31 de dezembro de 2006

Devolução mandrake

Eu suspeitava da manobra, mas o Rigon clareou tudo com a nota em seu blog sobre o Decreto 795/2006. A devolução dos R$ 500 mil feita pelo presidente João Alves à Prefeitura foi uma bela farsa. Eu só nao lembrava da suplementação que o Rigon revelou agora. Suplementaram R$ 600 mil em um orçamento de quase R$ 10 milhões. Devolveram R$ 500 e a mídia local entrou na onda e deu destaque ao fato.

O último presidente de Câmara que tinha devolvido dinheiro ao Executivo foi Antônio Paulo Pucca, que economizou de verdade e acabou devolvendo dinheiro ao prefeito João Paulino. Foi uma demagogia na época, mas a sobra foi real, sem as manobras agora denunciadas. É triste a constatação, mas esta é uma verdade cruel: o Lesgislativo Maringaense tem piorado a cada quatro anos. Cabe ao próprio eleitor maringaense colocar um ponto final nesse processo caranguejo,

30 de dezembro de 2006

Marca registrada

A carta do representante comercial Wilson Bespalhuk, publicada no O Diário , criticando a reforma mal feita da escola municipal Rui Alegretti, mostra bem como a administração Silvio II é cuidadosa com o dinheiro público. Basta ver a maravilha que está o hospital municipal, a limpeza das bocas de lobo e a coleta de lixo.Tudo é lindo e tudo vale a pena, quando o marketing não é pequeno.

29 de dezembro de 2006

Rezar,rezar

A família do número 1077 da Rua das Tipuanas no Borba Gato está há mais de um ano esperando o corte de uma árvore. É uma tipuana gigante que está inclinada sobre a casa. Os técnicos do meio ambiente passaram por lá no começo desse mes,constataram que precisam cortar a árvore,mas até agora,nada.Quando chove e venta forte, todos olham com temor para a árvore gigante. E rezam.

Pediram que eu desse uma força. Como força não tenho, pois não sou autoridade, procurei um vereador da base de apoio de sua excelência, o Valter Guerles. Passei-lhe o número do protocolo com o pedido do corte, datado de outubro de 2005. Ele foi atrás,parece empenhado em resolver o problema, mas apesar de tratar-se de um legítimo representante do povo, a coisa continua na estaca zero.

27 de dezembro de 2006

Esperando o trem...

José Maciel está feito o Pedro Pedreiro da música do Chico Buarque.Espera há uns dois ou tres meses a Prefeitura fazer uma galeria de emergência para que a chuva não volte a inundar seu pequeno estabelecimento comercial. Esperando,esperando...que já vem,que já vem,que já vem.
O prefeito Silvio Barros II esteve pessoalmente no local (Jardim São Silvestre), prometeu indenizar os prejuízos em caráter emergencial, ao mesmo tempo em que tomaria providencias para o problema não se repetir.
Está claro que a enxurrada que provocou grandes estragos na propriedade foi consequência do desleixo. A pequena obra de uma galeria sobsalente já estaria pronta se houvesse vontade da administração. Independe de licitação ou dotação orçamentária específica, por tratar-se de um serviço simples que o próprio Saop tem condições de executar.
Da última vez que diretores e técnicos do SAOP estiveram lá,prometeram executar a pequena obra,ao mesmo tempo em que garantiram a limpeza das galerias de águas pluviais do bairro. Até agora não fizeram nem uma coisa e nem outra.No caso das galerias, alegam que o tatu está quebrado.O tatu é um equipamento adquirido na gestão do PT , pra limpar galerias de águas pluviais. nada.os obras

26 de dezembro de 2006

Para pensar na cama

Dom Manuel Martins, bispo português disse em entrevista ao jornal luso Primeiro de Janeiro:"A igreja tem o dever de denunciar com coragem e sem medo, todo tipo de agressão so valores e direitos humanos". É uma colocação que muitos padres , bispos e até leigos, deveriam absorver e refletir sobre ela no travesseiro.
Ao mesmo tempo em que exerce a auto-crítica, em nome dos líderes católicos sintonizados com Puebla, Dom Manuel critica duramente a laicismo raivoso do estado, em todo o mundo. Parece querer mandar um recado direto ao estado português, laico como deve ser qualquer estado, mas que parece exageradamente empenhado em incentivar instituições voltadas ao abandono de todas as crenças, de todos os símbolos religiosos.

Arriba, Paraguai!

O bispo Fernando Lugo acaba de renunciar ao sacerdócio para se dedicar integralmente a um projeto nacional de recondução do povo ao poder no Paraguai. Ele anunciou exatamente no dia do Natal que será candidato a presidente da república em 2008. Sua candidatura atende aos apelos insistentes da comunidade católica do país vizinho, que vê no agora ex-clérigo a única chance que o país tem de acabar com a hegemonia de 59 anos do Partido Colorado, do ex-ditador Alfredo Stroessner.

Desde a eliminação de Francisco Solano Lopes, por ocasião da Guerra do Paraguai no século XIX, que o Paraguai nunca mais se levantou. Era até então uma próspera república e com elevado grau de desenvolvimento social. De certa forma, ameaçava "contaminar" outros países da América do Sul com o seu exemplo nacionalista, de contraposição ao império britânico. O Paraguai foi massacrado pela Tríplice Aliança, liderada pelo Brasil de Caxias.

Os 59 anos de domínio do Partido Colorado impediram que o Paraguai evoluisse politica,economica e socialmente a partir da segunda metade do século XX. Tentou na primeira eleição diretra pós-Stroessner com Domingos Laino , mas as forças oposicionistas não conseguiram derrotar o Partido Colorado. Agora com o bispo Lugo, tem uma chance concreta de dar meia volta na política do atraso. Que os anjos digam amém!

25 de dezembro de 2006

HM, um exemplo de desleixo

Justiça seja feita: o atendimento de alguns médicos e enfermeiras de plantão no Hospital Municipal é muito bom. São atenciosos, respeitam o sofrimento dos pacientes. Mas se o usuário do SUS não der sorte e pegar plantonistas mal humorados, aí tá frito.

Lamentável o estado de conservação do hospital.A maioria dos banheiros não tem torneira e nem válvulas de descarga. O hall de entrada está uma lástima. O desleixo chega a ser criminoso. Quem te viu e quem te vê!

24 de dezembro de 2006

Rô,Rô,Rô!

Que o espírito de Natal esteja na cabeça de cada leitor desse blog e de cada blogueiro que se dedica à crítica sincera e honesta e à informação verídica e respaldada na ética do cidadão. Que a generosidade prevaleça nos 365 dias de 2007 em todos os corações, inclusive os menos sensíveis. E que nos comes-e-bebes desse 25 de dezembro, Cristo sejá mais lembrado do que Papai Noel.

22 de dezembro de 2006

Grilo delegado

Na composição do novo diretório regional do PMDB, publicado hoje no blog do Rigon, não consegui identificar mais que dois nomes de Maringá. Um é o do Miguel Grilo, como delegado à convenção nacional. O ex-reitor Gilberto Pavanelli consta como suplente.São muitos nomes. É possível que tenha alí algum maringaense que eu nunca tenha ouvido falar. Mas algo me diz que a participação de Maringá no comando do maior partido do Estado não vai mesmo além disso. Será que este fato pode ser uma indicação de que a cidade não terá um representante no secretariado do segundo mandato de Requião?

Na verdade, não teve e não tem no atual governo. Emerson Nerone, que é daquí, tem seu domicílio eleitoral em Maringá mas reside em Curitiba. Ele entrou no secretariado na reta final do governo Requião. Atuava como diretor geral da Secretaria do Trabalho e assumiu a pasta com a desincompatibilização do Padre Roque.

Se Nerone vai continuar ou não, isto não se sabe. O fato é que o governador Requião gosta dele, o tem como um secretário eficiente, mas na composição do novo governo as forças partidárias que apoiaram a reeleição no segundo turno é que influenciarão a composição do governo que começa em janeiro.Se este for o único critério a ser considerado pelo governador Roberto Requião, Emerson Nerone está fora do primeiro escalão. Mas certamente continuará no governo, possivelmente na função que exercia quando o Secretário do Trabalho era o petista Padre Roque Zimermann.

A fufa e o fole

Passei hoje de manhã em frente a alguns postos e observei que as placas informativas estavam sem o preço da gasolina. Isto sinalizava que, ou o combustível ia baixar novamente ou ia subir de preço. De uns tempos para cá, o cartel dos postos e distribuidoras vem deitando e rolando.
Muita gente é contra o tabelamento de preços, mas no caso dos combustíveis o governo precisa tomar uma providência. O cartel movimenta mais o fole do que Osvaldinho do Acordeón. Tá pior do que sanfoneiro de zona.

21 de dezembro de 2006

Perseguição implacável

Recebo email de um servidor público informando que os 32 processados por participarem da greve de 31 dias não conseguem empréstimo com desconto em folha, que é concedido a qualquer funcionário público pela Prefeitura. Um deles tentou o crédito consignado na Associação dos Funcionários Municipais e também teve seu pedido rejeitado, sob a alegação de que o empréstimo seria inviável por estar o servidor sendo processado.
Trata-se de processo administrativo, que já virou sentença condenatória, e transitada em julgado.Além do assédio moral quase diário que sofrem, os servidores ainda são excluídos dos benefícios a que têm direito.
A propósito da negativa da Associação dos Funcionários Municipais em conceder empréstimo a um grevista, vale lembrar que o presidente (quase vitalício) da entidade é o vereador Dorival Dias.

Falta de manutenção

A inundação do Hospital Municipal, que acabo de ler no blog do Ronaldo Nezo, foi consequência da falta de limpeza das calhas do prédio. Se negligenciam até este tipo de serviço imaginem o que está acontecendo com as galerias de águas pluviais da cidade.
A chuva que caiu hoje na hora do almoço inundou várias ruas. Em frente a Cachaçaria Água Doce, por exemplo, era possível perceber de longe que a boca de lobo tinha capacidade quase zero de escoamento.

20 de dezembro de 2006

Também no JB

Fiquei sabendo que o amigo Domingos Trevisan, que foi chefe de jornalismo na TV Maringá por muito tempo está atuando também no JB. Ele foi embora de Maringá para chefiar o jornalismo da CNT no Rio. Continua na cabeça de rede dos Martinez, mas trabalha também no Jornal do Brasil. O Trevisan é um grande profissional que, a exemplo do Calegari, honra Maringá na grande imprensa.

Revendo amigos

Antônio Calegari, há 20 anos editor chefe do matutino carióca Jornal do Commércio, o segundo jornal mais antigo do país, com mais de 180 anos de circulação ininterrupta, está em Maringá desde sábado.
Tenho o maior orgulho de dizer que foi ele o primeiro profissional a dar um empurrãozinho para que eu ingressasse no jornalismo. Foi em 1966 na extinta Folha do Norte do Paraná, onde ele era repórter policial e eu, apenas office boy da redação. Uma redação que tinha Ivens Lagoano Pacheco, como editor-chefe, A.A. de Assis, como secretário; Borba Filho, como editor de esportes e além dele Calegari, os repórteres Elpídio Serra, Raul Bendlin (hoje um conceituado médico ginegologista) e Kester Carrara, atualmente trabalhando como professor numa cidade do interior paulista.
Acompanhei Calegari no périplo que fez por Maringá ontem e hoje. Hoje pela manhã fomos visitar o Verdelírio, no Jornal do Povo e o Frank Silva, no O Diário. O Verde era colunista político do O Jornal naquela época e o Frank, colunista social da Folha, o principal jornal da região nos anos 60.
O amigo Calegari veio visitar parentes em Maringá e Mandaguaçu e hoje bem cedinho segue com a sua mãe para a cidade de Luiz Eduardo Magalhães , na Bahia, onde ele tem um irmão. Calegari é um jornalista de grande prestígio no Rio.

Tem que se mexer!

Um experiente funcionário da Câmara sugeria após a sessão extraordinária de segunda-feira:"O PT tem que se mexer, articular lá por cima, se quiser evitar a rejeição das contas de 2003, que voltará a plenário em março ou abril". E concluía: "O partido possui bala na agulha, elegeu um deputado estadual por Maringá, que inclusive foi secretário da fazenda e, portanto, também é responsável pelas contas. Agora, resta saber se o deputado tem interesse em trabalhar para tirar o ex-prefeito João Ivo da enrascada". Será que tem?

Inqueto

Muitos presentes à solenidade de diplomação no Teatro Guaíra, anteontem, notaram o desassossego do deptuado Ricardo Barros, que falava o tempo todo no celular. Em vários momentos, pareceu estar dando bronca; noutros, reclamava de alguma coisa e na maioria das vezes, cobrava explicações de alguém.Devido ao burburinho, não se ouvia o que ele falava, mas houve quem fizesse uma ligeira leitura labial e concluísse: "ele estava era irado com o adiamento da votação das contas do ex-prefeito João Ivo Caleffi, por cuja rejeição teria trabalhado icansavelmente nos últimos dias".

