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A ideologia da exclusão

A propósito do massacre do Pinheirinho, desocupações do tipo, vai além da violência em si ou da falta de comprometimento de setores da Justiça com os problemas sociais do país. Há por trás de tudo, a questão ideológica, centrada no caldo de cultura da Casa Grande. Apesar de todos os avanços que o Brasil teve nos últimos anos, sobrepõe-se à agenda social, a ideologia da exclusão, que diga-se, não é privilégio de São Paulo.

Há casos mais sutis de retirada de populações pobres de áreas urbanas eleitas como alvo da especulação imobiliária. O fato do poder político não lançar mão de suas milícias não significa que o processo seja pacífico. Guardadas as proporções, o que dizer do desmantelamento gradativo do "Santa Felicidade" em Maringá? Várias famílias que lá moravam foram deslocadas para outros bairros, levadas pela lábia de quem comanda o processo ou pela tática da cisânia dentro das casas mais visadas do Conjunto Profilurb.

O pretexto é a necessidade de revitalização da área, fruto de uma verba de R$ 20 milhões "caída do céu" via Ministério das Cidades, com o falso objetivo de desfavelar a cidade sem favelas.

A população do bairro Santa Felicidade, na valorizada Zona Sul de Maringá, ainda tem
muito sapo pra engolir. Talvez não muito a seco, devido ao processo eleitoral que se avizinha.
Dependendo do resultado das urnas quem sabe, haja um refresco para os apreensivos moradores daquela área tão cobiçada pelo mercado, na era barrosa.

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