29 de junho de 2007

Te cuida, Paulo Autran!


... senão o excelente ator será substituido pelo senATOR Roriz. Com voz de Rodolfo Valentino, pose de Marlon Brando, desafiou Hamlet! Empostou a voz, alto e bom som, com choro (sem lágrimas) e disse: "Não sai de casa com vergonha de minha mulher!", "Vou, agora à Catedral realizar minha função de bom cristão"... "ajoelhar diante de Nossa Senhora".... Que comovente! Que espetáculo do ridículo! Que vergonha ver um velho decadente ensaiar um teatro querendo, nesta altura de sua vida, tomar o lugar de Paulo Autran! Volta, Paulo! Autran, Autran!

Condomínio partidário

Logo após as eleições havia um outdoor com as fotos de Odílio Balbinotti, Enio Verri e Luiz Nishimori - que apoiaram Requião e Lula no segundo turno, enquanto os Barros apoiavam Osmar Dias e Geraldo Alckmin. Imagino Ricardo e Silvio II chegando no outdoor e entrando na foto: "Dá licencinha?".
Como agora o PMDB está sendo entregue aos Barros, que por sua vez estão cada vez mais próximos dos Verri, a pergunta é: e o PT, vai junto, de troco?



Meu comentário: parece coisa de primeiro de abril. Mas infelizmente, há fortes evidências de que isto seja verdade. Dizer que é o fim da picada é pouco para traduzir o que ouvi ainda há pouco de um peemedebista histórico. Se é verdade que na política brasileiro até boi voando a gente pode ver, começo a me preparar para assistir aquela cena do queijo treinando boxe para quebrar a cara do rato.
De Verdelírio Barbosa:

Qual indústria?
O deputado federal Ricardo Barros, do PP de Maringá, estaria com seu nome incluído na chapa liderada pelo atual presidente Rodrigo Rocha Loures, para disputar a presidência da Fiep – Federação da Indústria do Estado do Paraná-, na eleição marcada para o dia 13 de agosto. Eu nem sabia que Ricardo Barros tem indústria.
Coluna completa.

28 de junho de 2007

28 Junho, 2007

Boca livre com Ricardo e Cida

Li no Rigon que leitor comentou que "Boca livre" de Ricardo e Cida Barros é método de campanha eleitoral permanente. Destacamos que ex-presidentes e presidentes atuais de bairros são escolhidos a dedo à boca livre. Este ex-presidente do Parque Tuiuti (por exemplo), jamais foi convidado e, mesmo que fosse, não compareceria. É compra de eleitor e cabos eleitorais. Só a justiça eleitoral não percebe. Mas um datado popular antigo já antecipava: "a justiça é cega".

# posted by Elias C. Brandão

28 Junho, 2007

Boca livre com Ricardo e Cida

Li no Rigon que leitor comentou que "Boca livre" de Ricardo e Cida Barros é método de campanha eleitoral permanente. Destacamos que ex-presidentes e presidentes atuais de bairros são escolhidos a dedo à boca livre. Este ex-presidente do Parque Tuiuti (por exemplo), jamais foi convidado e, mesmo que fosse, não compareceria. É compra de eleitor e cabos eleitorais. Só a justiça eleitoral não percebe. Mas um datado popular antigo já antecipava: "a justiça é cega".

# posted by Elias C. Brandão

Chororô

Reunido na última segunda-feira com alguns diretores da Acim, o deputado federal Ricardo Barros (PP) protagonizou uma cena que dividiu a assistência: ele chorou.
Além das lágrimas - há quem acredite que merecesse pelo menos concorrer ao Oscar -, ele teria se referido ao irmão Silvio Barros II de forma pejorativa. Chamou-o de "pára-quedista" e "culpou" os empresários pelo lançamento da candidatura de Silvio II em 2004.

Pincei do blog do Rigon

Meu comentário: As lágrimas do deputado são verdadeiramente ecológicas. Benditos sejam os crocodilos





27 de junho de 2007

Errata

No caso do Lukas e o Pasquim, não pareceu ironia esta hironia do jornal sobre o regime militar?

Jaguar batizou Lukas

O Pasquim



Lembra o cartunista Lukas, em muito boa hora, que ontem o Pasquim fez 38 anos. Maior referência do jornalismo alternativo dos anos de chumbo, o tablóide carióca fez história, tratando sempre com hironia e refinado humor, a ditadura militar. Lembro de uma edição apreendida, que dava em manchete a escolha do general Geisel para suceder Médici. O título era mais ou menos assim:" Novo presidente é filho de pastor alemão" . Geisel era alemão e seu pai, pastor luterano.

Para justificar o título acima, vale a lembrança, feita pelo próprio cartunista maringaense, que foi Jaguar quem sugeriu o nome Lukas , evitando que a fantástica obra do morador da Casa do Noca tivesse como assinatura Marco César Luckazewsk (será que grafei certo?) .

Censura?

"A Associação dos Proprietários de Televisões, está fazendo enorme campanha para convencer que sofrem censura. Na verdade, eles é que fazem censura, escolhendo o que devem publicar". (Hélio Fernandes)


Que fique claro

Um anônimo comentando nota desse blog :" Messias, o que você tem contra a família Barros? Então me empreste, porque contra eles eu só tenho um estilingue". Aproveito o mote para deixar claro o seguinte: eu não tenho nada contra ninguém. Minhas críticas não são dirigidas a pessoas, mas a concepções que considero incorretas, a comportamentos políticos que julgo danosos, a visões de mundo que imagino distorcidas. Falo dos Barros, como falo dos Maluf, dos Bornhausen, dos Onaireve, dos ACM. Faço referência a pessoas representativas de uma determinada cultura política, apenas para evitar a inconsistência da impessoalidade. Mas sou da paz. Só não sou da paz dos cemitérios.

Parte da estratégia

"Um empresário pernambucano, que tem quase 3.000 cabeças de gado, emprestou a Renan 500 cabeças de gado. Era só para fazer número para [que] quando a Polícia Federal chegasse e visse tudo cheio de boi".

A versão acima, que faria parte da "Operação Salva Renan", foi divulgada por um radialista de Pernambuco.

A choldra paga a conta e ganha meio voto

De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo (para assinantes):

Sob a máscara de "reforma política", será posto em votação na Câmara dos Deputados o maior esbulho eleitoral já praticado desde o Pacote de Abril de 1977, que entregou um terço do Senado a uma raça de sem-votos denominados biônicos. Agora pretende-se entregar metade da Câmara e das Assembléias ao comissariado das tendências e direções partidárias.
Hoje, o contribuinte escolhe seus candidatos para representá-lo nas câmaras legislativas. O projeto petista, que tem o apoio dos Democratas e do PMDB, mutila esse direito e institui um novo tipo de voto. Chamam-no de "lista flexível" (...). Seria o caso de se propor uma emenda ao projeto. A patuléia passa a pagar só os salários dos parlamentares em quem pode votar (a metade). Os demais iriam buscar o seu com os comissários.

Evangélicos também matam...


O deputado Oliveira, evangélico da Igreja Quadrangular (o que é isso? geometria divina?), ao que tudo indica, mas tudo mesmo, pagou assassinos de plantão para matar outro deputado. Ó, MEU BRASIU! Não seria melhor os dois se suicidarem?

Fotos da reintegração

As fotos são do blog do SISMMAR




Pupin confirma ser pré-candidato

roberto-pupinO vice-prefeito de Maringá, Roberto Pupin (PDT, foto), confirmou que é pré-candidato a disputar as eleições municipais de 2008 para prefeito. “Se depender de mim, estou propenso a sair [como candidato]”, informou para reportagem da Gazeta do Povo ao avaliar o encontro regional do partido realizado na noite da última sexta-feira que contou com a presença do senador Osmar Dias e reuniu aproximadamente 300 pessoas da região, entre prefeitos, vices, vereadores, entre outros.

Pupin é presidente do partido na cidade e disse que tomou a decisão após acompanhar boatos nos bastidores da política maringaense de que o grupo do prefeito Silvio Barros (sem partido) escolheria para vice-prefeito um vereador ou um secretário municipal. O planejamento do PDT é reforçar a fidelidade partidária na região e lançar candidatos próprios para prefeituras e também para as Câmaras de Vereadores da região maringaense.

O texto acima saiu no Toscorama e confirma aquilo que o Rigon já vinha especulando e que este blogueiro alimentou com a informação da obsessão dos irmãos Barros pela chapa Silvio-Bravin.
Não era pra menos, o atual vice-prefeito de Maringá está se sentindo desprestigiado pela administração municipal e, a exemplo do deputado Nishimory, deve ter feito a seguinte avaliação: ou sai pra outra ou não terá como crescer politicamente no espaço demarcado da família Barros.
Aliás, aproveito o mote para lembrar outra curiosidade histórica da política local: Silvio pai fritou o vice Walber Guimarães, mas dois anos depois de terminado o seu mandato de prefeito ele enfrentou Walber na disputa por uma cadeira na Câmara Federal e perdeu. Ricardo terminou a sua gestão brigado com o vice Willy Taguchi, que ainda hoje não pode nem ouvir falar do ex-amigo. Se a maldição dos vices não parou em Taguchi, Pupin vai mesmo acabar chutando o balde, como fizeram W e W.

26 de junho de 2007

Verdades latinas

" O jornalista chileno Hernán Uribe, da revista Punto Final, escreveu um artigo comentando a cooptação de veículos e jornalistas venezuelanos pela CIA. Segundo o artigo, a advogada Eva Golinder denunciou, no dia 25 de maio, em Caracas, que o Departamento de Estado dos Estados Unidos planeja financiar órgãos de imprensa e jornalistas venezuelanos. O plano da Divisão de Assuntos Educativos e Culturais é influir na política editorial dos veículos de comunicação, incentivando e estimulando a publicação de notícias contra o governo Chávez e incitando a população a atos golpistas".

Pincei a nota acima do blog do Zé Dirceu que, acredite se quiser, está entre os mais acessados do país.

Garfei do blog da Marta

Predominância do J

Olha que coisa interessante, descoberta por leitor conceituado do blog:

Além do fato de que a tradição maringaense costuma eleger prefeito que nunca exerceu o cargo antes - as exceções foram duas, Silvio Barros (pai) e Luiz Moreira de Carvalho, entre os 11 que governaram a cidade -, desde o final da década de 60 não foi eleito nenhum prefeito cujo nome comece com vogal.
De Adriano Valente para cá foram só nomes que começam com consoantes: João Paulino, Said, Ricardo Barros, Jairo Gianoto, José Cláudio, João Ivo, Silvio Barros II.

