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A coerência e seu lado torpe

"O psdb e o dem querem e desejam, em segredo, a aprovação do plebiscito que possibilitaria o terceiro mandato. Porque aí eles colariam no Lula a imagem de quebrador das regras democráticas, um golpista. E iriam para as eleições com a faca entre os dentes, mostrando isso para a população. Sabendo que perderiam, mas mostrariam ao mundo que Lula não é tudo aquilo que acreditavam ser. Sem a possibilidade do terceiro mandato, a ministra Dilma vai ganhar. Ela subirá demais nas pesquisas e o Lula voltará em 2014, podeno ficar mais novos 8 anos, completando um ciclo de 20 anos no poder. É esse o desespero de Serra. Não sinto mais tanta firmeza em sua candidatura para o ano que vem, pois a oposição está sem discurso. A CPI da Petrobrás não irá decolar e mesmo que for, será um traque. É esse o desespero da oposição"

Esse comentário é atribuído pelo blog Notícias da Pronvíncia ao deputado Ricardo Barros. Algumas expressões usadas são características dele mesmo. E faz sentido, porque não deve ser outra no atual momento de farta colheita a postura do deputado e do irmão prefeito. Que não se negue coerência a Ricardo. Eu , por exemplo, jamais cometeria tal injustiça. E sabe por que? Porque se em 2002 ele chamava Lula de fraude eleitoral, era porque ainda não se sentia da cozinha do novo presidente. Ricardo sempre esteve do mesmo lado: o lado do poderoso que lhe oferece vantagens. E isso, convenhamos, é coerência, embora esta coerência aí represente o lado torpe da não-contradição.

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