Contra a terceirização

Sucatear para terceirizar. Esta lógica , que foi seguida à risca pela gestão Ricardo Barros (89/92)é repetida agora pelo irmão Silvio. Isso não é novidade, mas fica cada vez mais claro com as manifestações dos funcionários municipais que trabalham no setor. Durante protesto contra a terceirização hoje no SAOP, a presidente do SISMMAR Ana Pagamunici voltou a denunciar o sucateamento deliberado da frota de caminhões coletores.

19 de dezembro de 2006

Anônimo informa

Não gosto muito de comentários de anônimos, porque quem se esconde atrás do anonimato para emitir uma opinião é porque não tem coragem de assumir o que diz. De qualquer forma, devo reconhecer a grande contribuição que acaba de me dar um anônimo que, comentando a nota sobre as contas de Gianoto, lembrou bem: Quem terminou o mandato de Jairo Gianoto, cassado pela justiça, foi exatamente ele, João Alves. Como será o comportamento do presidente da Câmara quando as contas de 2000 chegarem à Câmara com parecer do Tribunal de Contas pela rejeição? João Alves foi prefeito de outubro a dezembro de 2000, logo é o responsável pelas contas da administração municipal relativas ao último ano de um governo comprovadamente improbo.E agora João?

Entrou areia

Flagraram um caminhão caçamba despejando areia sobre o asfalto num trecho da av. Sophia Rasgulaef. Isto foi no sábado, porque hoje de manhã o mesmo caminhão estava na mesma avenida despejando sobre o asfalto, uma carga de pó de pedra.
Os moradores e comerciantes da redondeza ficaram perplexos,sem entender absolutamente nada. Pouco depois, a poeira branca que invadiu portas e janelas provocou ira coletiva, mas contra alguém que ninguem sabia quem era. A placa do caminhão foi anotada e logo o dono do veículo será identificado e devidamente "homenageado". Houve quem suspeitasse tratar-se de um caminhão da Prefeitura, apesar de não haver nada escrito nas portas.

E agora José?

Informa Angelo Rigon em seu blog que as contas dos quatro anos da administração Jairo Gianoto acabam de ser analisadas pelo Tribunal de Contas do Estado e logo baixarão na Câmara com parecer pela rejeição.
Não se conhece ainda o parecer do TC, mas é certo que os técnicos encontraram uma montanha de problemas, não apenas de ordem técnica, mas de improbidade mesmo. Alguns dos atuais vereadores já exerciam mandato na época e nenhum deles moveu uma palha contra todo aquele esquemão de corrupçao levantado pelo Ministério Público contra o prefeito "bigodudo" (expressão carinhosa usada pelo Pinga Fogo).

13, exatamente 13

Este foi o número de votos pela retirada de pauta das contas de João Ivo por 10 sessões. Estava tudo acertado para rejeitar, mas a presença do ex-prefeito e de um número razoável de petistas e amigos dele acabou influenciando a decisão. Uns dois ou tres vereadores teriam recebido telefonema do deputado Ricardo Barros, que pressionou pela votação e rejeição das contas. Não deu certo, porque apesar da costura de fim de semana, os vereadores avaliaram que rejeitar as contas agora seria ruim para o Legislativo, que já vive um momento de grande desgaste perante a opinião pública devido a reeleição de João Alves para a presidência.

18 de dezembro de 2006

Deu o esperado

A recondução de João Alves à presidência da Câmara Municipal de Maringá pela terceira vez estava escrita nas estrelas. Só não estavam escritos os votos de Dorival Dias e Valter Guerles neles mesmos. Humberto Henrique teve o voto dele , o do Mário Verri e o da Marly. Imaginava-se que Valter Viana votaria no Humbertinho. Mas acabou mesmo foi votando no João Alves, o que ajuda a explicar sua posição no episódio da CPI dos leptops. Lamentável!

Câmara vota conta às 9hs

A Câmara de Maringá se reúne extraordinariamente nesta terça-feira às 9 da manhã para votar as contas da gestão petista de 2003, com um resultado previsível: rejeição.
O ex-prefeito João Ivo Caleffi protocolou hoje de manhã no Tribunal de Contas, em Curitiba, um pedido de rescisão, que tecnicamente significa pedido para que o TC reveja as contas.
Apesar disso, o presidente da Câmara João Alves não aceitou retirar as contas da pauta da sessão para aguardar o novo pronunciamento do TC. "Vai pro pau", foi uma expressão muito ouvida hoje lá pelos lados do Legislativo.
Há uma mobilização silenciosa de petistas e simpatizantes do ex-prefeito, para levar muita gente ao Plenário da Câmara amanhã cedo. Uma coisa é certa: os vereadores deverão rejeitar as contas, porque isso já é baralho marcado, mas essa armação pode ter um preço muito alto, a ser pago em 2008.

16 de dezembro de 2006

Lindas vaquinhas!

Alí ao lado da Catedral, bem perto da Câmara de Vereadores, o presépio natalino do talentoso Lima, mostra também algumas belas vaquinhas, colocadas naquele espaço pela Sociedade Rural, patrocinadora da obra de arte. Como é maravilhoso o dezembro, período em que muito se valoriza as vacas de presépio!

Sob nova direção

O PMDB do Paraná deverá sacramentar neste domingo o nome de Renato Adour para presidente do Partido no Estado. Depois de Maurício Requião, Adour é o secretário de maior influência junto ao governador.A eleição de Adour para a presidencia do PMDB fortalece Humberto Crispim em Maringá. Crispim, que há 30 anos manda prender e manda soltar no PMDB local, parecia estar liquidado com a intervenção no diretório. Para sua sorte, o ex-reitor Pavanelli mostrou ser pouca prática. Agora com seu amigo Adour no comando do Diretório Regional, segure o piauiense! Crispim já provou que é arueira, madeira de dar em doido..."mesmo depois de morta/ ela brota/ só pra desafiar".

Vai,não vai...

O Tribunal Regional Eleitoral fará terça-feira a diplomação dos candidatos eleitos no pleito de outubro. Serão diplomados também os suplentes de deputado, caso de João Ivo (federal) e Belino Bravin(estadual).
João Ivo provavelmente nem vá para a capital, porque prefere ficar aqui, acompanhando a sessão da Câmara que apreciará as contas da gestão petista, relativas a 2003. Bravin não queria ir (e nem é obrigado), mas acabará indo porque não quer votar pela rejeição das contas de João Ivo mas também, não pretende se submeter à pressões que virão da Praça Renato Celidêonio.

Ele decide

Um passarinho me contou esta manhã que o resultado da votação das contas do ex-prefeito João Ivo vai depender de uma reunião que o deputado federal Ricardo Barros terá hoje ou amanhã com os vereadores da bancada governista. O parecer da Comissão de Finanças deve recomendar a rejeição, porque isso é bom para os adversários do PT, na medida em que pode dificultar a candidatura de João Ivo a prefeito em 2008.

O mesmo passarinho também usou o bico para, em linguagem de sinais, me dizer que provavelmente o presidente da Câmara, João Alves, estará nesta reunião. Como segunda-feira tem eleição da mesa executiva e João Alves pleiteia o seu quarto mandato como presidente, é possível que os votos que ele precisa para ser reconduzido ao cargo serão os mesmos que tentarão comprometer o futuro político do seu xará.

Devolvendo

Na última sessão ordinária da Câmara o presidente João Alves anunciou que vai devolver R$ 500 mil para a prefeitura, dinheiro do orçamento do Legislativo não gasto. Sobrou, apesar dos leptops. Com a devolução , o presidente, que está enroscado com a justiça, tenta dar um pouco de brilho na imagem da Câmara, que nunca esteve tão embaçada.

15 de dezembro de 2006

Fole classe A

Luiz Gonzaga popularizou e ao mesmo tempo sofisticou o baião. Quebrou todos os preconceitos que a elite musical brasileira tinha contra a sanfona. Sivuca deu um toque de classe ao fole, levou o ritmo nordestino para o mundo, fez escandinavo saculejar ao som de "Feira de Mangaio". A morte do paraibano de Itabaiana empobreceu um bucadinho a cultura nacional. Sivuca tocou na Europa, nos Estados Unidos, na África, no Oriente. Foi músico de Miriam Maqueba. Milhões de brasileiros cantarolavam "tá com pulga na cuéca, pati, patatá...", nos anos 70, sem ao menos imaginar que o arranjo de Pata, Pata era de Sivuca, Severino Dias de Oliveira para os íntimos. Esse cabra da peste era mesmo um fenômeno musical. Dá pra imaginar o concerto de sanfona que ele vai fazer no céu com o velho Lua?

14 de dezembro de 2006

Quebrará a tradição?

A Câmara de Maringá nunca rejeitou contas de um prefeito. Nem as contas de Ricardo Barros, que demoraram 18 anos para chegar à apreciação dos vereadores. E olhem que tinham falas, senões , etc e tal.Mas foram apropvadas.

Tres anos depois, apenas tres anos depois, os vereadores estão com as contas da gestão petista de José Cláudio e João Ivo, relativas ao exercício de 2003. As contas foram encaminhadas pelo Tribunal de Contas do Estado com a recomendação para serem rejeitadas, por problemas técnicos.Para ser mais exato, dois propblemas: a falta de alguns extratos bancários que sequer haviam sido pedidos e um pretenso déficit orçamentário , que segundo o contador da Prefeitura à época Décio Galdino, não era déficit e sim superávit.
Mesmo que fosse déficit não justificaria o parecer pela rejeição.

O ex-prefeito tenta conversar com vereador por vereador, para explicar que não houve improbidade, houve sim erro formal. Mas esbarra na pré-disposiçao da maioria de manter o parecer do TC, apesar de afirmarem que o ex-prefeito é um homem sério, que não cometeu nenhum deslize.

Há quem acredite na aprovação das contas, mas percebe-se que as articulações para rejeita-las e criar embaraço ao ex-prefeito estão explícitas nos corredores da Câmara. As razõs são mais ou menos óbvias: por um lado, prevalece e tática do grupo político anti-PT de matar no ninho a possível candidatura de João Ivo a prefeito em 2008. Por outro, há o cultivo indisfarçável de alguns ressentimentos com a falta de habilidade com que o Partido dos Trabalhadores tratou alguns edis durante o Governo Popular.

Os problemas não fram nem com o prefeito João Ivo, e muito menos com o saudoso Zé Cláudio, mas com alguns secretários municipais que viviam com o rei na barriga. Além disso, o prefeito deixou de atender alguns pedidos de vereador, quando esses pedidos estavam em desacordo com a orientação partidária.

Quais as consequências de uma possível rejeição das contas para o PT enquanto instituição? Aapenas o desgaste político. Para João Ivo, a possibilidade de se tornar inelegível , além é claro, do desgaste político pessoal.

Isso é que não dá pra entender: o próprio presidente da Câmara João Alves reconhece que João Ivo tem um forte apoio popular e que a rejeição das contas colocaria a Câmara em situação difícil perante a população. Mas se jeito regula, a Comissão de Orçamento deverá dar parecer pela rejeição e o plenário decidirá a parada, contra o ex-prefeito.

Não é preciso ser analista político , e nem pitonisa, para deduzir que João Ivo acabará sendo vítima da expressiva votação que teve para deputado federal, tornando-se dessa forma, um candidato fortíssimo à sucessão de Silvio Barros II.

Constrangidos,mas votam

A sentença condenatória provocou um certo constrangimento nos vereadores que já haviam declarado voto em João Alves para presidente da Câmara. João foi sentenciado a dois anos e quatro meses de prestação de serviços à comunidade, uma multa pecuniária e perda do mandato. Claro, continua vereador e presidente da Câmara, porque a sentença de primeira instância não tem efeito suspensivo.Ele irá a todas as instâncias para se segurar na cadeira de vereador.

Mais do que isso: fará das tripas coração para garantir um novo mandato na presidência da Câmara na eleição de segunda-feira de manhã. Hoje à tarde, na última sessão ordinária do ano , vários vereadores se mostravam constrangidos com a situação. Alguns se diziam embasbacado, admitindo até a hipótese de não honrar o compromisso de recunduzir João Alves à presidencia.

O clima de constrangimento fortaleceu a candidatura Humberto Henrique, que continua como anti-candidato, mas com alguma chance, ainda que remotíssima, de vitória. As propostas do vereador do PT para a presidência do Legislativo Municipal encantam o eleitor, mas desagradam a maioria dos seus nobres pares, pela simples e boa razão de que os obriga a trabalhar mais e apertar o cinto, para economizar entre e 2 e 3 milhões de reais do orçamento da Câmara, por ano.

Comentário de um dos constrangidos, ironizando a situação de um colega que se diz oposição , mas que , por razões que a a própria razão desconhece, tem compromisso de votar em João: "Hoje ele passou mal na sessão. Estava meio pálido, foi algumas vezes ao banheiro...acho até que estava com o intestino solto".

13 de dezembro de 2006

Hoje ou terça?