Só os grandes

Os pequenos e médios supermercados de Maringá não querem abrir aos domingos. Alguns acabam abrindo forçados pelos grandões, geralmente pertencentes a grandes grupos nacionais e internacionais (caso do Big-Wal Mart). O Sindicato dos Comerciários trava uma briga de David contra Golias para evitar que a exploração dos trabalhadores vire regra em Maringá. Pelo jeito, a verdade bíblica vai acabar vencendo , pois a funda de David continua implacável, por mais que Golias (aqui no caso, o mercado) se robusteça com o anabolizante do consumismo.
Finalmente os setores mais lúcidos da sociedade local começaram a perceber que a abertura do comércio aos domingos e feriados favorece os shoppings, mas fere de morte o comércio de rua; coloca azeitona na empada dos grandes supermercados, mas faz o pão dos pequenos e médios cair com a manteiga pra baixo.
O discurso da modernidade, usado até por empresários que perdem com o abertura, tornou-se babaca, a partir da constatação de que em países do primeiro mundo o comércio varejista não fecha apenas aos domingos, fecha já a partir do meio dia do sábado. Moderno é o respeito á cidadania, à igualdade de direito ao lazer e à vida social. Modernas são as relações sociais fundamentadas na solidariedade e no respeito mútuo. A escravidão branca é
dinossaura, peleolítica . E ainda tem gente achando que o século XXI ainda guarda uma grande semelhança com a idade da pedra lascada.
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Divulgação

''Alta velocidade. Ninguém pensa que você é grande'', diz o cartaz ''Alta velocidade. Ninguém pensa que você é grande'', diz o cartaz

Carro veloz, pênis pequeno

O motorista que anda com o carro em alta velocidade tem pênis pequeno. Este é o mote de uma campanha publicitária na Austrália.

(Do Blog do Rigon)

Que tal Maringá adotar esta medida? Com certeza o nosso trânsito fluiria em slow mochan

Bravin é o cara

São três nomes

A reunião dos Barros não decidiu por um nome para ser vice de Silvio II em 2008, e sim colocou na mesa uma lista com três nomes. São eles: Belino Bravin, Walter Guerlles e Márcia Socreppa.
Ou seja, fica decidido que Carlos Roberto Pupin, que serviu para ser vice em 2004, não serve em 2008. Outro dado que transparece, além da decisão de candidatura à reeleição, é que Ricardo e Cida, ao contrário do que o pessoal falava, está de bem sim com o prefeito e o apoiarão ano que vem. O que dá pra entender que, sendo assim, Silvio II deve mesmo retornar ao PP.

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Meu comentário: Guerlles e Socreppa estão na lista para valorizar as articulações e colocar mais lenha na fogueira da cooptação. O nome preferido , e que deverá ser imposto ao cabeça de chapa do clã, é o de Belino Bravin Filho. Por uma razão simples: Bravin é o vereador mais popular da cidade, um dos políticos com maior penetração na massa, devido exatamente ao assistencialismo que faz há anos. É o único nome que pode quebrar a resistência das classes C e D à família Barros, principalmente ao atual prefeito, que piorou muito a qualidade de atendimento das creches , destroçou a saúde pública e massacrou o funcionalismo municipal.
Não é por outra razão que insistiram tanto para que Bravin se tornasse Secretário Municipal de Assuntos Comunitários . Ele não topou por problemas de saúde e também porque não pretendia correr o risco de deixar a cadeira de vereador para um suplente que que fosse demitir sua equipe de trabalho.
Na época em que a criação da secretaria estava sendo articulada nos bastidores da administração municipal, eu comentei que Bravin só não seria secretário se o deputado Ricardo Barros não quisesse. Ele não quiz e nem deixou de querer, apenas reavaliou o quadro e concluiu que melhor seria não contrariar Bravin , que deverá mesmo o vice de Silvio, mas pelo DEM (ex-PFL), que tem um bom tempo de televisão.
Quanto ao vice atual, é bem provável que Pupim romperá com a família Barros. Isso só não ocorrerá se Ricardo, cobrando a conta do apoio ao candidato a governador Osmar Dias, demover o presidente estadual Osmar Dias da idéia do PDT lançar candidato a prefeito em 2008.

Como uma luva

Nenhum apelido reflete tanto a alma do apelidado quanto "alcaide-factóide-debilóide" que o jornalista Hélio Fernandes deu ao prefeito do Rio Cesar Maia. E como tem Cesar Maia por este Brasil afora !

Questão de justiça

Hoje por volta das 9 horas da manhã, fui reintegrado via decisão judicial. Um mês depois, tirei o jaleco branco do guarda-roupa. Um ato simbólico foi realizado em frente ao paço. Lá estavam os já conhecidos “arapongas” fotografando e filmando tudo. Cada um dos demitidos recebeu uma cópia da certidão expedida pela Prefeitura que suspende as demissões e nomina os servidores reintegrados. O documento foi assinado pelo secretário de administração e pelo diretor de recursos humanos. O procurador jurídico do município que comandou o processo de exoneração dos 28 servidores é o mesmo que foi denunciado pela justiça por falsificação de documento público. Hoje ele não apareceu... Com a certidão em mãos subimos ao Recursos Humanos e ali cantamos o Hino Nacional. Legal mesmo foi ver a cara de alguns súditos bem próximos do rei. Estavam engolindo aquilo à seco...

Do blog de Paulo Vidigal

25 de junho de 2007

Motivo da irritação

O vereador Humbetto Henrique está propondo alteração na Lei Municipal 3041/91, aprovada a toque decaixa pela Câmara Municipal na gestão Ricardo Barros. Pela lei, o comércio de Maringá pode funcionar a qualquer dia e a qualquer hora. O município não coloca nenhuma restrição à abertura, embora o buraco da questão trabalhista seja bem mais embaixo. Mas a lei não deixou de significar um grande estímulo aos lojistas que colocam a ganância acima do respeito aos direitos de seus empregados.
Se a Câmara aprovar o substitutivo do vereador petista e, claro, se o mesmo for sancionado, a abertura só poderá se dar mediante observação da Convenção Coletiva firmada entre os sindicatos dos trabalhadores e o dos patrões.
O prefeito Silvio Barros II, que já tem uma batata quente nas mãos, ficou irritado com o fato de aliados seus apoiarem o anteprojeto do vereador Humerto Henrique. Por isso passou uma carraspana corretiva em um vereador, durante ato solene no Hotel Hello. Como o pito foi público, no meio de um monte de gente, o vereador saiu do recinto soltando maribondo pelo nariz.
O prefeito está desconfortável ante a insistência dos grandes supermercados abrirem aos domingos, devido principalmente a um documento que ele registrou em cartório durante a campanha eleitoral, comprometendo-se a não permitir tal coisa. O documento foi produzido no calor do segundo turno, quando o adversário João Ivo Caleffi (ex-comerciário) declarou apoio à luta do sindicato da categoria contra o trabalho aos domingos. O candidato Silvio Barros chegou a enfrentar momentos desagradáveis em algumas lojas do centro da cidade. Por isso decidiu explicitar a sua posição contrária à Lei 3041 , de autoria do irmão Ricardo. Essa é a batata quente. E que batata!

Olha a banana aí, gente!

" Manila, 25 jun (EFE).- Comer duas ou três bananas por dia é um excelente remédio para superar a depressão, segundo um estudo elaborado nas Filipinas, que destaca o alto conteúdo do "trytophan", um antidepressivo natural, na fruta, publica hoje a imprensa local."
Boa notícia para o brasileiro, que pode ter falta de tudo, menos de banana. É o que mais lhe dão políticos e o poder econômico. Um espirituoso amigo meu, vê no nariz de palhaço outro santo remédio...

Maravilha!

Niemayer - 100 anos e com lucidez invejável
Garcia Marques- 80 anos e matando saudades da sua Cartagena de Índias.
Bendita seja a longevidade, que preserva na plenitude da sabedoria o grande Saramago.

É bem isso

" Quem está preparando o terreno para adiar o Caso Renan para depois do recesso não é o governo nem a tropa de choque do senador alagoano. O caso Renan caminha rapidamente para a pizzaria graças à irrefreável vocação da nossa mídia para banalizar as crises e converter em piada as nossas tragédias." - De Alberto Dines, no Observatório da imprensa

Foguetório

Me informa um amigo que passaou hoje de manhã pela Praça Renato Celidônio, que os funcionários públicos que a justiça mandou o prefeito Silvio Barros II reintegrar, soltaram fogos de artifício em frente ao Paço Municipal para comemorar a volta ao trabalho. Sexta-feira às cinco da tarde haverá um culto ecomênico na Praça Raposo Tavares , em ação de graças pela vitória dos trabalhadores demitidos por ocasião da greve dos servidores em 2006. Por meio de comunicado no encerramento de cada missa celebrada no último final de semana em Maringá, a igreja católica convidou os fiéis a participar do ato religioso do dia 29.

Parabéns!

À Universidade Estadual de Maringá pela criação do CINUEM, um novo espaço para debates na instituição. A professora Fátima Maria Neves, que assumiu a tarefa, começou bem, programando o filme Boa Noite, e Boa Sorte . A exibição foi seguida de debate e fiquei honrado com o convite para ser um dos debatedores, na noite da última sexta-feira. O filme, do ex-ator e agora premiado diretor George Clooney, é uma releitura do macartismo. O âncora de TV, Edward Murrou, resolve enfrentar o senador Joseph McCcarthy, que via comunista até embaixo da sua cama no auge da guerra fria (o conflito político-ideológico entre as superpotências EUA e URSS).
Clooney, na verdade, faz uma grande reportagem da caça às bruxas promovida pelo senador , mostrando a coragem e a competência do apresentador e sua equipe de produção no enfrentamento . Apesar da pressão política e econômica pra cima da CBS, a rede de televisão se segurou e o senador acabou derrotado, embora o macartismo tenha sobrevivido, assombrando o mundo ocidental, inclusive o Brasil, que viveu paranóia semelhante em dois períodos da sua história - década de 30 (com a farsa da Intentona Comunista) e anos 60/70 com o regime militar de triste memória.

Ah, entendi!

Enfim, o Secretário Municipal de Saúde admite a importância do Centro de Zoonozes, bem como o fato de que a obra está no lugar certo. O que está no lugar errado é a empresa de embalagens de agrotóxicos. Mas a administção Silvio Barros II levou quase tres anos para reconhecer o óbvio, preferindo deixar o porédio desativado por um bom tempo, a partir de uma justificativa totalmente infundada.
Se a mudança da empresa poluidora começou a ser discutida somente agora, porque demoraram tanto para encontrar a sulução óbvia? Ou será que o prefeito quiz se livrar da despesa continuada que o funcionamento do CZ geraria e para isso se valeu da tática do escamoteamento da verdade?

