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A tragédia da pasteurização da notícia


Por falar em silêncio da mídia corporativa, tem impressionado o silêncio dos veículos de comunicação do Brasil diante dos eventos que elevam o debate científico e politicamente corretos. Em Maringá, por exemplo, tivemos de quinta-feira até hoje o 56o. Conad, um congresso nacional de docentes das universidades públicas. O evento, que teve debates importantes sobre a autonomia universitária e a realidade da formação acadêmica, que está sendo substituida pela qualificação profissional, apenas, teve cobertura zero da imprensa local.
Mas notem que também tivemos esta semana mais uma reunião anual da SBPC e a cobertura jornalística do evento, que já mereceu manchetes de jornalões e capas de revistas semanais, foi pífia. A mídia tem ignorado igualmente as importantes reuniões da CNBB, em Itaici, de onde saem decisões importantes sobre o envolvimento da Igreja Católica nas questões sociais do país.
O que está acontecendo com o nosso jornalismo? Como jornalista já decano, que cobriu eventos dessa natureza, num tempo em que o fato jornalístico era dimensionado por sua importância real, sinto um vazio danado e um certo pessimismo com relação ao futuro da reportagem. Futuro? Bem, o jornalismo investigativo e a reportagem propriamente dita, há muito tem apanhado feio da globalização da informação, alimentada diariamente pela ridícula pasteurização da notícia.

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