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Crônica do apartheid anunciado

"Por causa da ida a Umuarama acabei não aparecendo na reunião com o pessoal do Santa Felicidade. Parece que vai ter outra no decorrer da semana. Mas fui informado de pelo menos um caso que mostra como aquela comunidade, vulnerável, tornou-se mercadoria nas mãos do poder público imobiliário.
Um senhor de 73 anos vive há 30 anos numa casa de 114 metros quadrados, quitada; o filho, viúvo, reside nos fundos, e quase não fica por lá. A prefeitura, com o dinheiro do PAC, ofereceu a ele uma casa de 40 metros quadrados, com chão bruto, sem divisões. Isso deve ser, na ótica do PP, dar dignidade humana ao processo de desfavelar uma não-favela.
O interessante é que alguns órgãos de comunicação foram convidados, mas nenhum foi. Um deles, que tem Urgente no nome, disse ao pessoal que só iria se tivesse autorização da prefeitura".

. Do blog do Rigon

Meu comentário: Pior do que a ameaça de desalojar os moradores do Santa Felicidade é o clima de segregação que o "desfavelamento" está criando. Em vários pontos da cidade, há moradores manifestando abertamente preocupação com a possibilidade de transferência daquela comunidade para a vizinhança. Ontem, fiquei sabendo que já tem morador do Santa Felicidade sendo notificado . A pressão psicológica está existindo, como persiste o rolo compressor pra cima dos condôminos da Rodoviária Velha. E vamos em frente, crescendo com cidadania, ao sabor do suco de beterraba.

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