Pular para o conteúdo principal

FHC continua assumindo a paternidade do Real

Fernando Henrique Cardoso, cuja palestra em Maringá começoiu com duas horas de atraso,acaba de afirmar:"Quando assumi o Ministério da Fazenda recebi muita pressão para não abrir mais a economia, não abaixar mais as tarifas alfandegárias, pois industriais de todo o País diziam que nós não íamos conseguir competir. Mas eu resisti e persisti. Assim nasceu o Plano Real".

Meu comentário: ele continua afirmando e reafirmando que o Plano Real é da sua lavra.FHC estava nos Estados Unidos como embaixador quando foi trazido de volta para pilotar o Plano Real, cujo pai era o então presidente Itamar Franco. FHC chegou quando tudo já estava pronto, em projeto pilotado pelo economista André Lara Rezenda. FHC apenas assinou a URV e as notas do real, que sob seu comando quase naufragou. Ele saiu para ser candidato a presidente em 2004 e foi substituído por Rubem Ricúpero, o da parabólica, este sim, com muitos méritos sobre o sucesso do Plano Real. Depois veio Ciro Gomes e a coisa tomou o rumo que deveria tomar. Quem acompanha o noticiário político nacional, sabe da mágoa que Itamar Franco tinha de FHC por ele assumir indevidamente a paternidade do Real, sem atribuir o devido crédito a quem realmente ou criou e por ele se responsabilizou, ou seja, o próprio Itamar Franco.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.

Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.