A João Ivo Caleffi alguns vereadores garantiram que a apreciação das contas de 2003 será feita em plenário somente na próxima terça-feira. Mas há quem desconfie que João Alves, que trabalha pela rejeição e com a força da família Barros (Ricardo, Cida e Silvio) continuará presidente, pode surpreender, mandando o processo a plenário na sessão de hoje, a última ordinária de 2006. O objetivo seria pegar o PT e o ex-prefeito de surpresa, para que não haja tempo para a mobilização da militância.

Tim Tones

A nota que li agora no blog do Rigon sobre o vale-dólar e o sistema de coleta em benefício do prefeito Silvio Barros II me fez lembrar aquele personagem do Chico Anísio. "Vamos passar a sacolinha!". Lembram-se?

Grande Lima!

Quem passar pela Catedral Nossa Senhora da Glória vai se encantar com o presépio natalino esculpido na areia pelo artista plástico Lima. Ele faz o presépio todo ano naquele local, sempre patrocinado pela Sociedade Rural de Maringá. Este de agora deu muito mais trabalho, porque Lima teve que viajar o Paraná inteiro atrás de sapé para cobrir a manjedoura. "Mas valeu a pena", diz satisfeito, do alto de um talento tão grande quanto grande é sua humildade. Lima é um artista fora de série.

Boa sorte!

Rogério Calazans faz agora a tarde sua primeira sustentação oral ( como advogado) no Tribunal Regional do Trabalho, em Curitiba.Formado há pouco tempo pela UEM ele já é um dos mais brilhantes advogados de Maringá. Ex-petista , dedica-se desde o início do ano ao processo de organização do PSOL em Maringá.
Nõ Governo Popular, atuou na Procuradoria Jurídica do Município e na chefia do Procom, onde foi uma pedra no sapato de maus comerciantes. Quem ousou desrespeitar o Código do Consumidor naquele período penou nas mãos do simpático Kojaq.

12 de dezembro de 2006

Isto é incrível!

O plenário da Câmara de Maringá discutia um projeto do vereador Odair Fogueteiro na sessão dessa terça-feira. Odair foi à tribuna e defendeu sua proposta , que acabou sendo aprovada por unanimidade. Recebeu exatos 13 votos, menos o dele. Ocorre que Fogueteiro saiu do plenário com rapidez de buscapé no exato momento em que o presidente João Alves colocava a matéria em votação.
"Nunca vi um negócio desse", comentou um funcionário do Legislativo, que já presenciou coisas do arco da velha na nossa Casa de Leis, mas essa do autor não votar um projeto de sua autoria, foi demais!.

11 de dezembro de 2006

Dentro do previsto

A Câmara pode votar a qualquer momento as contas da gestão petista relativas a 2003. Até ontem pelo menos, os indícios eram de que a maioria dos vereadores seguiria o parecer equivocado do Tribunal de Contas, que recomendou a reprovação.
O TC apontou para a falta de alguns extratos bancários, que o contador da Prefeitura na época, Décio Galdino, já mostrou que não foram solicitados. Apontou também para um déficit orçamentário de mais de R$ 3 milhões, quando o que houve na verdade foi superávit. O ex-prefeito João Ivo recomenda a qualquer cidadão que tenha dúvida quanto a existência de superávit, que busque informações na Secretaria da Fazenda, porque os números estão lá para serem confrontados..
Há , por parte do ex-prefeito e do contador, o reconhecimento de que o TC até propiciou o princípio do contraditório, mas não houve comunicado nenhum, a não ser a publicação em Diário Oficial.
Sendo assim houve perda de prazo para contraditar, mas a contra-prova já está nas mãos dos técnicos do Tribunal.
As justificativas do ex-prefeito está também nas mãos dos vereadores, que se tiverem o cuidado de lerem atentamente, chegarão à conclusão definitiva que se rejeitarem as contas do ex-prefeito estarão cometendo uma injustiça brutal.
E aí, ficará provado que o julgamento terá sido político, orquestrado por grupos intteressados em ver Jõao Ivo fora da disputa em 2008. Nesta caso, os vereadores estarão dando um tiro no pé.

8 de dezembro de 2006

Admite, mas só admite

A comitiva de vereadores que foi quarta-feira a Curitiba voltou com a certeza de que o erro no caso das contas da Prefeitura de Maringá relativa a 2003 foi do Tribunal de Contas e não da gestão José Cláudio/João Ivo. Mesmo assim, não deixou claro que pediria o processo de volta para corrigir as falhas. Pediu isto sim, novos documentos que, apesar dos pesares, serão encaminhados no prazo estabelecido.

É bom que fique claro, no entanto, que o reconhecimento apenas verbal do erro, não significa garantia de aprovação na Câmara Municipal, onde a análise tende a ser mais político-partidária do que técnica. Não deveria ser assim, mas tudo caminha para que seja.

Bom combate

O PT vai para o bom combate ao anunciar que pretende disputar a presidência da Câmara Municipal de Maringá. John reina absoluto, apesar de todos os processos e desgaste que efnrenta. O Vderdelírio Barbosa comenta em sua coluna desta sexta-feira, postada no blog do Rigon, que os vereadores irão cometer um grande erro ao reconduzir John ao cargo de presidente.

A maioria está, segundo o Verde, amarrada ao John, que ao ler na cartilha dos Barros, ganha o apoio explícito do prefeito Silvio Barros, do deputado Ricardo Barros e da deputada Cida Borghetti. Esse fato torna a anti-candidatura do PT ainda mais importante. Humberto Henrique deverá ser o escolhido para estabelecer, pelo menos,. o debate ético mum processo eleitoral historicamente tão viciado

7 de dezembro de 2006

Só uma palavra...

Muito se falou e se escreveu sobre a absolvição de José Janene pelos seus colegas parlamentares. O deputado,
que vinha fazendo chantagem emocional com o seu problema cardíaco, é hoje uma espécie de referência do que há de pior na política brasileira no momento. Só há uma palavra para definir esse tipo de corporativismo: ESCÁRNIO.

UM PRA LÁ, DOIS PRA CÁ
E o STF acabou com a cláusula de barreira, que não chegou a significar um grande avanço, mas que pelo menos colocaria um dique de contenção à trambicagem de alguns nanicos nos períodos eleitorais. As tais siglas de aluguel, que enriqueceram tantos maus dirigentes partidários, não sobreviveram às urnas, mas ganharam ganharam força de Popay, com espinafre que a mais alta corte do país acaba de servir .

Nem soda limpa...

Janene foi absolvido pelo plenário da Câmara Federal esta noite. Foi salvo pelo voto secreto, porque se o voto fosse aberto poucos parlamentares teriam coragem de votar pela absolvição. Nem com soda e água quente será possível remover esta nódoa.

ANTICANDIDATO
Na eleição indireta do último general- presidente, o deputdado Ulysses Guimarães decidiu ser uma espécie de anti-candidato. Até fez campanha junto aos parlamentares - deputados e senadores - que era quem referendava o nome do militar escolhido pelo regime,naquela oportunidade o general tres estrelas, João Batista Figueiredo. Antes dele, na escolha do general Geisel, outro general da reserva também afrontara a ditadura, colocando-se como candidato. Lembram-se do general Euler Bentes Monteiro? Ele até esteve aqui em Maringá, trazido pelo MDB de Horácio Racanello.

Ações políticas como essas é que começaram a minar, de vegar e sempre, o militarismo no Brasil. Em Maringá, guardadas todas as proporções possíveis, o vereador Humberto Henrique, do PT, pode acabar batendo chapa com o imbatível John, tornando-se uma espécie de anticandidato, à moda Bentes e Ulysses.

A anticandidatura de Humberto seria muito importante para a Câmara, a partir do momento em que conseguisse estabelecer um amplo debate sobre os desvios éticos na atual legislatura. Ia ser bonito de ver..

5 de dezembro de 2006

Cartas marcadas

O presidente da Câmara John Alves está indo hoje para Curitiba acompanhado da presidente da Comissão de Finanças Márcia Socrepa e do contador do Legislativo municipal. Também estará lá o vereador do PT Humberto Henrique que, estranhamente, está viajando sozinho. O objetivo da viagem é solicitar ao Tribunal o recolhimento do processo das contas do município relativo ao exercício de 2003. É que o TC mandou a prestação de contas do penúltimo ano da gestão petista para a apreciação dos vereadores, mas com a recomendação de que elas sejam reprovadas. Os argumentos, que já foram derrubados pelo ex-prefeito João Ivo é de que faltaram alguns extratos bancários e a Prefeitura fechou o ano com défici, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na defesa que levou pessoalmente a Câmara, João Ivo mostra que os extratos alegados não foram sequer solicitados, o que contraria o princípio do contraditório. O déficit alegado não existiu, porque os balanços apresentados pela contabilidade daquela gestão mostram superávit. Sendo assim, fica claro que o erro foi do próprio tribunal.

Aliás o vereador Humberto Henrique ligou lá no TC nesta segunda-feira de manhã, e o técnico que atendeu puxou a prestação de contas no computador e reconheceu que houve realmente um equívoco. Vendo a coisa por este ângulo, pelo ângulo da técnica-contábil, está tudo certo. Mas o comportamento dos membros da comissão e do próprio presidente da Câmara deixa claro que o Tribunal dificilmente pedirá o processo de volta e que a tendência é a Comissão de Finanças é manter a recomendação do TC e o plenário rejeitar as contas.

Eu havia escrito aqui dia desses, que estaria em andamento uma armação política para rejeitar as contas e com isso atingir o ex-prefeito João Ivo e o PT. Mas o diretório municipal não parece muito preocupado com essa possibilidade real dos vereadores rejeitarem as contas, cujo balanço de encerramento do exercício foi assinado pelo prefeito João Ivo, que assumiu em setembro daquele ano, com o falecimento do titular, o saudoso José Cláudio Pereira Neto.

Curioso observar que até agora as contas do ex-prefeito Jairo Gianoto não foram objeto de análise do Tribunal , que não emitiu qualquer parecer também sobre as contas de 2001 e 2002. Mas 2003 já está na bica da desaprovação, em que pese não haja nada de errado.

O que corre nos corredores da Câmara e nas rodinhas de conversa entre vereadores da situação, é que independente das contas estarem certas ou não, reprová-las é preciso. Seria a primeira tentativa de matar no ninho a provável candidatura de João Ivo à sucessão municipal nas eleições de 2008.

Por todas essas evidências é que já tem um grupo de petistas da base do partido prontos para entrar em ação. No dia em que as contas forem a plenário, as galerias da Câmara estarão superlotadas, não só de petistas mas de simpatizantes de João Ivo, caso as armações ilimitadas se confirmem.

Apenas para lembrar: em 2003, ano das contas apreciadas pelo TC , João Ivo foi empossado prefeito, se não me falha a memória, no dia 22 de setembro, 6 dias após a morte de Zé Cláudio. Portanto, ele governou tres meses e pouco naquele ano. O Secretário da Fazenda até então era o agora deputado eleito Ênio Verri que, por uma questão lógica, é co-responsável pelas contas em vias de rejeição.

Do ponto de vista jurídico, o ex-prefeito não terá nenhuma dificuldade para se defender na justiça comum. Mas isso é o de menos para quem quer vê-lo fora da disputa em 2008. O que importa é o desgaste político e moral que a rejeição das contas pela Câmara pode causar. Aí reside o eixo da "crônica da sacanagem anunciada".

4 de dezembro de 2006

Falta médico

Encontrei hoje com uma agente do Programa Saúde da Família e ela estava lamentando a falta de médicos nos postos de saúde neste final de ano. É que vários deles estão ou estarão em férias e a Prefeitura de Maringá não tem como repor. Assim como não reporá também enfermeiros e atendentes . Muitas delas estão indo embora por que não aguentam mais as perseguições ou porque encontraram coisa melhor.

A atendende do PSF disse que as equipes estão tendo que se desdobrar para fazer também o trabalho de prevenção à dengue . "Pior do que isso, só o desemprego", lamentou.

O John não estava...

O presidente da Câmara John Alves não estava às 15 horas desta segunda-feira na Casa para receber formalmente a defesa do ex-prefeito João Ivo Caleffi, no processo das contas de 2003, cuja rejeição foi sugerida pelo Tribunal de Contas do Estado. Mas a presidente da Comissão de Finanças, Márcia Socrepa, estava. E se comprometeu a ir quarta-feira ao TC junto com o presidente e o vereador Humberto Henrique para solicitar que o Tribunal receba o processo de volta e ele mesmo corrija os erros cometidos pelos seus técnicos.

O erro do TC reside exatamente na negativa do contraditório ao ex-prefeito no caso dos fatos novos alegados. Além da falta de estratos não solicitados após a primeira análise do processo, o Tribunal aponta para a existência de um déficit orçamentário da ordem de R$ 3.747,798,59 no fechamento do balanço de 2003. Mas a conclusão a que chegou é baseada em cálculos equivocados. "Na verdade o que houve foi superávit", diz João Ivo, que juntou farta documentação para provar que as contas estão absolutamente corretas. Se o TC não reformular sua decisão e a Câmara rejeitar as contas, ficará muito claro que o julgamento é político, o que seria uma lástimca.

