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Só os grandes

Os pequenos e médios supermercados de Maringá não querem abrir aos domingos. Alguns acabam abrindo forçados pelos grandões, geralmente pertencentes a grandes grupos nacionais e internacionais (caso do Big-Wal Mart). O Sindicato dos Comerciários trava uma briga de David contra Golias para evitar que a exploração dos trabalhadores vire regra em Maringá. Pelo jeito, a verdade bíblica vai acabar vencendo , pois a funda de David continua implacável, por mais que Golias (aqui no caso, o mercado) se robusteça com o anabolizante do consumismo.
Finalmente os setores mais lúcidos da sociedade local começaram a perceber que a abertura do comércio aos domingos e feriados favorece os shoppings, mas fere de morte o comércio de rua; coloca azeitona na empada dos grandes supermercados, mas faz o pão dos pequenos e médios cair com a manteiga pra baixo.
O discurso da modernidade, usado até por empresários que perdem com o abertura, tornou-se babaca, a partir da constatação de que em países do primeiro mundo o comércio varejista não fecha apenas aos domingos, fecha já a partir do meio dia do sábado. Moderno é o respeito á cidadania, à igualdade de direito ao lazer e à vida social. Modernas são as relações sociais fundamentadas na solidariedade e no respeito mútuo. A escravidão branca é
dinossaura, peleolítica . E ainda tem gente achando que o século XXI ainda guarda uma grande semelhança com a idade da pedra lascada.
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Comentários

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Pronto, falei !

 Sempre ouvi dizer que decisão judicial não se discute, se cumpre. Por isso,não há que se questionar as liminares cedidas a grandes supermercados de Maringá que insistem em abrir aos domingos, apesar do caos sanitário que a cidade vive, com 100% dos leitos de UTI ocupados. Não discuto também, mas fico indignado com tanta falta de humanidade, de quem abre e de quem permite que abram.

Covardia diplomática

  Já passa de 200 o número de mortos no confronto Israel x Palestinos. Por obra e graça de Benjamin "Bibi" Netanyahu, Tel-Aviv massacra os palestinos da Faixa de Gaza. Isso vem provocando reações diplomáticas em todo o mundo, mas o Brasil continua em silêncio sepulcral. Bolsonaro, que batia continência para Trump e beijava a mão de “Bibi”, tem medo de se manifestar. Sabe que se externar apoio a Israel fica mal com a colônia árabe, que é muito grande no nosso país. E se censurar os ataques do exército israelense, se indisporá com o primeiro ministro carniceiro. Além de reticente, o governo brasileiro é covarde.