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Apesar do mau tempo



Tempo chuvoso, meio frio e uma multidão acompanhou a 19a. Romaria do Trabalhador hoje a tarde do Cefet ao Santa Felicidade, em Maringá. As fotos que pincei do blog do amigo Elias Brandão atestam o sucesso da manifestação religiosa, encerrada com uma missa na quadra coberta do conjunto Santa Felicidade. Os cânticos clamavam por justiça e as conversas ao longo da caminhada giravam em torno da discriminação social de que os moradores do local são vítimas constantes. Dom Anuar celebrou a missa, com a participação de vários padres. Na homilia, criticou a falta de compromisso social de gestores públicos e leu um documento da CNBB de defesa da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Ao final da missa, o padre Sidnei Fabril deu a palavra a dona Neide Pereira Sales, presidente de uma cooperativa de reciclagem, que denunciou as condições precárias em que trabalham mais de 20 pessoas. Disse ela:"Até 2004 a Prefeitura pagava o aluguel de um barracão e a gente separava o lixo num lugar coberto, com água e luz. De 2005 pra cá, a Prefeitura parou de nos ajudar e tivemos que ocupar um barracão abandonado, até sem cobertura, onde a gente trabalha embaixo de chuva e sol". Emocionada, dona Neide se disse evangélica da Assembléia de Deus, mas agradeceu o espaço que a igreja católica estava lhe dando para desabafar e denunciar o desrespeito que a "administração cidadã" tem tido para com os catadores de papel e recicladores da cooperativa do Santa Feliciade e do João de Barro.

Comentários

Anônimo disse…
Só lembrando, Messias, a REDUÇÃO da jornada de trabalho de 44 para 40 horas não é só uma reivindicação da CNBB e nem dos trabalhadores, através das Centrais Sindicais, é também um empenho do Governo Lula, que vem tentando convencer os empresários (o que eu acho impossível, terá que ser goela a baixo mesmo), consiga ou não, parece-me que o fará.
É um trabalhador beneficiando TODOS os trabalhadores!

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