Pular para o conteúdo principal

Ironia e ovo frito


O governador Requião valeu-se da ironia ontem de manhã na "escolinha" para lidar com as restrições que lhe foram impostas pela sentença do juiz Lippman Jr. Ficou o tempo todo na frente desse painel aí. E sempre que ia falar, cortavam-lhe o áudio, ressaltando-se no painel atrás dele o aviso "Censurado". A censura era devidamente atribuída ao desembargador.
As falas com som e sem aviso de censura, eram transmitidas simultaneamente pela Rede Mercosul, sintonizada em Curitiba no canal 21 UHF, que transmitiu a reunião. Informa a jornalista Roseli Abrão (Hora H News) que "o expediente foi possível, sem afrontar a decisão judicial que cassou o direito do governador do Paraná de expressar suas opiniões. Requião lançou mão de um expediente utilizado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, que, sempre que tinha alguma matéria censurada ocupava o espaço com versos dos Lusíadas, de Camões, ou com receitas de bolo. Era uma forma de alertar o leitor que aquela edição havia sido censurada".
O governador dedicou ao juiz Lippmann Jr. uma receita de ovo frito.

Comentários

Anônimo disse…
Olhe Messias, eu não assisti, mas achei fora de moda. Bem fora !

Postagens mais visitadas deste blog

Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.

Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.