3 de dezembro de 2006

Próximo da comenda

O prefeito Silvio Barros II está próximo de ganhar uma comenda da Associação Maringaense dos Protetores dos Cães Vira-Latas. Faz juz à homenagem, porque nunca os estimados animaizinhos de rua tiveram tanto lixo para revirar. Sob a gestão SB II, os cachorros vivem tempos de fartura.

2 de dezembro de 2006

Lixo a dar com pau

A cidade tá que é lixo só. Passei agora a tarde pela av. Carlos Borges, onde o lixo se acumula na mesma proporção em que acumula a insatisfação coletiva com a administração municipal. O que mais irrita a população é a certeza de que tudo na passa de uma estratégia para justificar a terceirização da coleta.

ALMA PENADA
A Rede Globo está anunciando na sua programação o novo CD do sertanejo Leonardo, que gravou Nervos de Aço. Desse jeito, a alma de Lupcínio Rodrigues não vai conseguir descansar em paz.

1 de dezembro de 2006

RTV também é cultura

Vi há pouco o programa Palco Brasil na RTV canal 10 , retransmissora local da Rede Minas. Estavam lá ninguém menos do que Pena Branca e Chico Lobo. Um belo show de música raiz. Sete anos depois de perder o parceiro Xavantinho, Pena Branca segue carreira solo com grande sucesso. Está cantando cada vez melhor. Nesta apresentação fez dupla com o violeiro Chico Lobo e levou os telespectadores a viajarem no tempo com belas interpretações de músicas famosas , como Vaca Estrela e Boi Fubá (Patativa do Assaré), Cuitelinho (Paulo Vanzolini) e Cio da Terra (Chico Buarque e Milton Nascimento) .Maravilha!

TERCÍLIO
Hoje foi meu dia de sorte. Na hora do almoço matei saudade da sanfona do amigo Tercílio Men, que esteve no programa do Airton Costa. Tercílio , que foi vereador na época em que eu era assessor de imprensa da Câmara Municipal (bons tempos) , é bom de fole que só um danado . Pena que forró pé de serra e baião não sejam sua praia., mas poucos sanfoneiros executam Relicário como ele.

30 de novembro de 2006

Vai deixar saudade

Não é só o Lukas que vai ficar com saudade do padre Luiz Knupp,não. Como o cartunista da minha preferência, eu também andava meio desgarrado e depois de ir a uma missa na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, incentivado pela catequese do meu filho Matheus, retornei às minhas origens de católico praticante.
Padre Luiz vai comandar a escola de formação de sacerdotes do Seminário de Londrina, porque seus superiores avaliam que ele tem conhecimento e habilidade para a função. Mas vai deixar a comunidade do Borba Gato entristecida. Ele se vai justamente quando a obra da nova igreja que ele tomou como desafio, está terminando.
Depois da missa, uns comes e bebes no salão paroquial para homenagear o sacerdote. Houve muito chororô. O padre não segurou a emoção e as lágrimas rolaram do seu rosto. Que Saint-Exupéry não nos ouça lá de cima, mas eu disse ao padre e amigo, meu , do Lukas e de todos os fiéis que frequentam a nossa Senhora de Guadalupe : "Tá vendo só, cativastes uma verdadeira multidão, então agora aguenta a emoção!". Ele me abraçou e humildemente disse:"Os desafios que a gente enfrenta no nosso ministério são designios de Deus. Isso me alegra muito, apesar da tristeza da partida". Lembrando que Padre Luiz assume sua nova missão só no início de janeiro de 2007. Até lá, ficará por aqui. Que bom!

Viva o cartel!

Acabei de chegar de um posto de combustíveis, onde mandei colocar quinzão. O frentista me aconselhou a encher o tanque, porque a gasolina vai subir amanhã. Fiquei uma semana pagando R$ 2,13 no posto aqui perto de casa. Mas esse precinho camarada durou pouco, porque segundo o frentista que me atendeu, amanhã (sexta-feira) a gasolina vai a R$ 2,56 em todos os postos de Maringá.

A culpa é deles...

Deles quem, cara pálida? Ah sim, dos funcionários públicos que, durante a greve estragaram os caminhões coletores, ou por tentar esconde-los ou porque deixaram o lixo acumulado nas ruas e quando voltaram ao trabalho os caminhões foram submetidos a uma carga de trabalho mecanicamente impossível de suportar. Este é um dos argumentos da administração SB II, que acabo de ler no O Diário, em matéria assinada pelo competente Fábio Linjardi.
A cada dia uma justificativa diferente. No começo da semana o presidente do Saop Diniz Afonso culpou o envelhecimento dos garis pela lentidão da coleta e, por via de consequência, defendeu a necessidade de terceirização. Descobriram, afinal, que os garis também envelhecem. Caminhões envelhecem e enferrujam no pátio, porque são de ferro. Sem manutenção, tem seu tempo de vida útil reduzido à mais da metade.
Quanta lorota para justificar a privatização! Ou melhor, a terceirização, pois o prefeito faz questão de frisar que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
A presidente do Sismmar, Ana Pagamunici , está coberta de razão quando diz que o sucateamento é proposital. Isto está na cara. Mais ainda para ela e seus colegas de diretoria, que vivem como ninguém, o dia-a-dia da administração pública e sabe, mais do que qualquer outro obsevrador, quanto dói o escamoteamento da verdade, principalmente para quem se torna refém da mentira.

Correrá o risco?

Não creio que a Comissão de Finanças da Câmara Municipal de Maringá, que se reúne hoje à tarde para tratar do assunto, seja contaminada pelo clima de revanchismo no que diz respeito às contas da gestão petistas relativas ao ano de 2003. Isso pela simples e clara razão de que , neste caso, a apreciação política (e não técnica) do processo pode fazer com que o feitiço vire contra o feiticeiro. O Tribunal de Contas recomenda a rejeição por causa de um suposto déficit orçamentário de cerca de R$ 19 milhões. Mas os contadores da Prefeitura à época provam com documentos que em vez de défict o que houve foi super ávit de pouco mais de R$ 2 milhões. Então, onde está o erro? Se essas informações que obtive agora de manhã forem verdadeiras, e estou certo que são, a conclusão é uma só: o TC comeu barriga. Será que os vereadores maringaenses cometeriam a imprudência de entrar nessa?

29 de novembro de 2006

Crônica de uma sacanagem anunciada

Acredite se quiser, mas o Tribunal de Contas do Estado não apreciou até o momento as contas do ex-prefeito Jairo Gianotto. É o que me informa o vereador Valter Viana, lembrando também que as contas da gestão petista referentes aos anos de 2001 e 2002 não foram ainda objeto de análise. Mas as contas de 2003 já foram apreciadas pelo TC e encaminhadas à Câmara Municipal de Maringá, com parececer pela rejeição. Tenho informações seguras de que não há nada de errado com a prestação das contas dos dois prefeitos petistas - José Cláudio (até setembro) e João Ivo, a partir do falecimento do saudoso Zé.

A recomendação para que o legislativo maringaense rejeite as contas foi noticiada com estardalhaço pelo O Diário , que em nenhum momento questionou o fato do TC não ter apreciado ainda nem as contas de Gianoto, que conforme investigações intensas do Ministério Público, saqueou os cofres da Prefeitura.

Como entender isso? Simples: a rejeiçao das contas de 2003 pelo Legislativo cria dores de cabeça para João Ivo, que tornou-se alvo preferencial de forças políticas locais contrárias ao PT. Corre à boca pequena, que já estaria sacramentada a pré-disposição da bancada majoritária de rejeitar as contas, não importando se elas estão corretas ou não. O julgamento seria meramente político, provocado pela votação expressiva que João Ivo teve para deputado federal nas últimas eleições. O potencial eleitoral do ex-prefeito representaria uma ameaça para ao grupo que domina a política local no momento. Sendo assim, melhor é matar a provável candidatura do ex-prefeito no ninho.

Mas este tiro pode sair pela culatra. Ou como diria o filósofo Nerino: os vereadores correrão sério risco de terem o bumerangue que pretendem atirar, voltando contra a própria cara.

28 de novembro de 2006

Culpa do raio

O médico e ex-secretário municipal de saúde, Paulo Roberto Donadio, não entendeu direito os motivos pelos quais o aeroporto de Maringá estava às escuras na última sexta-feira. O avião em que estava teve que descer em Londria. Pode ser que algum jornal tenha dado a informação, mas não vi nada. O que ocorreu foi que um raio danificou o sistema de iluminação do aeroporto, impossibilitando o pouso noturno. Como raio não cai duas vezes no mesmo lugar...

27 de novembro de 2006

Os passos da terceirização

O lixo está se acumulando nas ruas, a coleta já não é mais a mesma. Dos 14 caminhões coletores, metade está parada no pátio da Saop por falta de manutenção. Eis aí alguns passos dados no rumo da terceirização da coleta.
Enquanto isso, as bocas de lobo continuam entupidas, as galeriais de águas pluiviais obstruídas e provocando inundações que poderiam ser evitadas. Como as que ocorreram no Jardim São Silvestre, onde as soluções de emergência ficaram apenas na promessa. Uma simples galeria alternativa, para facilitar o escoamento da água que o descaso faz represar no imóvei de José Francisco Maciel, não foi feita ainda, porque segundo o prefeito disse pessoalmente ao comerciante, não tem previsão orçamentária para executar a obra.
Mas como pode um absurdo desse, se o próprio Saop tem material, equipamento e mão-de-obra para executar o serviço? O problema é outro, não tem nome de previsão orçamentária . Pode ser chamado simplesmente de incompetência ou, quem sabe, falta de vontade política. Ou será que estão criando clima para entregar também o Saop à iniciativa privada?

24 de novembro de 2006

Bá prestigia Laércio

O livro PRESTES NA POESIA, do amigo Laércio Souto Maior já foi lançado em Curitiba , Porto Alegre e Maringá. A última noite de autógrafos foi na Livraria Realejo de Santos, com a presença de ninguém menos que Mariana Prestes, filha do Cavaleiro da Esperança e também do deputado federal do PT , eleito pela região de Santos, Carlos Filgueira. O editor da revista Babel, maringaense agora radicado em São Vicente, Ademir de Marchi esteve lá, prestigiando o amigo Laércio. Os presentes foram brindados com um grande show de música, repente e interpretações de algumas poesias do livro, pelo talentoso João Bá, um nordestino a serviço da cultuira na cidade portuária. Os próximos lançamentos serão em Santo André (SP), Paranavaí e Umuarama.

Pessuti 2010

O vice-governador Orlando Pessuti cumpre uma extensa agenda política no Paraná inteiro desde que foi confirmada a reeleção. O homem parece que tem fôlego de gato. Atua como se estivesse em plena campanha. Impressionante o seu poder de persuasão. Ele cumprimenta todo mundo e chama a maioria pelo nome. Memória minemônica e carisma. Conquista aliados, faz amigos e consolida apoios para projetos futuros. Seu horizonte mais próximo é, sem dúvida 2010, quando o governador Roberto Requião não será mais candidato ao Palácio Iguaçu. Nesse ritmo e com tanta desenvoltura, Pessuti será candidato de chegada daqui quatro anos. Tem tudo para emplacar.

Hoje pela manhã ele esteve inaugurando no Supermercados Canção da Av. Tuiuti uma gôndola de produtos industrializados por pequenos e médios produtores rurais . Depois foi a Marialva participar de um almoço com lideranças regionais que tiveram papel fundamental na vitória dele e de Requião em 29 de outubro. Comeu vaca atolada , voltou a Maringá para uma reunião de trabalho no Colégio Marista e ainda hoje iria a outras cidades da região, encerrando o périplo do dia em Campo Mourão. " Mal termina uma, a outra campanha eleitoral já tem que ser iniciada" , ensina.

Pessuti, que sabe das coisas, já deixou escapar várias vezes e em variados momentos, que o governo Requião deverá apoi9ar um nome forte da oposição em Maringá nas próximas eleições de prefeito. Ele pára, pensa, consulta os astros e fulmina: João Ivo é o nome

Contas de 2003

A reprovação das contas da gestão petista relativas ao ano de 2003 está sendo usada politicamente para atingir o PT e , principalmente, o ex-prefeito João Ivo, que assumiu efetivamente no final de setembro. Portanto, responde por apenas tres meses.
A recomendação do Tribunal de Contas para que a Câmara Municipal rejeite as contas vai dar muito barulho. O PT (assim espero) não deverá engolir seco esta manobra. João Ivo , menos ainda. Isto porque, não tem nada de irregular . Qual a explicação para tamanha polêmica? Elementar meu caro Watson!

23 de novembro de 2006

Devagar, mas sempre...

Estou meio fora do ar porque meu computador deu pau. Por isso o blog ficou tanto tempo desatualizado . Mas devagarinho a gente vai voltando.

Li no blog do Rigon comentário de anônimo sobre João Ivo e a reprovação das contas referentes a 2003 . Parece que o cara tem razão. João Ivo assumiu no final de setembro e portanto foi prefeito por apenas tres meses no ano de 2003.

