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Recordar é viver


Leonel Brizola falava com indignação das perdas internacionais. Sem meias palavras, disse uma vez que as privatizações de FHC criavam saqueadores e , portanto, eram privatizações criminosas. Num debate da sucessão presidencial de 1994 na Band, reduziu "meu nome é Enéa!!" a estrato de pó de bosta. Lembro bem que o "presidenciável cacareco" (que Deus o tenha), tripudiou em cima de Lula, instando-o a responder o que era balchita refratária. Depois partiu pra cima de Leonel Brizola, tentando embaraçá-lo com uma pergunta capciosa. Brizola deu uma resposta a seu estilo e ante a réplica de Enéas, que disse não ter entendido a resposta, Brizola foi na jugular:"Olha meu caro Enéas, qualquer cidadão medianamente inteligente entendeu o que eu disse. Até você, se tivesse no pleno gozo das suas faculdades mentais, também teria entendido".

Já não se faz mais líderes políticos como antigamente. Lembro a propósito, que apesar do resultado desastroso das eleições de 1989, aquele pleito foi um marco na história da nossa sempre capenga democracia. O debate político, que por mais paradoxal que pareça não incluiu o vencedor Fernando Colollor de Melo, foi riquíssimo. Tinha Brizola, Lula, Aureliano, Afif, Maluf, Speridião Amim, o próprio Enéas, Dr. Ulysses e Mário Covas. Inesquecível.

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