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Há ou nao há algo de podre no reino da Dinamarca?

“O Stênio Jacob deve estar aplaudindo até agora. Era tudo o que ele queria. Por 10 votos contra 4 os vereadores aprovaram ontem a nulidade do Têrmo Aditivo de 96, que prorrogou até 2040 o contrato da Sanepar com o Município de Maringá. A “preciosidade” dá direito à Sanepar de questionar juridicamente a existência do monstrengo. Marly Martin, Mário Verri, Humberto Henrique e Dr Manoel Sobrinho - que votaram contra - alertaram para o risco”.
. Do blog do Lauro Barbosa

PS: A Câmara anulou o aditivo de prorrogação do contrato da Sanepar para 2040? Como é possível decretar a nulidade do que não existe? Ora, se o Legislativo devolveu a proposta de prorrogação sem votá-la, significa que o aditivo não existe. E se o aditivo não existe, anularam o que?
Essa história do contrato de concessão do sistema de água e esgoto de Maringá para a Sanepar, que termina ano que vem, está mesmo ficando estranha, muito estranha.
Dá o que pensar a análise feita pelo Akino Maringá no blog do Rigon. Veja:
“Aos poucos a história do contrato da Sanepar e o interesse de Ricardo Barros vão ficando claros. Na sessão da Câmara de quinta-feira quando Marly falou que John tinha dito que havia interesse do d eputado, este respondeu confirmando,dizendo que era natural, pois o Barros era deputado e devia se interessar pelas coisas da cidade. Há cerca de um mês quando o jornal O Diário do Norte do Paraná levantou a questão do fim de contrato e o aditivo que não passou pela Câmara, John questionou os interesses que estariam escondidos. Insinuou que talvez a Sanepar tivesse deixado de ‘comparecer’ com alguma verba. Agora, ele mesmo nos dá a notícia de que o aditivo veio para a Câmara e só não foi votado por um pedido de vista do Bravin. Na sua coluna de hoje o Ravagnani criticou uma emenda à Constituição estadual que proíbe a prestação de serviços de água e esgoto por empresas privadas, dizendo que a mesma é inconstitucional.
Nossa conclusão: Há interesse no fim da concessão à Sanepar, mas não para retomada dos serviços pelo município e assim a ‘abertura de uma licitação’, onde uma empresa, quem sabe a Sanebarros, Sanemalucelli ou Sanepingafogo ganhe. Como Ricardo é sócio de uma empresa de água mineral, pode ser que o abastecimento seja feito com água de seus poços e a Biopuster se encarregue do esgoto”.

Comentários

Akino Maringa disse…
Obrigado Messias pela repercussão e por entender que a minha análise merece uma reflexão. Espero que Vereadores, o MP, e outras pessoas de bom sendo e sem interesses ocultos, analisem também.
Em se tratando de interesses do nosso Deputado Barros, sempre fico com um pé atrás.
A incompetência grassa nessa camareca. Também pudera, entupida de bisturis e fórceps, até parece um posto de saúde barrento. Precisa é de mais caneta, de gente fina, das letras, de quem sabia interpretar um texto legal, e médico decididamente não sabe, assim como juristas não entendem de bisturis! Pobre MARINGÁ PODrEROSA...

Valei-me meu São Serapião, protetor dos órfãos!

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