Fontes de gordura

Dia desses comentei sobre a gordura que a TCCC deve ter acumulado e que certamente não é levada em conta na elaboração da planilha de custos da empresa para efeito tarifário. Fonte geradora de calorias é o que não falta. O tal do plus que o passageiro paga por não portar o passe
( hoje em R$ 0,35) , gera uma receita nada desprezível. E o que dizer da receita antecipada que o sistema eletrônico proporciona? O empresariado paga antecipadamente pelos créditos que serão utilizados pelos seus empregados ao longo do mês. Os créditos se acumulam quando, por uma razão qualquer, o trabalhador deixa de utilizar o ônibus. Isso pode ocorrer em vários momentos. Por exemplo, quando ele pega uma carona, almoça no trabalho, etc. O fato é que existe empregado com carteira assinada que tem mais de 500 créditos acumulados no seu "passe fácil" . Dificilmente ele terá como gastar tudo. Como o dinheiro já está no caixa da empresa de ônibus, dá pra imaginar quão fabuloso é o transporte coletivo urbano em Maringá para a prestadora do serviço.
Fico pensando cá com meus botões, se a passagem não poderia estar bem mais barata caso o Poder Executivo Municipal levasse a planilha de custos ao pé da letra.

Justa revolta

Os motoristas da TCCC estão revoltados com o novo preço da passagem em espécie. Quando o cartão eletrônico começou a funcionar, arredondaram o pagamento em dinheiro para R$ 2,00 com o argumento de que esta seria uma forma de estimular o uso do passe e, principalmente, de complicar manos a vida dos motoristas com o trôco. Mas agora, tendo que cobrar R$ 2,20 do passageiro que dá uma nota de cinco ou uma de 10, é um suplício para quem tem a responsabilidade de dirigir ônibus lotados num trânsito maluco como o nosso , cuidar da segurança do passageiro no embarque e no desembarque e além de tudo, ter que cobrar passagem e fazer trôco. Dia desses entrei num ônibus (linha 459) , tinha uma nota de R$ 2,00 mas tive que dar R$ 3,00 ...o motorista fez o troco com o carro em movimento e, visivelmente aborrecido. Em circunstâncias como esta, a empresa leva o passageiro a se sentir culpado por estar pagando com dinheiro vivo.

22 de junho de 2007

Irritação de um aliado

"Êta prefeitinho arrogante, sô!". Esta frase eu ouvi poucos minutos atrás da boca de um vereador aliado, que saia furibundo do Hotel Ello, onde acabara de ser destratado publicamente pelo burgo mestre. Se a indignação com a carraspana púbblica for de longa duração e acabar sendo somatizada no plenário da Câmara Municipal, o prefeito Silvio Barros II poderá enfrentar problemas no Legislativo daqui para a frente.

" Diretor do Sismmar recebe ameaça

A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá, Ana Pagamunici, registrou queixa na delegacia de polícia, ontem, por ameaça de morte a um diretor do sindicato, Rael. O flanelinha Cezar Augusto Pinto Rabello, conhecido pelo apelido de "Estranho", procurou o diretor do Sismmar, em seu local de trabalho, e teria feito a ameaça. Cezar, que tem um irmão desembargador do Tribunal de Justiça, foi nomeado assessor do prefeito Silvio Barros II em março último e foi exonerado no último dia 18.
Ele é um dos três ocupantes de cargos de confiança denunciados pelo Sismmar por ocuparem funções incompatíveis e fora do órgão de origem, ou seja, o Gabinete do Prefeito. "Estranho" tem fama de violento no Conjunto Borba Gato, onde reside" .

Saiu agora há pouco no Blog do Rigon

Do vereador Humberto Henrique

"O Comércio não abrirá aos Domingos"

Debate sobre o funcionamento do comércio nos domingos lembra compromisso
de campanha do prefeito de Maringá


Em 18 de outubro de 2004, o então candidato a Prefeito Silvio Barros,
protocolou e registrou no Registro de Títulos e Documentos de Maringá a
promessa de que o comércio da cidade “não abrirá aos domingos”.

Preocupado com a forma como vem sendo tratada a questão, o vereador
Humberto Henrique iniciou estudos e conversações no sentido de defender os
direitos dos trabalhadores e já protocolou na redação da Câmara uma
solicitação de serviço visando a elaboração de um projeto de lei para
alterar a Lei nº. 3041/ 91 que libera o horário de funcionamento do
comércio em geral.

O Vereador também não é favorável ao trabalho nos dias de domingo, com
exceção, é claro, das atividades essenciais ao atendimento da população e,
por isso, apóia a declaração divulgada pelo Arcebispo de Maringá Dom Anuar
Batisti contra o trabalho nos dias de domingo e na defesa dos direitos dos
trabalhadores e da Família.

Humberto também espera que o Prefeito possa tomar a iniciativa de cumprir
o compromisso de campanha ("O comércio não abrirá aos domingos"),
protocolado e registrado sob o nº. 301.617 no Registro de Títulos e
Documentos de Maringá, e envie à Câmara um projeto de Lei que regulamente
esta questão."

Sinal amarelo

Já escrevi sobre este assunto aqui, mas volto a lembrar dele, porque a luz amarela continua emitindo o sinal de alerta no túneo do Novo Centro. Aquele engenheiro aposentado que, em conversa comigo, manifestou grande preocupação com a falta de manutenção da linha férrea e com a ausência de dissipadores de fumaça do túneo do Novo Centro diz que andou observando o local dia desses e ficou ainda mais assustado. Comenta:" São várias locomotivas soltando fumaça de óleo diesel diariamento naqueles tres quilômetros que vão da Paraná a Pedro Taques. A ausência de suspiros, faz com que a fumaça fique impregnada nas paredes de concreto. Ao longo do tempo, a ação corrosiva da fumaça pode trazer consequências gravíssimas para a cidade, caso não haja plano de manutenção periódica do túnel. Some-se a isso, o fato de que os trilhos estão assentados sobre um monte de dormentes apodrecidos , aumentando o risco de descarrilamento" , volta a me dizer o engenheiro, que anda preocupado também com a transformação do túnel em esconderijo de marginais, aonde imagina ser intenso o consumo de drogas.
Lembro , a propósito, que existe levantamento de um órgão nacional ligado ao transporte terrestre , feito há cerca de um ano e meio a pedido do Ministério Público. Mas até agora ninguém viu este relatório, que a julgar pelas informações que um dos técnicos vasou na ocasião da vistoria , traz um diagnóstico preocupante da situação.
É difícil saber o que reza o contrato firmado no governo FHC entre a Rede Ferroviária Federal e a ALL - América Latina Logística sobre a exploração da ferrovia na região, mas pelo jeito a empresa está desobrigada de fazer manutenção da estrada que lhe proiporciona lucros astronômicos. Em Maringá, nem os guardas das passagens de nível ela paga. Pelo menos não pagava atgé 2004, tendo a Prefeitura que bancar o esquema de segurança nas cancelas automáticas. A manutenção das linhas, com certeza, ela não faz. Basta ver o estado de conservação das passagens de nível.

Quase vermelho

Toscorama

Sem noção

Coisas que só acontecem em Maringá...
A prefeitura alega que um dos motivos para demolir a Antiga Rodoviária é resolver o problema da freqüência no local. É visível a circulação de desocupados e ocorrências criminais.
Mas, então não entendo o motivo dos boatos de se instalar o Restaurante Popular na Rodoviária Nova. O empreendimento só vai atrair o povão e, consequentemente, grandes possibilidades dos desocupados, mendigos, usuários de drogas, entre outros que mal tem dinheiro para sobreviver. A prefeitura estaria bancando o início do novo ciclo de uma rodoviária para outra?
escrito por Andye Iore às 09:00

Meu comentário: Não há cretinice maior do que atribuir a vadiagem e a criminalidade ao espaço físico propriamente dito. Se aquela área tem problemas policiais graves, basta demolir a rodoviária velha e estará tudo resolvido? O que "astravanca o pogréssio" daquele espaço nobre de Maringá não é um prédio antigo e uma praça mal cuidada, mas a falta de restauração do prédio, de revitalização da praça e a ignorância suprema dos exterminadores do passado, que não dão a mínima para a história da cidade. Lembrando uma conhecida máxima veterinária: querem acabar com o carrapato, sacrificando a vaca.

21 de junho de 2007

Moradia

VENHA PARTICIPAR:


REUNIÃO POR MORADIA – NESTE SÁBADO (23/06/07), 10 HORAS NA PRAÇA RAPOSO TAVARES



Você que fez inscrição para casa própria na COHAPAR, na PREFEITURA e que continua esperando, esperando... a tão sonhada casa própria e até agora não foi atendido, venha participar da reunião por moradia popular neste sábado (23/06/07).

Vamos discutir como cobrar dos Governos Municipal, Estadual e Federal recursos do Orçamento para a construção de casas populares.

VOCÊ SABIA QUE JUÍZES, DEPUTADOS, SENADORES E OUTRAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUE JÁ POSSUEM IMÓVEIS OU CASAS (DE LUXO) RECEBEM DO ESTADO AUXÍLIO MORADIA DE MAIS DE R$ 3.000,00 (três mil reais)! O QUE DÁ NO TOTAL DE UM ANO APROXIMADAMENTE R$ 36.000,00 (Trinta e seis mil reais).

Isto é o que nós chamamos de dinheiro público a fundo perdido, uma vez que estes recursos não retornam aos cofres públicos.

O atual prefeito municipal prometeu construir e entregar 2.000 (duas mil) casas populares e até agora fez. A única proposta do Governo Municipal foi o chamado PAR (Programa de Arrendamento Residencial), que tenta se passar por um programa de moradia popular. No entanto, não existe subsídio público seja do Governo Municipal, Estadual ou Federal, para que os trabalhadores possam ter uma casa a preço de custo, OU SEJA, os trabalhadores deixam de pagar aluguel para as imobiliárias e passam a pagar para o Governo.

DETALHE: Esta proposta (PAR) exige que a renda familiar seja acima de R$ 850,00 (oitocentos e cinqüenta reais) e se o trabalhador se enquadrar nesta exigência, ainda correrá o risco de perder tudo, pois se durante o arrendamento de 15 (quinze) anos ficar desempregado tudo que pagou ficará para o Governo e os trabalhadores voltam a pagar aluguel, sem nenhum centavo do que foi pago!

VENHA SE INFORMAR E PARTICIPAR DA CONSTRUÇÃO DESTE MOVIMENTO.


UNIÃO POR MORADIA POPULAR

Apoio: CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas)


Corrigindo

A exibição do filme " Boa Noite , e Boa Sorte" não será hoje no auditório Ney Marques como noticiei em nota anterior, e sim, amanhã.