Se a questão é meramente técnica não dá pra entender a conotação política dada ao fato pelo jornal . Na verdade dá pra entender sim. Mas convenhamos, está muito cedo para começarem a bater em que tem muito voto e é, desde já, uma boa alternativa para a oposição em 2008..

18 de novembro de 2006

O tempo não pára...

O filme de Cazuza exibido esta semana na Rede Globo está gerando muita polêmica no Brasil inteiro. As relações homossexuais e as rodadas de consumo de drogas deixou a sociedade estupefata, mas não era pra tanto. Não creio que as cenas fortes tenham poder de influência sobre os jovens, pelo contrário, servem mais de alerta do que de indução. Alguém disse em comentário que li no Factorama, que Cazuza não era exemplo de vida pra ninguém, mas não dá pra ignorar a contribuição que ele deu para a cultura musical do país. Era um grande poeta, um irreverente artista, que conquistou o coração de uma juventude de bom gosto, pelo menos aquela parte avessa ao lixo musical.
De Cazuza fica registrado na meória nacional, a força da sua poesia cortante...a burguesia fede/ e o tempo não pára quando a sua piscina está cheia de rato. O Brasil mostrou a sua cara com Cazuza, cujo modelo de vida pessoal não deve ser imitado por ninguém. Mas reconheçamos que Cazuza foi de uma dignidade comovente quando em estado terminal. Lembremos do Cazuza poeta, lembremos do Renato Russo contestador e visionário. A obra é o que realmente interessa, o modo de vida de ambos pode até ficar, mas como exemplos que não devem ser seguidos.
Não sou da geração Cazuza e Renato Russo , mas devo admitir que musicalmente os dois estão no nível de alguns ídolos que curti na juventude, caso de Sérgio Ricardo, João do Vale, Elomar, Chico, Caymi, César Costa Filho e Sidnei Miller (Pois é, pra que? ).Meus filhos mais velhos (27 e 25) andaram cantarolando músicas de Cazuza, Russo, Engenheiros do Avaí, Kleiton e Cledir e Luiz Caldas (por onde anda?), mas depois foram tragados pela onda do breganejo e pagode brega. Hoje, entopem meus ouvidos aqui em casa com porcarias tipo Bruno e Marroni, Leonardo, não sei o que lá e Menoti, Daniel (pobre Canção da América! ) , Exalta Samba, Negritude , Só pra Contrariar, etc e tal.
Pelo menos o filme serviu para alguma coisa: balançou a roseira do conservadorismo e colocou a verdadeira MBP no centro da discussão. Uma discussão que por enquanto se resume aos blogs, mas que pode (e deve) avançar .

Procurado, mas por enquanto...

O ex-prefeito João Ivo Caaleffi, do alto de uma votação extraordinária para deputado federal, tem sido procurado com frequência por vários partidos políticos. Mas ele resiste à idéia da sair do PT, onde está filiado desde 1985. Entre os partidos que sondam a possibilidade de ter João Ivo estão PMDB e PV, que apesar de não ter passado pela cláusula de barreira, se reestrutura no país inteiro, pensando principalmente em lutas futuras, como a de 2008. O PV é um partido internacional, que tem espaço para crescer muito, tendo em vista a unanimidade nacional que a defesa do meio ambiente representa hoje.

Pensando bem, sair do PT não teria muita razão de ser para João Ivo neste momento. Por outro lado, ele sabe que a cúpula partidária, em nível local e estadual, dificilmente levará seu potencial eleitoral em consideração, como não levou agora em 2006. Mas sempre mantém a esperança de que as coisas possam mudar na nacional, na estadual e na municipal. O PT é , para João Ivo, uma grande paixão partidária. Deixou isso mais uma vez claro na festa de confraternização com os que estiveram ao seu lado na última campanha. Muitos amigos e companheiros que o acompanham desde a campanha de 2004, dizem que estarão com João Ivo sempre, mas preferem acreditar que se as circunstâncias o empurrarem para uma opção partidária eleitoralmente mais consistente, ele reveja a sua posição. 'O que ele não pode, disse um desses aliados de primeiro hora, é ficar dando murro em ponta de faca a vida toda". É sempre bom lembrar que existe opção partidária politicamente correta, também fora do PT. Em tempo: se a costura de uma frente partidária de centro-esquerdatoral caminhar como o presidente Lula espera, o PV também terá espaço no futuro governo.

Coalizão de centro esquerda

Informa Josias de Souza em seu blog que o presidente Lula está buscando uma coalizão partidária de centro esquerda. Já praticamente atraiu o PMDB para o seu lado e agora conversa com PDT e PV, que nas aleições pateram bastante no candidato à reeleição.

Vai ser muito interessante ver o senador Osmar Dias na base aliada de Lula. Logo ele que não tem perfil nem de centro e muito menos de esquerda.Osmar viveu momentos de desconforto com a verticalização , por causa do presidenciável do seu partido, o senador Cristóvão Buarque.Mas o desconforto não impediu o canditado oposicionista ao governo do Paraná de entrar de corpo e alma na candidatura Alckmin. Se o PDT for realmente seduzido pela base governista, Osmar terá duas opções: aderir ou sair do partido. Como ele provou que não é partidário, é mais provável que fique.

Por falar em partidos políticos, fico a me perguntar como reagiria Leonel Brizola com o saco de gatos em que se transformou o seu PDT?

17 de novembro de 2006

Pior de todas

Estou em Maringá há 45 anos - cheguei aqui com 11 anos de idade e estou no jornalismo há mais de 30. Acompanho as administrações municipais desde Silvio Barros, o pai, que tinha um temperamento muito forte. Mas confesso que nunca vi um prefeito tão duro com o funcionalismo público quanto Silvio II. Acabei de ler nota no blog do Sismmar (Sismmar.blogspot.com) sobre a situação dos Hospital Municipal, as condições de trabalho dos funciionários e a perseguição que o sindicato dos servidores diz que eles sofrem.

Conheço vários funcionários municipais, sou amigo pessoal de muitos e o que ouço deles sobre perseguições e condições de trabalho é de arrepiar. Não dá pra imaginar que os servidores mentem quando relatam o dia-a-dia , por exemplo, do HM.

O que não dá pra entender são os motivos que levam um gestor público a comportamentos político-administrativos como o que o funciionalismo denunciam com frequência.Arrogância, prepotência....até isso tem limites. Práticas como as que o Sismmar relata não fazem mais nenhum sentido nos dias de hoje. Ainda mais numa cidade do tamanho e do perfil de Maringá. Acho que já passou da hora da sociedade organizada, pelo menos os setores mais sintonizados com a democracia, a ética e o respeito à cidadania, se pronunciarem.

16 de novembro de 2006

PT no governo

O PT já decidiu que vai participar do governo estadual. Quem ajuda a eleger tambem ajuda a governar. o PMDB vai participar do governo Lula, mas o problema nacional é que o Partido do Movimento Democrático Brasileiro está mais dividido do que bolo de casamento. Dividido inclusive entre apoiadores de Lula e apoiadores de Alckmin. Os que apoiaram o tucano também querem uma fatia do bolo do segundo mandato de Lula. É o caso de Mechel Temer. Fisiologismo pouco é bobagem.

Ressalte-se que a participação do PT do Paraná no governo Requião tem outra característica. As negociações seriam no sentido de que a participação se dê em cima de programas de governo. A costura é feita por cima, mas deve haver petista também em postos chaves da região. No mais tardar até final da semana que vem teremos novidades.

DORIVAL PRESIDENTE?
A Câmara de Maringá, onde o prefeito nada de braçada, terá entre os vereadores candidatos a presidente, ninguém menos do que o líder da bancada governista, Dorival Dias. Atualmente só tres vereadores fazem oposição de fato ao prefeito Silvio II: Humberto Henrique, Mário Verri e Valter Viana. Marly Martins até que tem uma postura mais independente, é anti-Jhon mas não é anti-Barros.

Se der Dorival na presidencia a partir de janeiro de 2007, o Poder Legislativo não só dirá amém, mas entoará
aleluias e hosanas. Quem sabe aí o prefeito não reativa a salinha que teve colocada a sua disposição pelo presidente Jhon Alves logo no início da gestão.Silvio está tão confortável no seu relacionamento com os vereadores, que pouco se liga se a oposição grita e agita.

14 de novembro de 2006

O lucro fala mais alto!

Levantamento feito pelo vereador Humberto Henrique mostra que a coleta de lixo em Londrina custa menos da metade do que deverá custar em Maringá, pós-terceirização. Será que a sociedade local não vai reagir?
Privatizar a coleta de lixo é só o começo. Depois vem privatização do HM, da merenda e até do CSU e por aí vai.

Será que fica?

O governador Requião já deu provas do apreço que tem pelo atual secretário do Trabalho Emerson Nerone, que desistiu de disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa pelo PHS para continuar no cargo até 31 de dezembro.
Requião reconhece ser o maringaense Emerson Nerone um secretário competente e politicamente correto. Por isso, deverá continuar no próximo governo. Só não se sabe se como Secretário do Trabalho, cargo cobiçado por muitas lideranças políticas que apoiaram a reeleição. Resta saber se Nerone terá condições políticas e partidárias suficientes para sustentá-lo na Secretaria do Trabalho.

13 de novembro de 2006

Óbvio quase ululante

Leio agora de manhã no blog mais acessado de Maringá , o do Rigon, que o prefeito estaria deixando o mato crescer e atrasando a coleta de lixo em alguns bairros para justificar a privatização das roçadas e da coleta de lixo.Isso estava escrito nas estrelas, desde que , em 2004 , ele ganhou as eleições, num pleito que virou na última hora, por razões que a história ainda há de explicar.
O privatismo não é obsessão do prefeito Silvio II, está no DNA dos irmãos Barros, contaminados que sempre estiveram pelo neoliberalismo de pé quebrado. Lembremos, por exemplo, das escolas cooperativas e da Sotecol, quando Ricardo foi prefeito (1989/1992).
A privatização do lixo gerou um passivo financeiro enorme, só quitado tres gestões depois, mais precisamente na administração do PT. As escolas cooperativas oxigenou dentro da rede municipal de ensino a cultura do levar vantagem. Quem era do time, se dava bem; os funcionários das escolas, menos graduados, comeram o pão que o diabo amassou. Sem contar os prejuízos para a educação, conduzida ao longo de quatro anos por uma estrutura voltada ao lucro de poucos.
Diante de tudo isso, como imaginar que a administração de Silvio II seria diferente? Estão negligenciando não só a roçada e a coleta de lixo, mas também a saúde e, como já tem sido criticado pelo vereador Humberto Henrique, até a alimentação das crianças das creches.
Quem viu o Hospital Municipal na gestão passada e vê agora, fica perplexo com o descaso. O HM atendia bem, era bem ajeitado. Enfim, um espaço agradável, que fazia com que os usuários do SUS se sentissem respeitados.
Quem acha que estou exagerando, basta conferir. O descaso com a saúde pública é notório, mesmo a quem não depende do Sistema Único de Saúde. Que Deus e o Ministério Público, tenham piedade de nós.

12 de novembro de 2006

Na Gazeta

A Gazeta do Povo publica neste domingo, matéria de uma página sobre Laércio Souto Maior e o livro PRESTES NA POESIA, lançado sexta-feira em Maringá, mais precisamente na livraria Bom Livro Mega Storn. Vale a pena ler.

11 de novembro de 2006

Parar? Parar não paro

PARAR? PARAR NÃO PARO.
ESQUECER? ESQUECER NÃO ESQUEÇO
SE CARÁTER CUSTA CARO
PAGO O PREÇO

Conheço dois políticos que adoram introduzir nos seus discursos este verso do poeta português (exilado no Brasil durante o salazarismo) Sidónio Muralha. São eles: Roberto Requião e Pedro Brambila. Requião suou para vencer as eleições no Paraná este ano, mais pelo que falou do que pelo que fez. Fez um bom governo, levou o Paraná a avanços sociais incríveis nessses últimos quatro anos, mas sua conhecida contundência verbal quase lhe custa a reeleição. Brambila não teve um discurso tão cortante na sua Santa Fé, mas em campanha distribuiu umas camisetas, fez uns agrados ao aleitor e foi cassado pela justiça, acionada por seus adversários. Em compensação conseguiu eleger o filho para ocupar o cargo que lhe foi tirado. Estive junto com o Moscardi , o Abrão Vagner e o Osvaldo Reis na posse do menino. Brambila fez um belo discurso, cheio de frases feitas, versos cortantes, mas repleto de emoção. O auditório da Biblioteca Municipal explodiu em aplausos quando ele citou, com ênfase quase requianista, o verso de Sidónio.

Na Caros Amigos

Em tempo: Prestes na Poesia é uma das indicações de leitura da revista Caros Amigos, uma das melhores publicações nacionais da atualidade. A referência ao livro do Laércio Souto Maior está na página do professor Emir Sader.

