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Desfavelamento sem favelas

"Mesmo sem favelas , Maringá entra no PAC", diz em manchete de página interna a Folha de Londrina de hoje. "O município vai receber verba de R$ 20 milhões do Governo Federal para obras de desfavelamento.A Administração Municipal conseguiu provar ao Governo Federal que tem áreas de risco social e por isso precisa dos recursos para evitar que o propblema se agrave" escreve Giancarlo Franquini para a Folha.
Se Maringá tem favelas consideradas áreas de risco social, o que dizer do Nordeste e de grandes capitais, como Rio, São Paulo e Salvador? E o que pensar sobre a situação de Sarandi, para onde uma grande parte da população pobre de Maringá foi expulsa nos últimos 15, 20 anos? Que município não gostaria de obter recursos tão vultosos como esses? Mas pela reflexão que a matéria da Folha nos leva a fazer, fica no ar a pergunta que não quer calar: será mesmo que os fins justificam os meios?

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Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.

Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.