"Menino Maluquinho"

O Ziraldo não merece a comparação com o seu personagem mais popular, mas de qualquer forma achei curiosa a observação de um engenheiro maringaense sobre o projeto de revitalização da Av. Brasil, principalmente a parte da canaleta de ônibus:"Isso só podia sair da cabeça daquele Menino Maluquinho!".

Só a perna?

Recorte mal feito

Free Image Hosting at allyoucanupload.com

Não sei muita coisa de arte gráfica, mas o que pouco que sei é suficiente para perguntar: onde o cara da arte colocou as pernas do rapaz que aparece no outdoor?

A foto do out door saiu no Rigon , que observou bem o desaparecimento da perna esquerda. Mas notem que não é só a perna que foi tragada pelo fundo amarelo, não.

Filme e debate

Hoje à noite no auditório Ney Marques, campos da UEM, será exibido o filme BOA NOITE E BOA SORTE, de George Clooney, uma crítica ao mcCartismo, que tem tudo a ver com o comportamento vergonhso da mídia americana em relação ao Iraque e mais a ver ainda, com o festival de mentiras das coberturas das eleições presidenciais brasileiras de 2006 e do deliberado escamoteamento da verdade sobre a política na Venezuela de Chaves. O filme é maravilhoso, um show de direção de Clooney , que inclusive, usa imagens e entrevistas reais do temido senador Joseph McCarthy, que via comunista em todo canto e por isso liderou uma campanha nacional de caça às bruxas.
Haverá um debate após a exibição do filme e este modesto escriba estará participando como debatedor. Fiquei muito honrado com o convite que me foi feito pela professora Fátima Maria Neves, do Cinuem.

20 de junho de 2007

Desentendimento positivo

O comerciante Valdir Rossi andou uns tempos afastado do comércio de combustíveis. Gostem ou não do cara, há que se reconhecer que Valdir é um calo quase eterno no sapato do cartel dos postos. Há umas duas semanas, foi reaberto o posto da rede verde, de sua propriedade, na Av. Sofia Rasgulaefi. Pode ser coincidência, mas o fato é que bastou o " calo" voltar, para o cartel dar uma boa recuada nos preços. Hoje tem gasolina há R$ 2,09 e álcool a R$ 0,96 na cidade. Quando o cartel quebra a unidade, o povo ganha. Pena que o desentendimento já venha com prazo de validade praticamente vencido.

Do blog da Marta Belini


Lá como cá, aqui como alí

Seis em cada dez jornais americanos estavam envolvidos até a medula numa campanha encarniçada de desmoralização do presidente Roosevelt. Chegaram a chamar o New Deal, que salvou o capitalismo americano da craque de 29, de programa comunista. A Suprema Corte Americana deu ganho de causa ao presidente contra o que o próprio Franklin Delano Roosevelt chamou de " mídia arrogante". É oportuno a gente lembrar este fato, como acaba de fazer Argemiro Ferreira no jornal carióca Tribuna da Imprensa, porque o comportamento da imprensa americana no início dos anos 30 tem algo em comum com o comportamento da grande imprensa brasileira em 2006 e o comportamento de mídia latina, totalmente americanizada, em relação a Hugo Chaves.

Mais oportuno ainda porque, lembrando que Roosevelt recorreu ao rádio para se contrapor aos jornais, nos deparamos agora com a notícia de que o governador Roberto Requião, que está em confronto direto com a mídia paranaense, acaba de fazer um agrado às emissoras de rádio e delas se aproximar , como fizera Roosevelt e como faz Hugo Chaves na terra da próxima Copa América. A propósito, transcrevo na íntegra um trecho do artigo do experiente jornalista Argemiro Ferreira:

" Essas conversas pelo rádio (nos dias atuais, também pela TV) têm sido um dos recursos usados por vários presidentes que se tornam alvo da fúria dos donos da mídia. Na Venezuela, Hugo Chávez criou seu "Alô Presidente". E atualmente existe ainda a Internet, que tem sido cada vez mais atuante, em especial depois do surgimento dos blogs, sempre atentos à manipulação irresponsável da mídia.

As pessoas parecem cada vez mais conscientes, em toda parte, de que os donos da mídia têm de ser confrontados - e nunca premiados com mais privilégios, ou mais publicidade - quando se envolvem em complôs golpistas. Espera-se que isso aconteça também no governo Lula. Como lembrei uma vez, a resposta de Vargas em 1954 foi um tiro no peito. A do atual presidente, com o apoio esmagador da população, pode e deve ser outra" .

Mino e Raimundo, referências éticas
do jornalismo brasileiro também falam

" Jornalistas afirmam que mídia perde poder e influência na opinião pública Os resultados das últimas eleições (2006) indicaram que a mídia brasileira está perdendo o poder e a influência que tinha, ou ela própria considerava possuir. A avaliação é dos jornalistas Mino Carta, diretor da revista Carta Capital, e Raimundo Pereira, diretor da revista Retratos do Brasil, palestrantes desta terça-feira (19), na reunião semanal da Escola de Governo, em Curitiba.

Mino Carta foi mais além: para ele, a perda de ingerência da mídia sobre a opinião pública abre espaço para a construção de um novo modelo, e as posições do governador Roberto Requião representam esse caminho de mudança. “É preciso aproveitar essa oportunidade, pensar em algo que nos permita ocupar essa ‘terra de ninguém’”, afirmou, ao fazer referência ao espaço vazio criado no processo atual de perda de influência da mídia. “É preciso resistir, como faz com muita acuidade o governador Requião”, salientou.

O que está mudando, segundo o jornalista, é a opinião pública brasileira. “Ela está menos exposta ao poder da mídia. O público não está ouvindo tanto quanto já ouviu. A ‘distinta platéia’ está mais ‘na dela’ do que jamais aconteceu no país”. E completou"
(Da Agência Estadual de Notícias)



A briga vem de longe

A briga judicial do Município de Maringá contra a sistemática de cálculo do Tesouro Nacional começou com Jairo Gianoto. Foi ele quem foi à justiça contra os valores da dívida da Prefeitura para com o Banestado . Na composição dessa dívida estavam empréstimos até da segunda gestão João Paulino, quando a cidade recebeu recursos do Projeto Cura para asfaltar parte do Jardim Alvorada. Foi Said Ferreria, já na sua segunda gestão, quem assinou uma Aro (Antecipação de Receitas Orçamentárias), forma de composição das dívidas municipais , tendo em vista a incapacidade de quitação imediata do passivo. Na prática, todas as pendências bancárias do município foram juntadas numa única conta da Caixa Econômica Federal, que passou então a ser o grande credor. O total devido que a Administração Municipal de Maringá reconhece desde o governo Gianoto é de R$ 21 milhões. Ocorre que na inflação estratosférica do período Sarney, o perfil dessa dívida ganhou contornos absurdos. Mas é bom a população maringaense saber que os R$ 21 milhões reconhecidos pelo então prefeito Jairo Gianotto começaram a ser pagos na gestão petista de Zé Cláudio/João Ivo, com parcelas de cerca de R$ 300 mil. Silvio deve estar pagando este valor, até porque se a Prefeitura não paga pode ter bloqueio do seu Fundo de Participação.
A liminar à Medida Cautelar Incidental conquistada agora ( fruto de uma ação que vem de longe, portanto) apenas exclui o montante exagerado dessa dívida, da capacidade de endividamento do município.
O cuidado que os gestores públicos atuais do município precisam ter é com o endividamento propriamente dito. Porque se lá na frente Maringá perder esta parada dos R$ 150 milhões, as dívidas contraídas agora se somarão às já existentes. E aí sim, a administração municipal de Maringá poderá ficar inviabilizada.
Todo o cuidado com projetos megalomaníacos é pouco. Projetos de importância vital para a infra-estrutura da cidade precisam ser elaborados e executados. Mas que as lideranças políticas corram atrás de recursos a fundo perdido, como ocorreu com os R$ 36 milhões do Novo Centro, resgatados pelo prefeito João Ivo Caleffi em dezembro de 2003, quando o convênio com o Denit foi assinado em Brasília.
Vale lembrar mais uma vez, que esta verba havia sido destinada para Maringá durante o governo Fernando Henrique e seria liberada a partir de 2001. Como quem chegou ao comando da cidade foi um candidato de esquerda, o convênio foi parar na gaveta, graças à ação político-partidária de um certo vice-líder do governo FHC. Zé Cláudio já não estava mais entre nós, quando o prefeito de Maringá foi chamado a Brasília para assinar o convênio do rebaixamendo da linha férrea do perímetro urbano . João Ivo , que assumira com a morte de Zé Cláudio, foi ao Denit e assinou o convênio no último dia de 2003. Se deixasse para o dia 2 de janeiro de 2004, os R$ 36 milhões teriam tomado os seguintes destinos: Ferrovia Norte Sul e Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia.
Ainda sobre o Novo Centro volto a repetir: a CR Almeida ganhou a licitação, numa concorrência pública da qual participaram grandes empresas nacionais (Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, etc) e tinha, segundoi co0ntrato que assinou com o prfefeito João Ivo, exatos 40 meses para executar a obra de rebaixamento, fazer a supervia (Av. Horácio Racanello) e construir sete viadutos nas passagens de nível. As obras, como qualquer leigo pode perceber, estão super atrasadas. E pelo que nos é dado a entender, não por culpa da construtora, que se tiver algum prejuízo com o retardamento, certamente vai cobrar a fatura mais lá adiante. E a fatura, claro, poderá piorar ainda mais essa questão do endividamento da "amada Maringá" do saudoso poeta Ary de Lima.

19 de junho de 2007

Home, seu menino!

" Sob investigação

O processo de tombamento do prédio da velha estação rodoviária de Maringá seguiu o rito da publicidade, legalidade e regularidade? Esta é a dúvida que assombra os que defendem o Estado de Direito e a discussão pluralista e democrática sobre temas importantes da cidade.
Tudo isso pra dizer que o Ministério Público começou a ouvir ontem pessoas ligadas ao Conselho Municipal do Patrimônio Público, que decidiu recentemente pela demolição do prédio. Tudo indica que toda a legislação a respeito foi simplesmente atropelada."

Será possível, Rigon? Não posso acreditar numa coisa dessa. Sendo assim, recorro ao amigo Tatá Cabral, para exclamar:" Tais brincando!"




Antes, sem durante...

“Estou trazendo a certeza da verdade”. A afirmação foi feita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, pouco antes da reunião do Conselho de Ética do Senado, nesta quinta-feira (15). O presidente entregou aos senadores todos os comprovantes de seus rendimentos rurais, desmentindo denúncias de movimentações irregulares.






A declaração acima está no site do presidente do Senado, mas foi postada no último dia 15 , quinta-feira passada. De lá para cá, a situação do senador se complicou muito. Talvez por isso, a sua página esteja desatualizada.