Acrescento à lista das pessoas presentes ao lançamento: o Secretário do Trabalho do Estado do Paraná, Emerson Nerone ,o ex-deputado federal Walber Guimarães, o chefe de gabinete do prefeito João Ivo (2003/2004) Alaércio Cardoso e os advogados Norberto Miranda, Dra. Cristina, Alaor Gregório e Abraão Wagner, fundadores-diretores do Centro Patriótico Tiradentes.

Laércio deve lançar o livro daqui a alguns dias em Santos, a convite de um filho de Luiz Carlos Prestes e depois irá para Santo André, São Paulo (capital) , Salvador,Recife e Fortaleza. No Paraná, ele ainda pretende lançar em Paranavaí e Londrina. PRESTES NA POESIA foi lançado primeiro em Curitiba, depois em Porto Alegre e agora em Maringá. Aliás, o primeiro lançamento foi considerado o mais concorrido dos 90 anos da Livraria Gignoni, no Batel.

Prestigiado

O lançamento do livro PRESTES NA POESIA , do meu amigo de fé e irmão ideológico Laércio Souto Maior ontem a noite na Bom Livro Mega Storn foi o sucesso esperado. Laércio não estava tão preocupado com a quantidade, mas com a qualidade dos presentes. Nos dois aspectos a noite de autógrafo foi 10. Tinha muita gente e gente de qualidade, gente que lê e que foi prestigiar o evento , pelo Laércio e claro, pelo personagem do livro.

Não quero cometer injustiças, por isso não vou publicar a relação das pessoas conhecidas que lá estavam. Mas com o devido pedido de desculpas, quero lembrar algumas, que certamente deixou o autor muito feliz pelo prestigiamento: Antônio Facci, Nassif Alkuri Neto, Otávio Laurindo, Moscardi, Reginaldo Dias, Dr. Donadio, Dr. Robson de Souza, o reitor da UEM Décio Sperandio, o ex-reitor Ângelo Priori e o vice-reitor do Cesumar, Cláudio Ferdinandi.

ESSE É O OSVALDO!
O amigo Osvaldo Reis, que também marcou presença na noite de autógrafos, montou algumas pastas com fotocópias de jornais e fotos antigas para presentear algumas pessoas diretamente interessadas no material.. Gostei de receber o jornal POIS É (embrião da revista) , que eu e o Moscardi editamos em 1985, como prestaçao de serviço ao diretório municipal do PMDB (bons tempos do partido em Maringá), contratados que fomos pelo então presidente Carlos Alberto de Paula, de saudosa memória. Na capa, uma ilustração do Kaltoé, mostrando o recém-eleito (eleição indireta) Tancredo Neves, escalando a rampa do Planalto, com um monte de obstáculos pela frente. Só o Osvaldo mesmo para ter fazer este tipo de trabalho. Em tempo: fui deixar o Osvaldo em casa e lá ele ainda me presenteou com alguns textos maravilhosos, alguns que lhe foram passados pelo inesquecível José Pacheco dos Santos. Um desses textos, que devo colocar num quadro, é o Estatuto do Homem, de Thiago de Melo. Lembrando que este texto o Osvaldo recebeu das mãos do próprio poeta, em Brasília.

9 de novembro de 2006

Dito e feito!

Não deu outra: na conversa das seis da matina com moradores do Jardim São Silvestre o prefeito Silvio Barros baixou a borduna no PT, para justificar a sua inapetência para administrar Maringá. Disse que por causa da molecagem dos petistas, a Prefeitura não tem recursos para fazer a manutenção da cidade.Como era esperado, deixou claro que dificilmente irá indenizar o comerciante José Maciel, que perdeu tudo na enxurrada, provocada pela falta de limpeza das galerias de águas pluviais. E nem sequer prometeu fazer a limpeza indispensável das bocas de lobo. Também não se mostrou disposto a executar a obra de uma galeria de emergência para o escoamento das águas da chuva. A alegação é a mesma: falta dinheiro. A Prefeitura segundo Silvio II, está quebrada.
Que absurdo! Trata-se de obra simples que o próprio Saop poderia executar com seus equipamentos, tubos e pessoal. Mesmo que dependesse da contratação de uma empresa , o prefeito não teria o direito de se omitir diante de tão grave problema, ainda mais que a coisa é mais simples do que se imagina. O que falta é, definitivamente, vontade política de fazer o dever de casa. Que lástima!

PRESTES NA POESIA
O livro do advogado, jornalista e grande pensador político Laércio Souto Maior será lançado nesta sexta-feira , em noite de autógrafo na Bom Livro Mega Storn (Aspen Park). Laércio pesquisou durante vários anos, não só a vida do Cavaleiro da Esperança, mas o que falaram dele personalidades de grande destaque no cenário mundial da época. Entre outras preciosidades, Laércio reproduz cartas, telegramas e poesias dirigidas a Luiz Carlos Prestes por ninguém menos do que Charles Chaplin, Garcia Lorca, Pablo Neruda, Monteiro Lobato e, podem acreditar, Roberto Marinho.

Minucioso e com um extremado senso de responsabilidade, Laércio checou todas as informações que levantou. Por exemplo: levou quase 10 anos para encontrar uma prova confiável, de que a Coluna Prestes foi a maior marcha da história da humanidade. Só se deu por satisfeito quando encontrou um livro raríssimo na Biblioteca do Exército, que revelava ter a marcha de Alexandre, o grande, percorrido 27.500 quilômetros, enquanto a Coluna Prestes percorreu 36.000 quilômetros. O livro é imperdível.

Prefeito madrugador

O prefeito Silvio Barros recebe nesta quinta-feira às 6hs, moradores do Jardim São Silvestre, onde há exatos 56 dias houve inundação e muito estrago. A maior vítima foi o comerciante José Francisco Maciel, que pela segunda vez este ano teve seu estabelecimento invadido pela enxurrada e perdeu quase tudo. Há cerca de 20 dias , José foi recebido no gabinete, também às 6 da matina. Ouviu promessas de que a Prefeitura o indenizaria, o que significa que o prefeito reconheceu que os estragos foram ocasionados pela falta de limpeza das galerias de águas pluviais e também, pela falta de uma obra simples de infra-estrutura , que facilite o escoamento das águas das chuvas.

Pelo menos até ontem, nem indenização, nem obra e nem limpeza das galarias. Vamos ver que tipo de argumentos serão apresentados esta manhã para justificar o descaso. Quanto às bocas de lobo e galerias entupidas, não só no Jardim São Silvestre mas em toda a cidade, o prefeito deverá jogar a culpa na administração anterior, como faz sempre. Alguém precisa explicar porque o "Tatu", equipamento altamente sofisticado adquirido na administração do PT para limpar as galerias, está quebrado, sem conserto há um bom tempo. Será que vão privatizar também este serviço. que em passado recente o SAOP executava com eficácia?

E A SAÚDE, EHIM?
A Sáúde pública em Maringá está um caos total. O Hospital Municipal, que era bem cuidado e funcionava direitinho até ano e meio atrás, está caindo aos pedaços. Quem chega vê logo pelo hall de entrada como a coisa alí está feia. O atendimento então, nem se fala. Que Deus se apiede de nós, usuários do SUS.

8 de novembro de 2006

Já vi este filme

A privatização dos serviços públcos era mais do que prevista na gestão Silvio Magalhães Barros II. Quando o irmão foi prefeito (1989/1992), terceirizou a coleta, com o argumento ridículo de que a frota de caminhões coletores estava sucateada e que portanto, entregar os serviços para a iniciativa privada significaria mais eficiência e racionalizaçãio de custos. Vale lembrar que o sucateamento dos caminhões coletores, os chamados Kukas, ocorreu extamente na gestão neoliberal de Ricardo. Foi um sucateamento programado, para justificar a entrega da coleta para a Sotecol. Passados 17 anos, a mesma conversa. A frota de caminhões coletores estaria sucateada. Se está, foi deliberadamente sucateada, porque a gestão passada do PT de Zé Cláudio e João Ivo deixou pelo menos quatro caminhões zerados, comprados através de pregão on line em 2004.
A cidade não pode esquecer nunca dos prejuízos enormes que o contrato com a Sotecol causou aos cofres municipais. O passivo gerado com aquela irresponsabilidade não foi pequeno. Sem contar que para recompor a estrutura deliberadamente destroçada, foi poreciso muito dinheiro público . Lembro que o então prefeito Said Ferreira teve que recorrer ao governo do Estado. O governador Requião mandou para cá vários caminhões coletores. Mas a multa contratual foi se arrastando até a gestão do PT, que foi na verdade quem quitou a fatura, após penosa negociação, feita pessoalmente pelo Zé e pelo João.
Mas falando do presente, cabem algumas observações : a) - a empresa que vencer a licitação vai ganhar em torno de R$ 80,00 por tonelada coletada e ainda por cima vai ficar com o lixo reciclável coletado, que também lhe renderá uim bom dinheiro. E o que será feito dos garis da Prefeitura? E o que acontecerá com as cooperativas de reciclagem?
Acho que a sociedade organizada de Maringá precisa encabeçar este debate, uma vez que não dá mais para contar com a Câmara Municipal, cuja maioria está do lato do prefeito e portanto, não oferecerá nenhuma resistência a este absurdo.
Na esteira do lixo, vem a saúde (terceirização dos hospital Municipal), poderá vir a educaçao e, pasmem, até a merenda escolar. Eu não cometeria a liviandade de dizer que cada povo tem o governo que merece, mas é certo que o eleitorado, que em 2004 se deixou levar por um certo encantador de serpente, deve estar refletindo sobre a tamanha besteira que fez.

A quem interessar possa

A crítica é sempre positiva, oxigena o debate, fortalece a democracia. Mas quem critica precisa ter humildade suficiente para receber críticas também. E eu tenho. Aceito de bom grado qualquer questionamento aos meus escritos. Gosto do exercício da crítica, mas repudio a baixaria. Principalmente quando ela vem embalada pela covardia de quem se esconde atrás de psuedônimos para colocar pra fora seus recalques.

3 de novembro de 2006

Adeus João Paulo!

João Paulo tinha 20 anos, um rapaz saudável, bonito, alegre. Um bom caráter. Estava em coma profundo há uma semana no Santa Rita. Agora, pontualmente às 16,30hs , recebo um telefonema do ex-prefeito João Ivo Caleffi que tinha ido ao hospital saber notícias sobre o filho do amigo Foguinho."O João Paulo acaba de falecer", disse-me João Ivo, consternado com o passamento , mas tentando consolar João Basitta (Foguinho) Siqueira, amigo nosso e de meia Maringá.

João Paulo caiu de moto quando retornava para casa sexta-feira da semana passada, após jogar futsal no ginásio de esportes do Sesi. Estava de capacete, mas o capacete caiu quando ele se desequilibrou e bateu com a cabeça no asfalto.

Acompanho desde então o drama da família, que passou a viver nesses últimos sete dias, de casa no hospital, do hospital em casa. Foguinho tem tres filhos - Jean, o mais velho; Aline, já casada e João Paulo, o caçula. Chorando, me disse anteontem: "Acho que Deus está levando meu filho". O que poderia eu dizer numa hora dessa? "Deus sabe o que faz", respondi.

João Paulo era um menino de fé. O Foguinho e a Mirtes é um casal de fé. A fé continuará sendo o alimento que os manterá fortes, apesar da dor que estão sentindo. Mais do que qualquer um de seus amigos verdadeiros, Foguinho sabe o filho que tinha. E está absolutamente certo de que João Paulo já está lá em cima, na paz do Senhor.

1 de novembro de 2006

Mal que veio pra bem

Muita gente achou estranha a ausêcia do vereador Humberto Henrique na CPI dos leptops. O Humberto não protestou, ficou na dele. No fundo, no fundo, o combativo vereador petista achou foi bom ter ficado fora, pela
simples razão de que até os flanelinhas da Praça da Catedral sabiam que a Comissão Parlamentar seria mesmo uma comissão para lamentar.

CRISPIM x RENATO
Renato Cardoso, chefe do núcleo regional da Secretaria da Agricultura , era o homem do vice-governador Orlando Pessuti na coordenação da campanha de Requião em Maringá. Afinado com o coordenador político, deputado Odílio Balbinotti, Renato tenha poder de decisão. Mas enfrentava a resistência de Humberto Crispim, o comandante eterno do exército formiguinha do PMDB. Renato vivia com as orelhas pegando fogo. Crispim , nem tanto. Talvez porque o ex-prefeito de Colorado fosse mais polido e menos disposto a alimentar o fogo amigo dentro da campanha .
OUTRO QUE MUDOU O VOTO
Só nesta semana conheci tres pessoas que votaram no Osmar Dias no primeiro turno e decidiram mudar no segundo , depois do debate da Globo. Um deles, porteiro de um prédio no Jardim Novo Horizonte, disse que se irritou com a arrogância de Osmar, "que se preocupou mais em bater no governador do que apresentar propostas. Além disso, prometeu coisas que qualquer um sabia que ele não ia cumprir".

Vá entender!

