10 de dezembro de 2011

A fé cega e a faca amolada do governador


Vendo o Orçamento do Estado para 2012 e o tamanho do "taio" que o governador Beto Richa fez na parte que toca às universidades estaduais, já tem professor da UEM com saudade do Requião. Chupe esta manga: a UEM tinha até agora garantia de repasse anual de aproximadamente 22 milhões para custeio. Ano que vem terá apenas R$ 12 milhões, R$ 10 milhões a menos do que tinha em 2009.
Por melhor que seja o nível do curso de medicina da nossa universidade, é certo que ela não produzirá nenhum cirurgião capaz de costurar com perfeição , sem deixar enorme cicatriz, o "taio" produzido pela fé cega e a faca amolada do governador.

Fonte: Folha de Maringá (professor Luiz Modesto)

4 comentários:

Paulo Sergio disse...

A UEM ESTA CHEIO DE FILHINHOS DE PAPAI QUE GANHAM BOLSA PARA "ESTUDAR" MAS USAM ESTE DINHEIRO PARA TOMAR CACHAÇA, BOA DO GOVERNADOR.

Meu Blogger disse...

O que tem uma coisa a ver com a outra? Está se falando em custeio de uma das instituições de ensino superior mais respeitada do Estado, inclusive no campo da pesquisa e da extensão. Esse comentário é o que se poderia chamar, enfim, de palpite infeliz.

Paulo Sergio disse...

A MELHOR MEDIDA SERIA A COBRANÇA DE MENSALIDADES NA UEM, CHEGA DO ESTADO SUSTENTAR VAGABUNDOS, SE QUERREM ESTUDAR QUE PAQUEM PARA ISSO.

Anônimo disse...

O estudante chega na sua “Mitsubishi” ao campus de uma das melhores universidades
- pública - do país. Ele nunca foi estudioso, mas conseguiu passar no
vestibular porque, além de ter sempre frequentado o melhor colégio da cidade
(pago), teve aulas particulares de todas as matérias, pelo menos as mais difíceis, e
ainda fez um “cursinho” no último ano do colégio. Agora que entrou na Universidade,
não tem pressa para se formar. Levará talvez oito a dez anos para terminar um
curso que deveria ser feito em cinco. Durante todo este tempo ele ocupará uma vaga
gratuita.
Enquanto isto, um outro jovem, que precisa de um determinado diploma superior
para sua carreira profissional, filho de pais pobres, tentou mais de uma vez o
vestibular numa universidade pública, mas não conseguiu passar. Ele é inteligente,
gosta de estudar, mas sempre teve que trabalhar. Fez o primeiro e o segundo graus
numa escola pública fraca e pouco exigente. Agora está numa universidade particular.
Ele deixa lá, todo mes, tudo que ganha no seu trabalho.
Os dois casos acima não são fictícios. Casos como estes, ou pelo menos assemelhados,
acontecem com enorme frequência no nosso Brasil. Isto é justo?