A propósito, achei interessante a ironia traduzida em uma foto-montagem que circula pela internet, em que uma mulher aparece gritando aos quatro ventos que quer ter um filho de Renan Calheiros. Uma amiga minha que viu a foto, desejou em voz alta:"Também, com uma pensão daquela!".

De um servidor

"COMPANHEIR@S...

ESTOU INDIGNADO COM TANTAS ATRAPALHADAS DESTE GOVERNO MUNICIPAL... NÃO SÓ
PELO FATO DE ATÉ AGORA SER O PIOR GOVERNO QUE JÁ TIVEMOS PARA OS SERVIDORES,
MAIS TAMBÉM PARA A PUPULAÇÃO E A CIDADE.
SEJA DESCARACTERIZANDO COM UMA DERRUBADA DE ÁRVORES DESENFREADA E SEM
CONTROLE,(MARINGÁ QUE É CONHECIDA TAMBÉM PELO VERDE), NAS INÚMERAS PROMESSAS
DE CAMPANHA NÃO CUMPRIDAS(VIADUTOS NA COLOMBO; DIGNIDADE AOS
SERVIDORES;DIÁLOGO COM O POVO E DEBATE NOS BAIRROS;MELHORIAS NA
CAPSEMA;MELHORA NAS AÇÕES EM SAÚDE...), ENFIM, FORAM TANTAS ATRAVÉS DO
CHAVÃO.."SILVIO FAAAALA, SILVIO FAZ? QUE ATÉ SE PERDE A CONTA. ENTRE TANTAS
OUTRAS, FIQUEI INDIGNADO QUANDO O PREFEITO TIROU DINHEIRO DA SAÚDE DE NOSSA
GENTE, PARA RESTAURAR JARDINS E AGORA ELE COLOCOU A DISPOSIÇÃO TODOS OS
ANIMAIS DO PARQUE DO INGÁ, OU SEJA, VAI ACABAR O ÚNICO ZOOLÓGICO DA REGIÃO E
TIRAR DE NÓS MARINGAENSES A OPORTUNIDADE DE PASSARMOS UMA TARDE AGRADÁVEL
COM NOSSAS CRIANÇAS E MOSTRAR AOS PEQUENINOS UM POUCO DE NOSSA FAUNA, ALÉM
DE IMPEDIR O TURISMO DE MILHARES DE PESSOAS QUE VINHAM DA REGIÃO PARA
CONHECER NOSSO ZOO. PORÉM MINHA INDIGNAÇÃO MAIOR É COM A "ESQUERDA"
REMANESCENTE QUE NÃO ESTA DANDO COMBATE A ESTES DESMANDOS E CADÊ A NOSSA
SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA? PELO AMOR DE DEUS... ATÉ QUANDO VAMOS FICAR
CALADOS" .

O servidor em questão é alguém que não se esconde. Todo o pessoal que trabalha no SUS sabe quem é o "Jorge da Saúde" .

Em tempo...

A propósito da nota anterior , nunca é demais lembrar que integração não houve ainda mas a passagem já subiu aqui para R$ 1,85 - R$ 2,20 para quem paga em dinheiro vivo, o que é outro absurdo inexplicável.

Pela média

A Prefeitura repassa à TCCC em torno de R$ 300 mil/mês para subsidiar o passe do estudante. O valor é fixado com base na média de alunos transportados no ano anterior. Seria interessante a Câmara verificar se os créditos utilizados correspondem realmente ao valor repassado mensalmente.
Acho que seria interessante também, o nosso Poder Legislativo, legítimo representante dos interesses da população, encomendar uma análise técnica bem rigorosa da planilha de custos da empresa que explora o transporte coletivo urbano de Maringá. Tenho cá comigo, que o sistema é pra lá de superavitário e com tantos incentivos (subsídios, exploração de bus door,etc) a passagem deveria estar bem mais barata, uns R$ 0,20 pelo menos.
O prefeito Silvio Barros II apoia a ingetração da passagem Maringá-Sarandi-Paiçandu, mas faz sempre a mesma ressalva: " Se a passagem tiver que aumentar por causa disso, o passageiro de Maringá não pode pagar esta conta" . Não pode e nem tem porque pagar, pois não é preciso ser economista para saber que se algum impacto a integração tiver na tarifa, este impacto será imediatamente minimizado pelo inevitável aumento de demanda. Some-se a tudo isso, o fato de que as empresas que fazem as linha metropolitanas de Sarandi e Paiçandu pertencem ao mesmo grupo da TCCC que, de tanta gordura excedente, deve estar com o colesterol nas alturas.
Lembremos, a propósito, que quase metade das populações de Sarandi e Paiçandu acima de 17 anos, trabalha ou estuda em Maringá. O lucro que as duas cidades conurbadas dão para a Cidade Verde e o Expresso Maringá deve ser extraordinário. Ademais, Maringá, Sarandi e Paiçandu estão emendadas e o vai-e-vem diário dos moradores fazem desse eixo uma cidade só. A integração , portanto, é uma contingência natural dessa metroipolização. Como se pode perceber claramente, as dificuldades da integração se localizam muito mais no terreno político do que no técnico-financeiro.

Enfim, o bom senso

Todos unidos pelo Paraná
Nesta quarta-feira, dia 20, o Paraná vai dar ao Brasil uma demonstração incomum
de unidade em prol do interesse público. É incomum até pelo fato do Paraná ter fama de ser um Estado onde se pratica a autofagia, uma forma muito peculiar de canibalismo. Na quarta-feira, a ser cumprido o escrito, tudo vai ser diferente. Os
três senadores, Osmar Dias (PDT), Wilson Mattos (PSDB) e Flávio Arns (PT),
deverão, junto com líderes expressivos da oposição, como o deputado Valdir
Rossoni (PSDB), e outras lideranças estaduais, marchar com Requião a Brasília
por uma causa comum: pleitear o fim da multa de R$ 10 milhões mensais que a Secretaria do Tesouro Nacional vem impondo ao Paraná por conta dos títulos
podres comprados por Jaime Lerner durante o processo de privatização do Banestado e que, desde 2003, já beira uma conta de R$ 300 milhões. Essa
sangria contínua de dinheiro está sugando, todos os meses, recursos essenciais para o desenvolvimento do Estado. O Paraná decidiu transformar essa questão
numa bandeira de luta suprapartidária. Quer que a União reveja sua posição e o Paraná seja liberado desse pagamento absurdo e, também, a devolução do que já
foi pago indevidamente. Além dos senadores e deputados oposicionistas, o Paraná conta, ainda, com o apoio dos governadores do Codesul - Santa Catarina, Rio
Grande do Sul e Mato Grosso do Sul - em sua cruzada pela extinção da multa.

Texto publicado no tablóide Hora H News, de Curitiba

18 de junho de 2007

É outra coisa

Economia solidária não é assistencialismo, a concepção se insere no contexto da posse coletiva e da gestão democrática dos meios de produção. Como conceito é recente, vem da década de noventa e tem o objetivo primordial de unir pessoas que só dispõem da própria força de trabalho para garantir emprego e renda, e que podem atuar em atividades comuns a um grande número de trabalhadores com chances reduzidas de inserção no mercado formal de trabalho. Daí porque, as cooperativas de reciclagem de lixo são hoje uma espécie de referência da economia solidária, pelo menos as que funcionam , geralmente com o apoio do poder público. Em Maringá, existiam várias, algumas inclusive com apoio direto e total da Prefeitura. Mas parece que o apoio não é mais o mesmo. Recebi informação hoje (via email) de que duas dessas cooperativas estariam sendo despejadas, porque a administração municipal deixou de bancar o aluguel dos barracões.
Outra coisa: uma máquina de moer lixo reciclado que havia sido adquirida pelo município na gestão Zé Cláudio/João Ivo, estava até esses dias num canto. Só recentemente foi instalada. O tempo perdido acumula um prejuízo incalculável. Ela mói , principalmente, garrafas peti.
Recebo de uma fonte, que prefiro não revelar, a notícia de que a rede de proteção social montada de 2001 a 2004 foi totalmente destroçada. Em compensação, cresceu de maneira impressionante o número de ongs e oscips na cidade. A maioria, claro, operando quase que exclusivamente com dinheiro público.

Notícia do Sismmar

JUSTIÇA DETERMINA REINTEGRAÇÃO DOS SERVIDORES DEMITIDOS

A juíza Carmen Lúcia Ramajo da 3ª Vara Cívil determinou a reintegração dos servidores que foram demitidos em decorrência da greve ocorrida no ano passado. Entre eles estão uma trabalhadora grávida e outra com filho recém nascido. O despacho é uma resposta a uma ação cautelar impetrada pelo SISMMAR na semana passada.
Em um trecho da decisão judicial a juíza declara: “No caso, indícios, ao menos do que se verifica dos autos até este momento, de que as garantias fundamentais concernentes ao devidos processo legal não foram respeitadas(...) eis que o senhor Prefeito Municipal, que teria sido vítima da insubordinação dos servidores foi quem decidiu pela punição a ser aplicada...”.
A decisão também determina que os demitidos sejam reintegrados ao trabalho no prazo de cinco dias, a contar da intimação da prefeitura.
Os servidores que estavam sendo injustamente demitidos devem retornar o trabalho e continuar a atender a população com zelo e respeito, garantindo assim, o sustento de suas famílias. Essa determinação representa uma grande vitória da justiça e da democracia.

(SISMMAR- Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá)

Anonimato não dá

Às vezes coloco aqui alguns comentários anônimos, mas só os mais comedidos, ainda que contenham críticas a mim. Mas recebi alguns pesados, com insinuações caluniosas a colegas meus. Não os postei devido as ofensas a terceiros, mas principalmente porque quem escreveu não se identificou. A partir de agora, não pretendo mais postar nenhum comentário que não venha assinado por alguém. Anonimato não dá. O último foi sobre a lista do governador.

15 de junho de 2007

Do Carlos Chagas

Um imenso retrocesso

" BRASÍLIA - A quem beneficia o voto proporcional em listas fechadas? Aos caciques que controlam os partidos, porque serão eles a elaborar a relação dos candidatos a deputado federal, deputado estadual e vereador. Imaginem que nomes eles colocarão em primeiro lugar...

A votação proporcional em listas fechadas significa um dos maiores retrocessos institucionais na crônica da democracia brasileira. Um retorno aos tempos da República Velha, em que depois de eleitos, deputados da oposição podiam ser expurgados e não tomar posse, por decisão da maioria. Pior, ainda, quando candidatos podiam concorrer sem jamais ter ido ao estado que os elegeria, como aconteceu até com o general Flores da Cunha, gaúcho, feito deputado federal pelo Ceará, onde nunca pôs os pés.

