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A audiência pública, tal qual eles não queriam




(fotos blog do Rigon)


Tentaram outras vezes e, não conseguindo, transformaram as audiências públicas em reuniões. Ontem seria a cartada decisiva. Havia no plenário da Câmara Municipal o maior número de CCs por metro quadrado do planeta, segundo procedente observação irônica do Zé Rigão.
Mas o super secretário Guatassara Boeira avaliou equivocadamente os níveis de paciência dos aliados e opositores. Contava com o cansaço dos que estavam ali para contrariar e com a persistência dos comissionados, levados para a audiência na base da livre e espontânea pressão. Foi enrolando, enrolando e não colocou a proposta em votação. Temia a rejeição do “projeto frankenstein”, aquele de desfiguração do Plano Diretor de Maringá.
Passava das 10 da noite quando os CCs começaram a debandar e o pessoal do contraponto se manteve firme, sem arredar pé. Percebia-se claramente na aflição de Boeira o desejo de encerrar a audiência sem votar nada, como forma de tentar outra oportunidade mais apropriada para realizar a audiência pública almejada.
Foi quando a ex-vereadora Silvana Borges, que sabe tudo e mais um pouco de audiência pública, forçou a barra, pressionando o presidente da mesa a colocar a proposta de mudança do Plano Diretor em votação. Sem saída, Boeira cumpriu o rito e foi derrotado.
Aconteceram debates acalorados e questionamentos feitos por especialistas em políticas de ocupação de solo urbano, que deixaram os representantes da “administração Cidadã” de saia justa.
Como diria meu amigo Lukas (Noca) de Sabáudia: “Foi um uma noite histórica”.
Bem, mas os “exterminadores do passado e do futuro” não se deram por vencidos. Leio agora no blog do Rigon que mesmo com a rejeição na audiência pública o Secretário Municipal de Planejamento teria anunciado hoje em entrevista a Rádio CBN que o projueto de mudança do PD será encaminhado para apreciação dos vereadores assim mesmo. Se fizerem isso, estarão contrariando o Estatuto da Cidade (Lei 10257/2001), agredindo a ética e dando ponta-pés no bom senso. Desse grupo que não sabe perder, tudo é possível.
Em tempo: os aliados de peso da “administração cidadã” que foram a Câmara para engrossar o caldo da mutilação do Plano Diretor eram ninguém menos do que os bambambãs do setor imobiliário.

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