O comando do PT local não participou da última carreata pro-Requião no sábado cedo. A carreata foi organizada pela Coordenação Sindical, que convidou Ênio Verri e João Ivo para participar. O João foi, mas recebeu críticas veladas do pessoal ligado ao campo majoritário. Cada vez entendo menos este partido, que joga contra o próprio patrimônio em todas as esferas.Fez gol contra em Maringá nas eleições de 2004 e na sucessão presidencial este ano foi o adversário que os tucanos pediram a Deus. Não estivesse Lula impermeabilizado pela força do povo, a vaca teria ido pro brejo.

31 de outubro de 2006

Derrota há muito anunciada

Vendo o blog do Franklin Martins agora de manhã, lembrei do que ele disse quando fez palestra em Maringá no primeiro semestre desse ano. Ele contou que foi tomar café no Palácio dos Bandeirantes com o governador Alckmin em fevereiro , quando Lula se recuperava de uma queda brutal nas pesquisas. Alckmin queria ouvir a opinião do jornalista sobre as chances que ele Alckmin teria de vencer as eleições. Franklin foi franco:"Se o PSDB voltar a sentir que tem chances, o Serra será o candidato. Se o Lula continuar crescendo assim, governador, vão lhe jogar na fogueira. Eu acho, com toda sinceridade que o Sr. é o cabra marcado para perder".

O mesmo Franklin recorda agora no seu blog , que numa conversa com Lula há cerca de cinco mses, o presidente profetizou: "vou vencer as eleições porque o povo sabe que está comendo mais e melhor e porque a oposição está cometendo os mesmos erros que o PT cometeu em 1994: está brigando com os fatos".

ATAQUE NÃO DÁ MAIS VOTO

Foi-se o tempo em que ataque dava voto a quem atacava. Alckmin começou a despencar no segundo turno após o debate da Band, em que todo o tucanato ficou eufórico com o estilo Mick Tison do seu candidato. Osmar quse chegou lá, mas perdeu muito voto no último debate quando repetiu a tática do seu candidato a presidente no debate da RPC. O governador licenciado fez o papel de "Requiãozinho paz e amor" e se deu bem. Tive essa convicção reforçada ao ouvir ontem comentários de duas pessoas simples. A primeira, uma moça de 19 anos, disse que ia votar no Osmar mas ficou com raiva porque ele chamou o governador de mentiroso. O outro, um senhor de meia idade que estava na fila da lotérica para fazer uma aposta da Lotofácil, foi ainda mais objetivo: "Votei no Osmar no primeiro turno, estava disposto a votar no segundo, mas achei que ele estava muito raivoso e agressivo no último debate. Foi alí que decidi mudar meu voto".

A EXPLOSÃO PÓS
Requião vinha reclamando dos principais veículos de comunicação do Estado, mas de maneira velada. Em Maringá chegou a insinuar que estava sendo perseguido pela RPC e que era vítima de "uma campanha sórdida da Gazeta do Povo". Mas estava se contendo, segurando a sua ira, porque a prudência recomendava calma, para não perder votos.

Eleito, ele foi ao ataque. Na primeira entrevista coletiva, partiu com tudo pra cima dos veículos que ele acha que o prejudicaram na campanha. Uma pena, porque ele poderia muito beim, do limão fazer uma limonada, dando tapas com luvas de pelica, como fez Lula na improvisada entrevista de domingo a noite. Mas o temperamento de Requião não é pra isso. Há quem diga que ele terá muitas dores de cabeça no seu relacionamento com a imprensa no próximo governo, por conta da briga em campo aberto que teve com o grupo do Dr. Francisco Cunha Pereira. Mas se há uma coisa que Requião não teme é enfrentamento. Quem não se lembra do confronto que ele teve com o Poder Judiciário quando foi governador pela primeira vez?

Análises precipitadas

É precipitada qualquer análise agora sobre o futuro político do ex-prefeito João Ivo Caleffi. Se continua no PT, se vai para outro partido e se disputa a sucessão municipal em 2008, isso só o tempo dirá. No momento, tudo o que o João quer é retomar a sua rotina, cuidar da vida e, claro, descansar um pouco porque ninguém é de ferro.

Ele tem sido procurado por lideranças partidárias para conversar sobre 2008, o que é natural. Mas acha que está cedo, que o momento é de curtir as vitórias de Lula e Requião e deixar que os acontecimentos indiquem os caminhos a serem trilhados a partir do ano que vem.

Uma coisa é certa: João Ivo será um dos nomes fortes que estará na cena política a partir de 2007, tendo em vista a sucessão municipal. Tem muita gente achando que ele deve sair do PT, pela simples e boa razão de que o partido não facilitou em nada a sua vida nas duas eleições que disputou. Mas por outro lado não se pode deixar de considerar que o PT foi o primeiro partido político da vida de João Ivo. E isso não é pouca coisa.

29 de outubro de 2006

Teste pra cardíaco

Por mais que a expressão tenha sido desgastada, a totalização dos votos na eleição de governador, foi mesmo teste pra cardíaco. A pesquisa de boca de urna deixou os eleitores de Requião tranquilos, certos da vitória. Mas à medida que as parciais iam surgindo no telão do TRE, era Osmar que exultava. Requião não admitirá nunca, vai dizer sempre que acompanhou tudo com tranquilidade, mas o fato é que deve mesmo ter suado frio até o momento em que a matemática virou-se pra ele e disse: "Sorria Requião, voce está reeleito " .

O deputado Ricardo Barros passou um bom tempo hoje no final da tarde e começo de noite na CBN comentando as eleições no Paraná. Do alto de uma arrigância já conhecida, Ricardo criticou as pesquisas, mas em nenhum momento lembrou o quanto lhe favoreceram pesquisas do DNP em passado recente.

28 de outubro de 2006

Contraponto trapalhão

Fiquei intrigado com a insistência do candidato Alckmin em chamar a Lei de Manejo da Floresta Amazônica de privatista. Como sou leigo no assunto, recorri a alguns sites e blogs, onde gente que entende aborda o assunto. Encontrei no blog do Luis Nassif, análises interessantes sobre a Lei 4.276/2005.
Quem fizer isso, vai se convencer de que a alardeada privatização da amazônia, que Alckmin fez questão de usar como forma de neutralizar o rótulo de privatista que Lula lhe colocara na testa, terá efeito exatamente contrário.
A lei cria mecanismos de proteção da selva contra grileiros, fazendeiros inescrupulosos e madereiros. Isto na medida em que o Estado retoma o controle sobre áreas de terra que sempre estiveram na mira da cobiça de predadores contumazes. Segundo Nassif, a lei , que foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula,foi elogiada por ambientalistas do mundo inteiro. Vejam só: até o Greenpeace aplaudiu .
Posturas como esta do candidato tucano é que acabam ajudando a explicar os números das pesquisas.

POBRE AGNALDO
As primeiras informações sobre a origem de parte do dinheiro, com o pedido de prisão preventiva de Agnaldo Henrique Lima, colocavam este cidadão como o sujeito que mentiu para incriminar o PT. Mas o Agnaldo foi vítima , pois teve sua identidade usada por um tal Luiz Armando Silvestre Ramos que, com a participação da secretária do PSDB de Pouso Alegre (MG), montou uma farsa para atingir a candidatura Lula. Os fatos estarão devidamente esclarecidos nos próximos dias. Passada a eleição, a verdade do dossiê acabará vindo à tona. Tem muita surpresa pela frnte.

Enfim, Lula começou a dizer...

Alckmin insistiu tanto ao longo do segundo turno na pergunta "de onde veio o dinheiro do dossiê ?", que quase no final do debate da Globo agora a noite, Lula começou a dizer: "Veja Alckmin como Deus escreve certo por linhas tortas: a Polícia Federal acaba de descobrir que uma parte dos reais foi juntada com a participação de uma secretária do PSDB mineiro".
Alckmin fez de conta que não era com ele e seguiu exercitando a fala para a qual estava programado, como parecia programado por computador nos debates anteriores. Mas de um modo geral, o debate de hoje foi melhor do que os dois últimos (Record e SBT). Mas não aconteceu nada de extraordinário que possa alterar o quadro revelado pelas pesquisas.

27 de outubro de 2006

Verdade a conta- gotas

Aos poucos a verdade sobre o mensalão, a máfia dos sanguessugas e principalmente sobre o dossiê , começa a aparecer. Quanto ao valerioduto, está provado que tudo começou em 1998 quando Marcos Valério colocou R$ 11 milhões de caixa 2 na campanha do presidente do PSDB a governador de Minas, Eduardo Azeredo. O processo corre em segredo de justiça, mas o Ministério Público já avisou que oferecerá denúncia contra Azeredo, assim que terminarem as eleições .

Quanto aos sanguessugas, também está provado que o esquema começou em 2001, com a forte atuação de Abel Pereira no processo de liberação de verbas do Ministério da Saúde para a compra de ambulâncias superfaturadas.

Finalmente, no que diz respeito ao dossiê, a Polícia Federal desmascarou o suposto "laranja" Agnaldo Henrique Lima, que mentiu quando declarou que levara R$ 250 mil para o coordenador da campanha de Aloísio Mercadante em São Paulo. A PF federal descobriu que tudo não passou de uma farsa, montada para atingir a candidatura Lula. Por tras dessa operação estaria Rosely Pantaleão, só por coincidência, secretária executiva do PSDB mineiro.

Vence pela repetição

Nunca o ministro da propaganda de Hitler foi tão citado como nessas eleições. Joseph Paul Goebbels não descobriu a pólvora, mas fez a Alemanha inteira acreditar nas mentiras que o nazismo repetia exaustivamente até ser transformadas em verdades absolutas. Essa triste lição foi absorvida pela fauna política brasileira, que em período eleitoral exibe rosários e mais rosários de mentiras, principalmente no palanque eletrônico.

Ontem ouvi uma ,que venho ouvindo há muitio tempo, sem que a mídia e as forças políticas locais se dêem ao trabalho de questioná-la. Refiro-me à Região Metropolitana de Maringá, que de tanto sofrer influência do mito Goebbels , tornou-se órfã de pai. O candidato da oposição Osmar Dias, disse ontem no Pinga Fogo que vai tirar do papel o projeto da deputada Cida.

Nunca é demais lembrar que a única coisa que a deputada fez om relação a isso, foi acrescentar novos municípios ao mapa da RM e com isso, ampliar para muito além das fronteiras de Maringá, suas bases eleitorais.

Em nenhum momento falou-se que a Região Metropolitana de Maringá só dependia de um ato administrativo do governador. Isso não foi feito por Lerner e nem por Requião. Talvez por faltar uma ação política efetiva dos deputados e prefeitos , no sentido de pressionar o governo a tirar a lei Joel Coimbra do papel..

Está faltando sinceridade e sobrando hipocrisia no marketing da Região Metropolitana de Maringá, que já está deformada pelo excesso de municípios integrantes.

Osmar no ataque

Terminou agora ha pouco o debate dos candidatos a governador na RPC.Osmar chamou Requião pra briga o tempo todo, mas Requião, de maneira surpreendente, não aceitou. Osmar adotou a tática Alckmin , foi ao ataque, tentou nocautear. Requião não chegou a frequentar as cordas, mas não parecia querer fazer o adversário beijar a lona. Sua estratégia era a do empate, que sempre beneficia quem está melhor na pesquisa.

Não creio que o debate servirá para mudar o quadro, mas certamente Osmar fez aumentar o entusiasmo da sua militância. Rquião repetia o tempo todo que queria discutir propostas, programas de governo e postura política. Osmar fez o gênero "tô nem aí" e bateu pra valer. Se ele adotou a postura correta, vamos saber já no domingo a noite.

25 de outubro de 2006

Nada de apoiadores

Pinga Fogo disse no início dessa semana que não agendaria mais nenhuma entrevista com apoiadores dos dois candidatos a governador. O espaço continuaria aberto para os candidatos Osmar e Requião. Mas entrevistar quem os apoia, aí não dava mais. Corretíssimo. Pena que a regra não se aplicque à família Barros. Acabei de ver uma entrevista do deputado Ricardo , que se dedicou a desqualificar as pesquisas, hoje favoráveis a Lula e Requião e claro, para não dizer que não falei das flores, criticou a baixaria no horário eleitoral, mas baixaria que para ele só existe de um lado.

24 de outubro de 2006

Nitroglicerina pura

Por meio do blog do Angelo Rigon acessei o Hora H News, do jornalista curitibano Cícero Catani, que no passado foi editor-chefe do jornal Correio de Notícias. O Correrio, que era chamado pelos profissionais da imprensa curitibana de Correndo da Notícia fechou faz uma cara. Mas o Catani é um profissional bem informado. O fato de ser requianista de carteirinha deixa a sua credibilidade arranhada na cobertura eleitoral.

Mas de qualquer maneira, a bomba que noticiou ainda há pouco e em seguida teve que tirar do ar por determinação da Justiça, pode causar um estrago na candidatura Osmar Dias.

O fato concreto é que a Polícia Federal prendeu hoje num hotel da capital um cidadão com armas e muito dinheiro vivo. Catani informou tratar-se de José Carlos de Oliveira, suposto caixa de campanha do candidato oposicionista. Parece que é muita grana, quase tudo em notas de R$ 10,00. Cícero Catani chegou a insinuar que seria dinheiro oriundo dos pedágios.