Agora, com as listas, os donos dos partidos não precisarão sequer fazer campanha. Ficarão livres das doações de empreiteiros, claro, mas celebrarão sua eleição mais do que certa sem sair de casa. Mata-se a renovação parlamentar no nascedouro, ou seja, um candidato colocado no final da lista, por mais popular que seja, contribuirá para a vitória de um enquistado há anos na direção partidária.

Acresce que todos os atuais deputados terão lugar cativo nas respectivas listas. A conclusão só pode ser uma: qualquer que seja o regime político, aqueles que fazem as leis cuidam de beneficiar-se, relegando a plano desimportante o interesse e a vontade do eleitorado."

Meu comentário: Com a lista fechada , adeus lideranças novas. Seria a perpetuação da panelinha partidária, aonde a cúpula manda e os filiados engolem seco. Felizmente, a proposta não evoluiu.O próprio autor, deputado Ronaldo Caiado, jogou a toalha e a partir de agora os congressistas começam a discutir a lista flexível.

Tudo bem que o país precisa de uma reforma política profunda, que valorize os partidos e coloque um dique de contenção nas mediocridade e na trairagem institucionalizada.. Mas a valorização dos partidos deve se dar, sobretudo, pela conscientização do eleitorado, pela maturidade das agremiações e pela extinção definitiva do instituto da sacanagem interna.

Sismmar envia

ATO PÚBLICO CONTRA AS DEMISSÕES DOS 28 SERVIDORES MUNICIPAIS DE MARINGÁ.

A partir das 10:30 horas da manhã desse sábado será realizado um ato
público contra as demissões dos 28 servidores municipais. O ato está sendo
organizado pelo SISMMAR e os trabalhadores demitidos. Haverá exposição de
faixas nos semáforos da área central de Maringá. Também será distribuída uma
carta aberta à população denunciando as injustiças cometidas pelo prefeito
no processo de exoneração desses servidores.

(SISMMAR- Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá)

Preparando o ninho

No diretório regional, os tucanos colocam a frigideira com óleo de soja transgênica em fogo baixo. Começou pra valer a fritura do deputado Luiz Nishimori que deverá pagar o preço do seu apoio ao governo Requião com a expulsão do PSDB. Enquanto isso, numa sala refrigerada da Av. Prudente de Moraes, é preparado o fogetório , para ensurdecer a Vila 7 no dia do desenlace.
Um certo gestor público prepara a plumagem e experimenta o molde do bico. Ensaia alguns vôos para não errar o ninho . Na conta do clã, a expulsão do ex-aliado vai render bons e importantes minutos no horário eleitoral gratuido em 2008.
Já que a reforma política é o tema do momento , seria interessante a sociedade pressionar o Congresso para que as regras das coligações partidárias nas eleições majoritárias contenham limites às armações ilimitadas.
O objeto do desejo da esmagadora maioria das lideranças partidárias é o tempo de TV. Por causa dele, as coligações vão além de qualquer limite ético.

Marta e Maria

Na França do século XVIII a rainha Maria Antonieta mandou os pobres que não tinham pão comerem briochi. No Brasil do século XXI, a nossa simpática ministra Marta Shplicy recomenda às estressadas vítimas do apagão aéreo que relaxem e gozem. E Marta, evidentemente, não corre nenhum risco de decaptação. A não ser que o eleitorado paulista lhe passe a guilhotina do voto.

14 de junho de 2007

A lista do governador

Na escola de governo da última terça-feira, o governador Requião mostrou uma lista (com valores atualizados) dos beneficiários da dinheirama que o ex-governador Jaime Lerner gastou em propaganda nos seus oito anos de governo. Foi R$ 1,5 bilhão , distribuídos para veículos de comunicação e comunicadores.
Só a Rede Paranaense de Televisão e a Gazeta do Povo , de propriedade do Dr. Chico Cunha Pereira, abocanharam em torno de R$ 214 milhões. É três vezes mais do que o valor pedido por Paulo Pimentel pela sua rede de quatro emissoras de TV (Iguaçu, Cidade, Tibagi e Naipi). Chamou-me particularmente a atenção a citação de uma emissora de Astorga, se não estou enganado, de propriedade do ex-deputado estadual Ricardo Maia . Está lá também o nome do ex-presidente da Câmara de Maringá, Noboru Yamamoto. A rádio teria recebido mais de R$ 1 milhão e Noboru, cerca de R$ 800 mil. É muita grana. Isso levou o próprio Requião a indagar : " Será que esses veículos e esses comunicadores receberam mesmo tudo isso? " . O governador fez questão de ressaltar que estava apenas indagando, mas não acusando. Diante da grandiosidade dos números, aventou-se a hipótese de mecanização do dinheiro. Mecanização neste caso seria algo como extorno. Quem é de Maringá e acompanhou o que aconteceu na administração Gianotto com verba de publicidade tem pelo menos uma noção do que é isto. Os nomes deverão estar (se é que já não foram postados) no site da Agência Estadual de Notícias.

A lista, uma vez lida numa reunião pública e com transmissão para todo o Estado pela TV Educativca, já está dando muito pano pra manga. E vai dar muito mais a partir do momento em que estiver completinha na agência de notícias.
A Folha de Londrina, que foi citada como beneficiária de R$ 54 milhões, publicou a matéria mas não a íntegra da litsta.

Vale a pena ler

A POLÍCIA FEDERAL E “OS INTOCÁVEIS”

Frei Betto

Desde que me entendo por gente ouço dizer, sem poder discordar, que vivemos
no país da impunidade. A polícia e a Justiça punem apenas os pobres
passageiros atulhados nos porões deste imenso navio cargueiro chamado
Brasil, que flutua nos mares do Sul. No convés, os camarotes vivem
infestados de larápios, corruptos, estelionatários, sonegadores,
contrabandistas, contratadores de trabalho escravo e toda sorte de bandidos,
imunes e impunes.

Essa elite deletéria tem o poder de influir, não apenas na elaboração das
leis, mas sobretudo na sua aplicação, pois indica juízes e promove togados,
nomeia delegados e promotores, presenteia políticos e banca férias de
magistrados em hotéis de luxo, o que lhes permite trafegar e traficar no
mundo do crime com a mesma desfaçatez com que freqüentam os salões da
República, os gabinetes de parlamentares e as festas em que o poder desfila
e espelha seu incomensurável ego.

Diante de tanta impunidade, Chico Buarque chegou a propor “chamem o ladrão,
chamem o ladrão!”. No governo Lula, felizmente, as ingerências políticas
foram afastadas da Polícia Federal. Como nunca se havia visto antes, as
grades de sua carceragem se abriram para ex-governadores, juízes, donos de
grandes empresas, gente graúda. Graças à imparcialidade do Ministério
Público e ao sigilo das investigações, tubarões têm caído na rede. Pena que
as nossas leis sejam tão frouxas e o Judiciário cheio de dedos para
puni-los.


Agora, diante da Operação Navalha, que corta a jugular de um dos esquemas
para sugar os bilionários recursos do PAC (quantos outros não permanecem
ativos?), há uma grita geral de que a Polícia Federal estaria “exagerando”.
Sobretudo ao vazar informações para a mídia. Ora, na hora de estourar a boca
de fumo é chute na porta, mãos para o alto, barraco revirado, e se o preso
perguntar pelo mandado do juiz é bem capaz de levar umas bolachas... Mas em
se tratando de bacanas, corre-se o processo sob segredo de Justiça. Claro,
isso facilita o embate entre o Judiciário, refém da elite, e a Polícia
Federal – que infelizmente não tem tanta autonomia quanto o Banco Central.

O “exagero” não está na Polícia Federal, senhores políticos! Está nos fatos
que levam uma publicação como o Financial Times a dizer que o Brasil é o
país do “rouba, mas faz”, sem que o Congresso reaja à acusação. O “exagero”
reside nas CPIs abortadas sem punir ninguém; nos inquéritos paralisados que
reforçam a impunidade; no volume de dinheiro público destinado a bolsos
privados; no absurdo de micros, pequenos e médios empresários ficarem à
míngua diante da porta do BNDES, obrigados a suportar elevadas taxas de
juros dos bancos privados, enquanto os grandes empresários se fartam com
dinheiro público barato. O “exagero” é constatar que, frente a tanta
denúncia de corrupção neste país nos últimos anos, nenhum corrupto se
encontra cumprindo pena atrás das grades.

O “exagero” não é a Polícia Federal investigar e capturar, é aderir à
perversa ideologia de que os meus amigos corruptos são menos corruptos que
os meus inimigos... Por que rejeitar o jatinho do empresário amigo? Que mal
faz um mimo? Recusar um presente não é uma ofensa?
É tanto ladrão graúdo preso e muitos ameaçados que o melhor é prender e
calar a polícia... Isso lembra a história de Eliot Ness, o famoso agente
usamericano que enfrentou a máfia, retratado na série “Os Intocáveis”. Sabe
por que a série foi tirada do ar pela cadeia televisiva ABC? Primeiro, a
comunidade ítalo-americana protestou. Sentia-se encarada como mafiosa. A
viúva de Al Capone processou a emissora por uso indevido da imagem do marido
e exigiu reparação de US$ 1 milhão. O FBI também se irritou, era ele que
reprimia a máfia, e os méritos ficavam com Eliot.

Tudo se complicou em 1961, quando o líder sindical “Though Tony” Anastasia,
ressentido com a denúncia do caráter mafioso de sua entidade, promoveu
manifestação diante da ABC em Nova York e mobilizou os estivadores para
manter “intocadas” as cargas de cigarros Chesterfield Kings, patrocinadora
do programa. Afetada pelo boicote, a empresa Ligett-Meyers, produtora do
cigarro, retirou o patrocínio e, meses depois, o programa saiu do ar.
E no Brasil, quem são “os intocáveis”, os policiais federais ou os bandidos
de colarinho branco e rabo preso?

Este texto do Frei Beto, que coloco aqui por concordar em com ele em gênero, n~umero e grau, recebi por email.

E vem ação mesmo

"Meia-volta

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Há prenúncio forte de que haverá mudanças no acesso ao Aeroporto Regional Silvio Name Junior, de Maringá. Em abril começou a ser instalado o sistema de cancela, com ampliação do estacionamento até a entrada do local e a fiscalização no ticket no tempo de permanência de veículos no aeroporto; os 15 minutos gratuitos foram mantidos, mas a partir daí a cobrança não escapa. As vagas gratuitas que estavam sobre a rua Vladimir Babikov foram transformadas em vagas sujeitas a cobrança. As reclamações começaram tímidas e ganharam peso.
O prefeito Silvio II estaria decidido a voltar atrás, temendo a possibilidade de uma ação civil pública. A SBMG alegava que não existia via pública ali, e parece que ela existe mesmo."

