênio passado. O bate-chapa ocorrerá ainda neste primeiro semestre e Crispim deverá enfrentar o presidente da Câmara Máiro Hossokawa e alguns nomes de peso ainda existentes no partido, como Cláudio Ferdinandi, Renato Cardoso Machado, Oscar Batista, Everaldo Belo Moreno e o médico Carlos Amador, superintendente do HU.
Mas que esses "luminares" não menosprezem Crispim, que manipula a máquina partidária como ninguém. Apesar da sua baixa estatura partidária, ele tem o controle do PMDB local, onde raramente é dado encaminhamento às filiações que o grupo suspeita seja de oposição.
Apesar de na chapa "Rebovação" do Hossokawa contar com um Amador, não esqueçamos que alí tem muito profissional da luta partidária, o que justifica as precauções que a esta altura Crispim já deve estar se preparando para tomar.
Tem outro detalhe que o presidente da Câmara e seu grupo não podem ignorar: Crispim já estaria negociando uma aliança com o PT, de olho na vice de Ênio Verri.
Claro, nem o PT e nem Verri pensam em Crispim como vice, porque isso pode ter consequências eleitorais para a candidatura majoritária tida como uma das mais fortes até o momento. Porém, Hossokawa, que seria um ótimo vice, quer mesmo é ser cabeça de chapa. Mas só será se conseguir ganhar o diretório nas eleições de junho próximo.
De qualquer forma, haverá muito spinafre na candidatura Ênio Verri, a rigor,o único nome capaz de derrotar o grupo dos Barros, seja quem for o candidato que Ricardo bafejar.
O jogo de xadrez está apenas começando e se conseguir, com Crispim ou com Mário Hossokawa, atrair o PMDB para uma composição em 2012, o deputado Verri terá meio caminho andado.
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