A RPC noticiou o fato agora há pouco, mas não citou o nome do preso e nem deu a ele qualquer conotação eleitoral. A prisão estaria neste momento sob segredo de justiça. Se Catani estiver certo, o homem da mala preta" é nitroglicerina pura.

BALDE DE ÁGUA FRIA
Mais do que fria, gelada. Assim estava a temperatura da água que a pesquisa Data Folha , divulgada há poucos instantes pela RPC jogou na militância do candidato Osmar Dias. Requião tem 5 pontos de vantagem e está em ascensão. Osmar, que terminou em alta e recomeçou o segundo turno ensaiando passos de avanço, recuou. Isso é reta final de campanha é pior do que carro sem freio morro abaixo.
(postado às 19,30hs/ 24.10.06)

A direita também ensina

Nem tudo causa asco na direita rançosa. Nem todos os políticos que habitam a fauna do reacionarismo passam pela vida partidária sem nos deixar boas lições, de comportamento e de ética, inclusive. Lembro de Josapha Marinho, um liberal de respeito, com grandes preocupações sociais e com uma virtude inquestionável: era adversário figadal de Antônio (Malvadeza) Carlos Magalhães na Bahia, meu querido estado natal, estado de ambos. Um ano antes de morrer, ainda senador da república, foi questionado sobre sua permanência no PFL, mesmo partido do adversário e como seu adversário, um udenista de quatro costados: " Ora, ora, dizem que às vezes falo e atuo como um político de centro e, eventualmente, até como um político da esquerda. A esta inquietação que não é só do nobre repórter, mas de correligionários meus, costumo responder o seguinte: é importante que eu esteja do lado oposto aos reacionários de carteirinha, porquie afinal de contas, alguém precisa ter juízo nessa nossa direita".

Agora há pouco li no blog do Ricardo Noblat uma explicação do ex-senador e ministro da educação no regime militar, Jarbas Passarinho, sobre sua reconhecida coerência partidária. Disse: "Quando entrei para a Arena - o primeiro partido a que me filiei - assumi comigo mesmo o compromisso de só sair do partido quando eu morresse ou qundo ele morresse antes de mim". A Arena morreu com o bipartidarismo e Jarbas Passarinho, como Josapha uma das grandes inteligências da política brasileira nas últimas décadas do século XX, continua vivinho, engrossando as fileiras do PP. Isso é coerência partidária.

Lembro a propósito, que o PT foi o primeiro e até agora único partido do ex-prefeito de Maringá João Ivo Caleffi. Embora não seja um petista orgânico, como costumam desdenhar seus "companheiros" orgânicos da tendência majoritária, acho difícil que ele mude de sigla...mesmo que esteja sempre sobre um tapete pronto para ser puxado.

Aumento de potência

A rádio da UEm está operando com 10 kilowatts de potência. Operava com apenas 1k. Está de ditetor novo. Paulo Petrin'sabe muito de comunicação de massa e é um craque da programação musical. Promete novidades para janeiro.

Petrin foi convidado para dirigir a Universitária FM pelo novo chefe da comunicação social , o Luck, que assumiu no lugar da minha dileta amiga Marialva Taques, que depois de tanto tempo e de passar por tantos reitores, já estava merecendo um descanso.

As mudanças que o reitor Décio Sperandio está fazendo na comunicação da nossa universidade devem se refletir na maior interação da UEM com a comunidade, que é o que se busca há tempo. A rádio é um instrumento importante. E lgo vem a televisão, já autorizada pelo Ministério das Comunicações. Falta estrutura para montá-la, o que deverá acontecer em breve. Com o advento da tv digital, um canal de televisão nas mãos de uma instituição de ensino superior do peso da UEM, terá importância vital para a comunidade acadêmica.

Alckmin, previsível

O terceiro debate entre Lula e Akcmin, ontem à noite na Record foi mais frio do que o da da Band e mais quente que o do SBT. Como sempre, o tucano estava bem treinado. Impressionante como Alckmin parece programado por computador. Repete o tempo todo as mesmas histórias e reage sempre da mesma forma aos contra-ataques de Lula. É extremamente privisível, o que de certa forma, ajuda a explicar o seu desempenho nas pesquisas .

23 de outubro de 2006

Como fica o PMDB?

Postado às 13,30hs desse 23/10/06
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Já começaram as especulaçoes sobre o futuro do PMDB de Maringá. Requião se reelegendo ou não, há quem diga que o PMDB deverá dar uma guinada de pelo menos 180 graus. Considerando que o último líder de fato do partido em Maringá foi Horácio Racanello e que o último prefeito que fez foi Said Ferreira, o PMDB velho de guerra pode trazer de volta para suas fileiras algumas figuras de proa do horacismo.

Essa de abrir espaço para a volta dos históricos é uma hipótese. Mas não é a única. Há quem diga que se depender do vice Orlando Pessuti, o PMDB tira João Ivo do PT. Hipótese remota. Fala-se que a sigla cairia no colo de Edmar Arruda. Hipótese remotíssima. A continuação de Crispim no comando do partido. Hipótese, nada mais do que hipótese. Continuidade do interventor Pavanelli no processo de reestruturação do diretório. Hipótese pouco provável.

Uma coisa é certa: seja qual for o resultado da eleição de governador, Requião vai querer fortalecer o PMDB nas cidades polos do Estado, onde o Partido do Movimento Democrático Brasileiro não tem feito jus à sua tradição e ao seu tamanho. A restruturação do novo PMDB rumo a 2008 começa logo após a ressaca do pileque pela vitória ou da enorme dor de cabeça provocada pela derrota.

CADÊ O ABEL?

Os jornalões de hoje estão manchetando as novidades do dia sobre o dossiê. Nada de destaque ao depoimento de Abel Pereira à Polícia Federal. Abel, Abel, se não tem abelha, como pode vender mel?

22 de outubro de 2006

Muitas interrogações

A cobertura da grande imprensa com relação aos escândalos que abalam a república neste período eleitoral é repleta de senões. Nem vale mais falar da Veja, porque a maior revista semanal do país passou dos limites no quesito parcialidade. Curioso como em nenhum momento apareceu no noticiário, a relação intrigante de Abel Pereira com o sucessor de Serra no Ministério da Saúde durante o governo FHC, Barjas Negri. Da mesma forma como não houve qualquer referência ao fato de que 70% das ambulâncias da Planam dos Vedoin foram adquiridas pelo governo passado, no período Serra/Barjas no Ministério da Saúde. Por que será que os jornalões e a Globo continuam omitindo fatos relevantes como esses?

A revista Carta Capital, que não esconde a sua opção pro-Lula, levantou que a Globo fez reportagem sobre Abel Pereira, o homem que intermediou boa parte da liberação das emendas orçamentárias que culminaram na compra das ambulâncias. Mas a reportagem não foi ao ar até o presente momento.Talvez porque o escândalo da compra do dossiê não tenha deixado espaço para mais nada no Jornal Nacional. Nem mesmo para tratar do conteúdo do tal dossiê.

Incompreensível também, o esforço que a mídia faz para cristalizar a barreira cronológica montada pelo tucanato, para evitar que as investigações contra a máfia dos sanguessugas e contra os mensaleiros, retroajam ao período FHC, o intelectual que orgulhava a elite brasileira, embora envergonhasse seu professor, o honrado sociólogo Florestan Fernandes. Florestan , que me orgulho de ter entrevistado para a revista Pois é, quando ele esteve em Maringá, morreu amargurado com os rumos que o ex-aluno dera ao país em 8 anos de um governo predatório (vide, por exemplo, o caso da doação que ele fez da Vale do Rio Doce ao grupo Vicunha., do Benjamin Staimbruck).

Em resposta ao diretor de jornalismo da TV Globo, que publicou carta detonando a revista Carta Capital, Mino Carta chama Ali Kamel , de Tartufo. Tartufo, personagem de uma peça famosa de Molière , encarnava uma espécie de síntese da hipocrisia. Diz o respeitadíssimo Mino Carta (por ironia ,criador de Veja):'"Nào é lícito condenar a Globo, bem como outros órgãos e empresas da mídia, por suas preferências políticas. Insuportável é a tentativa de esconder a parcialidade por trás de uma neutralidade que os comportamentos traem a cada passo".

Quem acompanha o noticiário não apenas pelo Jornal Nacional , pelos jornalões Folha de São Paulo, Estadão e o Globo, mas se dá ao trabalho de ler também veículos como Tribuna da Imprensa, Observatório da Imprensa e Carta Capital, haverá de estar inconformado com o circo armado em torno das eleições presidenciais, um circo que visa produzir fumaça de gelo seco para encobrir o "linxamento" moral e ético do governo Lula.

Antes que alguém aí pense bobagem, é bom que fique claro que ninguém de bom senso acha normal os crimes e trapalhadas dos "aloprados"do PT. Entretanto, não dá pra engolir seco o festival de hipocrisia que os Tartufos do PSDB, PFL e quejando, estão a promover, com total apoio da grande mídia.

Me desculpem, mas me dá náusea ver certas figurinhas carimbadas da política nacional arrotando ética na tv, no rádio e nos jornais e revistas. Agride a consciência nacional , figuras como ACM, Agripino Maia, Bornhausen e outras tantas, pousando de vestais da moralidade em horário nobre.

20 de outubro de 2006

Pedro Simon na carreata

O senador se incorporou à carreata de Requião em Maringá quando a fila interminável de carros deixava a Brasil e seguia para Sarandi. Pedro Simon veio ao Paraná para dar uma força à campanha do ex-colega de Senado. Seguiu com Requião para Foz do Iguaçu e iria andar com o governador no Sudoeste ,onde tem muita influência, devido à grande colônia gaúcha na região.

Requião não falou em Lula em nenhuma de suas falas em Maringá, mas sua equipe está integrada na campanha de reeleição do presidente. Pensando bem, o governador nem precisaria explicitar sua posição pro-Lula porque ela está implícita na força das suas palavras contra a elite e nas críticas pesadas ao neoliberalismo, principalmente à tese do estado mínimo.

O ex-prefeito e candidato a deputado federal com 50 mil votos, João Ivo Caleffi, esteve o tempo todo com Requião, na passagem do governador licenciado por Maringá. Foi junto com Requião aos programas de tv e à Radio CBN e esteve ao lado dele na camioneta que puxava a carreata. Politicamente, isso tem um significado:
João Ivo pode estar ao lado de Requião nas eleiçoes municipais de 2008.

Contundência verbal

Requião continua em forma e o mesmo peso-pesado de sempre. Chegou às 11hs no aeroporto, deu rápidas entrevistas para repórteres locais e depois se fechou numa sala para uma exclusiva ao José Maschio, Folha de São Paulo. A matéria, mais de meia página deve sair na edicáo de segunda-feira. Não insisti com o amigo Ganchão para saber o que o governador havia dito, mas com todoa certeza bateu pesado noa dversário Osmar. E ouviu do repórter da Folha a seguinte avaliação do primeiro turno: "Pois é Requião,a minha avó sabe tudo de política e dia desses ela lamentou que voce não tivesse liquidado a fatura no primeiro turno. Mas ficou irritada com a tua indecisão quanto à sucessão presidencial. Por causa daquela aliança esquisita com o Hemans Brandão, um tucano, voce acabou batendo com a bunda na água. Acho que a avaliação de vovó é correta. Até porque ela sabe que se há uma coisa que não combina com você é a indecisão. E cá entre nós, o muro do primeiro turno lhe fez muito mal". Requião ouviu, não partiu pra cima do repórter , mas certamente saiu refletindo:"e não é que o Ganchão está coberto de razão?".

PALAVRAS DURAS
Durante o almoço no CTG , Requião foi duro com os adversários. Mas teve sensibilidade suficiente para tirar o deputado Luiz Nishimori do sufoco. Nishimori chegou a ser hostilizado quando discursava. Principalmente porque disse apoiar Requião mas para presidente seu candidato é Alckmin. Houve um princípio de vaias, mas Requião restabeleceu a ordem, elogiando Nishimori e a ajuda que o deputado prestou ao governo na Assembléia Legislativa.

No discurso, Requião bateu forte no adversário Osmar. Falou da Fazenda no Tocantins, da coligação do adversário, que chamou de "formação de quadrilha" e pediu para que rezassem por ele, pelo Paraná e pelo Brasil, "para que o estado e o país nao caiam nas mãos da quadrilha privatista".

Requião anunciou que , uma vez reeleito, implantará as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá e iniciará o processo de retomada do transporte ferroviário de massa, com a volta do trem de passageiros entre Maringá e Londrina.

O CTG teve lotação completa e lá estavam também nada menos do que 113 prefeitos que apóiam a reeleição do atual governador. Entre as lideranças políticas de Maringá e região, estavam ao lado de Requião o ex-prefeito de Maringá João Ivo Caleffi, OdilioBalbinotti , Nishimori e o deputado eleito Ênio Verri,