A nota acima saiu no blog do Rigon. O temor do prefeito é procedente, porque já tem gente aí preparando ação civil pública contra o "pedágio" do aeroporto. Uma das ações viria de um partido, que está prestes a renovar seu diretório. O provável futuro presidente está até com comichão.

11 de junho de 2007

Por uns dias

Estarei ausente de Maringá amanhã (terça) e quarta-feira. Não sei se em Curitiba, aonde estarei, terei condições de postar algo. De qualquer maneira, vou tentar. Se não for possível, quinta eu devo voltar à normalidade. Com a graça de Deus e a bênção do meu padim pade Ciço.

Articulações mil...

As articulações de bastidores visando a eleição de 2008 em Maringá estão a todo vapor. O PMDB fará convenção em julho para formação do seu novo diretório municipal que deverá ter a volta do combativo Humberto Crispim na presidência. E se depender de Crispim , o PMDB terá candidato próprio. O grupo quer passar longe dos Barros e portanto não admite, nem por hipótese, a possibilidade de ter o prefeito Silvio Barros II nas suas fileiras. "Somos e continuaremos sendo adversários desse clã", diz a todo pulmão o peemedebista histórico Humberto Crispim, que trabalha nomes para cacifar a legenda.
Isso não foi ele que disse, mas todo mundo sabe que no provável comando do PMDB não há resistência a Edmar Arruda, recém-chegado ao partido , mas que tem ligações históricas com o cabeça do clã Magalhães Barros.

]

O convênio

A informação me foi repassada por um funcionário da saúde que lembra: " A Câmara aprovou recentemente autorização para a Prefeitura firmar convênio com o Alvorada Clube, pelo qual o município executaria obras de infra-estrutura no campo de futebolo" , que pelo que se sabe pertence a uma entidade de direito privado. Seu diretor (espécie de dono) seria o vereador Zebrão. Sem comentários.

8 de junho de 2007

Conselheiro protesta

O técnico agrícola Antônio Caetano está protestando em nome do Conselho de Saúde do NIS II contra o remanejamento de R$ 1,2 milhão de verbas do Hospital Municipal para obras de revitalização de praças. Ele reconhece que cuidar das praças é importante, mas afirma que " é um crime tirar tinheiro da saúde, que já está capenga, para obras físicas, sejam que obras forem.
O HM está com sobrecarga de atendimento, devido principalmente, ao surto de dengue na cidade.

Mais barata...

Está na TV, num daqueles comerciais da Administração Municipal, que Maringá tem a passagemn de ônibus mais barata do Estado. Hoje paga-se R$ 1,70 e vai para R$ 1,85 domingo, R$ 2,20 para quem pagar em dinheiro vivo (bela contradição, né?).
Mas espera aí: na campanha, o candidato Silvio não prometeu R$ 1,35? Será que o maringaense só paga mesmo R$ 1,70 ? E a dinheirama que a Prefeitura repassa mensalmente para a TCCC (parece que é em torno de R$ 300 mil/mês), sob o argumento de bancar o passe do estudante? Minha avó já dizia que " do coro sempre sai a correa" .
Me engana que eu gosto!

Deu no Rigon

" Veja como funcionam as coisas em Maringá: a cidade espera sinal verde do BID para empregar milhões na mudança do sistema viário sem que, para a confecção do projeto, tenha se ouvido a Secretaria dos Transportes.
Ora, ora. Pretendem fazer uma mudança radical na avenida Brasil - Maringá pode deixar de ser conhecida como a cidade das avenidas largas - sem que se tenha ouvido a Setran. É um absurdo. Mais um, aliás, para a coleção" .

Meu comentário: Essa mudança radical seria a transformação da Av. Brasil em canaleta exclusiva para os ônibus da TCC. Observemos, pois, que o grosso dos usuários do sistema precisa de rapidez dos bairros (quase todos no Sul e no Norte) para o centro. Ônibus mais rápidos correndo em linha expressa do Leste para o Oeste (e vice-versa) , beneficiariam muito pouco quem mora na região do Alvorada ou no Borba Gato, por exemplo, e precisa chegar rápido ao centro. Seria bom para os moradores dos extremos - Bairro Aeroporto e Maringá Velho, mas tanto no Leste quanto no Oeste, a demanda de passageiros é pequena, insignificante se comparada com a dos extremos Norte-Sul. Quem sabe se a Secretaria dos Transportes fosse consultada, a coisa mudaria de rumo.
Some-se a esta observação, que humildemente reconheço ser observação de leigo, o fato de que rivitalizar a av. Brasil não é transformá-la em corredor exclusivo para ônibus. Qualquer cidadão maringaense sabe que a principal avenida de Maringá tem tudo para se transformar num shopping a céu aberto, num espaço de compras e de liberdadade para o pedestre e não ao contrário. Acho até que os ônibus poderiam perfeitamente circular pelas paralelas e liberar a Brasil para que o shopping a céu aberto se concretize, principalmente na região central.
Uma coisa é certa: se vingar a idéia da canaleta, vai ser um Deus nos acuda, protesto de comerciantes, pedestres e ambientalistas, que não irão cruzar os braços ante a eliminação das árvores do canteiro central.
Por que ao invés de perder tempo com este projeto megalomaniáco (como o da Zona 10) , o prefeito não acelera o ritmo das obras no Novo Centro, cujo cronograma está com um ano e meio de atraso? Atraso suspeito, porque não foi nem uma e nem duas pessoas que ouviram o deputado Ricardo Barros dizer que não pretendia executar o projeto de rebaixamento da linha férrea tal qual ele fora concebido na gestão do PT, exatamente para no colocar azeitona na empada petista.
Na verdade, o prefeito é Silvio, mas até os adolescentes do Projeto Guri (que está morrendo), sabem que Ricardo corta o baralho e dá as cartas na atual gestão.
Volto a lembrar: se o cronograma das obras do Novo Centro estivesse em dia, pelo menos os viadutos das Avenidas Tuiuty e Dezenove de Dezembro estariam prontos, ou quse prontos.

6 de junho de 2007

Londrina na luta também

A Coordenadora da Região Metropoplitana de Londrina, Elza Correa, iniciou agora a discussão pela integração do transporte coletivo entre Londrina e as cidades já emendadas. Uma comitiva liderada pela ex-deputada esteve anteontem na Secretaria dos Transportes, levando o pleito daquela comunidade ao Secretário Rogério Tizzot.
O processo de integração da passagem entre Maringá, Sarandi e Paiçandu está bem adiantado. Mas há uma diferença fundamental com relação a Londrina, que neste aspecto leva vantagem sobre nós: lá o apoio do prefeito Nedson é incondicional. Aqui há o discurso de que Maringá não pode pagar a conta da integração, como se alguma conta a integração fosse gerar para os maringaenses.
Lembremos, a propósito, que 40% da população acima de 15 anos de Sarandi e Paiçandu, estuda ou trabalha em Maringá. E que, no caso específico de Sarandi, uma parte significativa de seus moradores, é composta de ex-maringaenses, obrigados a se mudar para o vizinho município por força de uma histórica política de exclusão social da nossa Dalas. Processo que se deu pela elevação do IPTU no início dos anos 90 e pela especulação imobiliária engendrada com objetivos bem claros de mandar os pobres da cidade irem cantar em outra freguesia.
Paralelamente a este política, loteadoras de Maringá encontraram caminho livre para abrir loteamentos sem infra-estrutura em Sarandi e atrair para lá, pessoas que tinham suas casas em Maringá , mas foram seduzidas por vendas lucrativas aqui e compras melhores ainda alí. O mesmo processo se deu com Paiçandu, só que em escala bem menor.
Diante disso, é mais do que justo que haja a integração, que beneficiará não apenas os moradores dos dois vizinhos municípios, mas beneficiará sobretudo empresários que empregam trabalhadores de Sarandi e Paiçandu e donas de casa que têm que bancar o dobro de passes para suas domésticas, geralmente moradoras em uma das duas cidades interligadas.
O Coordenador da Região Metropolitana , João Ivo Caleffi, sustenta a tese de que a empresa não terá desequilíbrio financeiro e muito menos terá que aumentar a passagem para fazer a integração reivindicada, que se daria eletronicamente, no cartão " passe fácil" . Ela pode até perder o segundo embarque num primeiro momento, mas ganhará na demanda, que fatalmente crescerá.
Some-se a tudo isso, o fato de que Maringá tem uma dívida social monstruosa com Sarandi e Paiçandu (este, em menor escala) . O discurso do "não podemos pagar a conta da integração de políticas públicas por conta da metropolização " , feito exaustivamente pelo atual chefe do executivo maringaense, é absolutamente despropositado ...para dizer o mínimo.

Paulo envia

“HÁ POMBO CORREIO DO PAÇO ?”

Um passarinho me confidenciou que uma pessoa muito próxima do rei (que
trabalha à poucos metros do trono) tem o saudável hábito diário, de acessar
os blogs da cidade. Parece que o “odisseu” estaria se mantendo bem informado
para repassar as informações ao seu patrão sobre o conteúdo dos blogs. A
pergunta que não quer calar: Seria esse “boss”, um pombo-correio moderno? O
engraçado é saber que o “boss” tá navegando na sua salinha tão próxima do
poder. Afinal se “boss” tá bem informado, “boss” tá preparado para defender
seu patrão.

Recebi este email do Paulo Vidigal agora há pouco. Vidigal é um dos servidores proscritos na administração SBII

Ainda sobre o corte

Só a título de informação complementar: o dono da empresa contratada para executar o corte de árvores de Maringá foi subdelegado regional do trabalho, indicado pelo deputado Ricardo Barros e durante algum tempo, assessor desse.

Sugestão de troca

O advogado Valter Valle sugere que o município negocie com uma grande empresa a troca do atual Paço Municipal pela construção de outro, bem mais amplo e moderno, no terreno do aeroporto velho, local sonhado pelo saudoso Zé Cláudio para ser um grande centro cívico.
Um detalhe curioso sobre o Paço Municipal Silvio Magalhães Barris I: o arquiteto que fez o projeto teria se inspirado em um templo luterano da Alemanha. Por isso, tem tanto vidro que, no caso da igreja, era para facilitar a luminosidade do prédio , em tempo de nevasca. O Paço Municipal de Maringá realmente parece uma grande estufa, que lá na Alemanha facilita o funcionamento de sistemas de calefação. Aqui, dificulta a ventilação.
Em tempo: o prédio da nossa Prefeitura começou a sair do chão na gestão Adriano Valente e foi concluído por Silvio Barros I. Adriano e seus antecessores administraram Maringá num prédio de madeira, aonde hoje está a Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, que aliás, precisa de reforma urgente.

Produtividade

" Quanto custa

A prefeitura de Maringá paga mais de R$ 90,00 por árvore cortada por empresas contratadas por ela - como a Líder, a mais conhecida.
A empresa ainda fica com a madeira, que vende a R$ 45,00 a tonelada" .

(Do blog do Rigon)

Meu comentário: Neste caso, quanto mais corta, mais fatura. E quanto mais fatura, mais a cidade sofre com a sua desverdização. Que o Dr. Ilecir tenha piedade de nós...

5 de junho de 2007

Dinheiro a dar com pau

Hélio Fernandes revela na sua coluna da Tribuna da Imprensa que 300 bilhões de dólares saíram do Brasil de forma inexplicável e foram parar em bancos do exterior. Será que nesses 300 bi estão os cerca de 100 bi (oficialmente seria 30 bi) das contas CC-5? Lembremos, a título de refresco de memórias, que o desvio das CC-5, que entupiram de grana brasileira alguns bancos americanos, começou a ser investigado no governo FHC. Só começou, porque quando o escândalo ameaçava estourar e a Polícia Federal bafejava o cangote de alguns figurões da república, veio a mordaça que culminnou, inclusive, com a queda do chefe das investigações, o delegado Vicente Scharlotti. Lembrm disso?
Por falar em operação abafa, que virou lugar comum nos oito anos de tucanato, será que existem ainda alguns resquícios do Dossiê Caymãs, que dizia-se falso? Será que se a Polícia Federal estivesse afiada , bem preparada e aparelhada como está hoje, teria ficado pedra sobre pedra? Talvez tenha sido por isso que a direita brasileira tentou por todos os meios e por todos os credos, criar uma barreira cronológica retroativa a 2002 nas eleições de 2006.
Pra não dizer que não falei das floreres: será que a lista de furnas, da qual faz parte alguém bem próximo da gente, também vai tomar o rumo das calendas gregas?
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Valeu, Bulga!

A íntegra desse texto espetacular de Gilson Caroni está no blog do meu amigo Marcelo Bulgarelli (Bar do Bulga) . Ele pinçou do site Carta Maior, me deu a dica e eu aproveito um trecho que achei imperdível. Principalmente para quem vê em Jabor uma espécie de Paulo Francis Frustrado. Agora imagine o Diogo Mainardi, que é um Jabor com síndrome de Francis. Mas vamos ao que interessa:

" Hugo Chávez havia sido deposto e o poder entregue ao empresário Pedro Carmona, presidente da entidade patronal Fedecámaras. Era o suposto fim de mais um governo que fez da soberania nacional seu projeto. Da América Latina, sua prioridade. E que, encarnando aquilo que Gramsci chamaria de "cesarismo progressivo", pôs no lixo da história as agremiações tradicionais (Ação Democrática e Copei) e as oligarquias que se refestelaram de petrodólares, sem reinvestir no país um centavo sequer.

O Jornal Nacional, naquela ocasião, não era econômico em seu entusiasmo: "’Num pedaço do mundo onde a democracia ainda é uma experiência recente, Hugo Chávez e Fernando de La Rúa frustraram milhões de eleitores em seus países com promessas que não poderiam cumprir. Que sirva de alerta aos brasileiros neste ano de eleição’, recomenda o cientista político Fernando Abrúcio, em São Paulo. ‘É bom lembrar que é preciso colocar a democracia no lugar do salvacionismo. Mas tem que resolver a questão econômica e social, talvez com mais paciência e menos demagogia. O terreno é fértil para um discurso de salvação fácil. Mas é preciso evitar esse discurso, porque a resposta do salvacionismo não leva a uma melhor situação no Brasil, na Argentina ou na Venezuela’". Lembremos que Abrúcio (um dos analistas diletos da emissora) alertava contra a candidatura Lula. Um golpe pegava carona no outro. Tudo como manda a democracia da tela, feita para ser vista, jamais para ser vivida.

Arnaldo Jabor, definido magistralmente pelo cartunista Jaguar como o "único rebelde a favor que se tem notícia", compareceria com sua bufonaria habitual: "Eu ia dizer que a América Latina estava se ‘rebananizando’, com o Hugo Chávez no seu delírio fidelista, com a Colômbia misturando guerrilha e pó, abrindo a Amazônia para ações militares americanas e com a Argentina legitimando o preconceito de que latino não consegue se organizar. Os norte-americanos não conseguem nos achar sérios e democratas. É mais fácil nos rotular de incompetentes e ditatoriais. Mas aí, hoje, o Chávez caiu. Só que os militares entregaram o governo a um civil democrata. Talvez a América Latina tenha entendido que a idéia de romper com tudo, do autoritarismo machista, só dá em bananada. Temos que nos defender, sim, da atual arrogância imperial americana. Mas a única maneira será pela democracia radical. Por isso acho boa notícia a queda do Chávez. Acordamos mais fortes hoje e eu já posso ‘desbananizar’ a América Latina. Para termos respeito da América e do mundo temos de ser democráticos. Tendo moral pra dizer não". Ignoramos o que houve com a banana de Jabor após o retorno de Chávez. Ao contrário do monolitismo do discurso autoritário, são diversos os usos que se pode fazer da fruta".

Boa notícia


Subprocurador geral da República diz que pedágios podem ser reduzidos pela metade

"As tarifas de pedágio no Paraná e no Brasil podem ser reduzidas pela metade. A constatação é do subprocurador geral da República, Aurélio Rios, e foi defendida nesta terça-feira (5) em Curitiba durante reunião da Escola de Governo, coordenada pelo governador Roberto Requião. Segundo Rios, os contratos estão embasados em parâmetros econômicos e técnicos ultrapassados e que, por isso, precisam ser revistos.

Para o subprocurador, a recente alteração da Taxa Interna de Retorno (TIR) - que mede o lucro das empresas - das concessões que o Governo Federal pretende lançar provou a possibilidade de uma redução considerável das tarifas de pedágio vigentes no país. “Está na hora de rever os contratos antigos e fazer o reequilíbrio econômico em favor do usuário. Deve-se tratar desse equilíbrio pensando no interesse público”, destacou.

Esta notícia saiu hoje a tarde no site governo do Estado (Agência de Notícias do Estado)

Faltam mais 60

" Contagem

Na última segunda-feira fez 60 dias que o maringaense Wilson de Matos Silva é senador da República.
Faltam, portanto, mais dois meses para o joelho do titular Álvaro Dias sarar" .

A nota acima foi postada agorinha no blog do Rigon. Lembro, a propósito, que eu também tive um probleminha de joelho. Fiz uma pequena cirurgia e me recuperei em um mês. Não dava, como continua não dando, pra bater uma bolinha. Mas eu não teria nenhuma dificuldade, 30 dias depois, de subir à tribuna da câmara alta sem muletas. Meu problema para chegar lá é um só: votos.

Dívida, eterno problema

Não é brincadeira um município como o de Maringá que tem tantas demandas e tanta necessidade de investimento ter que pagar uma dívida de R$ 20 milhões. Mas tem que pagar e ponto final. As empresas que construíram o novo aeroporto vão receber, sem dúvida. Mas existem outros passivos que mais dia, menos dia , a Prefeitura terá que zerar. Um deles é a dívida monstruosa que a administração municipal tem com os servidores, por conta da trimestralidade. É uma montanha de dinheiro que ninguém sabe ao certo em quanto está, em valores exatos.Passa de R$ 100 milhões, seguramente.
E quem gerou esta dívida? O prefeito Ricardo Barros, que resolveu acabar com a trimestralidade implantada pelo antecessor Said Ferreira, que encontrou no reajuste a cada tres meses a forma de proteger os salários dos servidores em tempo de inflação alta.
Ricardo gerou outro passivo enorme para o município, liquidado muitos anos depois , já na administração petista. Refiro-me a dívida da Sotecol, empresa contratada para fazer a coleta de lixo na cidade, apesar de toda a estrutura existente para que a Prefeitura continuasse cumprindo o seu papel de coletar. Quando o mandato dele terminou, voltou o antecessor Said Ferreira, que teve que recompor a frota de caminhões coletores, alguns repassados pelo governador (de primeiro mandato) Roberto Requião.

Fico pensando qual o tamanho da dívida que o atual prefeito deixará para o sucessor (quem sabe seja ele próprio) com o empréstimo de mais de R$ 20 milhões do BID que, salvo engano, seria aplicado na revitalização (super contestada) da Av. Brasil. E como ficarão as obras do Novo Centro, que a CR Almeida tinha 40 meses para concluir e que já está com mais de um ano de atraso? Os R$ 36 milhões vindos do Ministério das Cidades em 2004 (a fundo perdido, é bom que se frise) serão suficientes para suportar o atraso no cronograma de obras? Se o município tiver que fazer um aditivo, este aditivo seria a fundo perdido também? Ou não haveria nem aditivo e a Prefeitura teria que bancar a diferença? Será que tamanho atraso nas obras de rebaixamento da linha e construção de sete viadutos não geraria uma ação de reparação de perdas por parte da construtora?

Nota do Sismmar

" NOTA À IMPRENSA

Nessa terça-feira 05 de junho o SISMMAR (Sindicato dos Servidores Públicos
Municipais de Maringá) será recebido pelo chefe de gabinete do prefeito,
Ulisses Maia.
A reunião está marcada para as 16:00 horas no paço municipal e contará com
a presença dos 28 servidores demitidos em decorrência da greve realizada em
2006.
Entre outras questões será discutido a atraso no fornecimento das cópias
dos processos administrativos por parte da prefeitura. O não fornecimento
dos documentos no prazo legal é mais uma manobra que tem por objetivo
dificultar a defesa jurídica dos 28 servidores municipais demitidos
injustamente.


SISMMAR
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá."

4 de junho de 2007

Cada um por si...

O projeto de lei do Secretrário dos Transportes Walter Guerlles (vereador licenciado) passa para o dono do imóvel a responsabilidade do corte das árvores comprometidas. Ainda que ele tenha que obter autoirização da da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a proposta é no mínimo , perigosa para o futuro da "cidade verde" . De um lado, o risco do "liberou geral" , estimulando o corte de árvores sãs ; de outro, a lei tiraria a responsabilidade do poder público de fazer os cortes , onerando o contribuinte que, cá entre nós, não tem obrigação nenhuma de fazer o serviço que é dever da Prefeitura.

A propósito, os movimentos de defesa do verde precisam se mobilizar para denunciar a devastação urbana que está acontecendo em nossa cidade. Tudo bem que se corte árvores comprometidas, se é que apenas essas estão indo para o chão. Mas para cada árvore cortada não precisaria ser plantada outra a título de reposição? Isto não está acontecendo. Nesse rítmo, não demora muito para que Maringá esteja igual a muitas cidades do interior paulista: peladinha, peladinha.