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Maringá, no reino da motosserra



Quando foi construída a pista de caminhada em volta do Parque das Grevíleas, aquele local era um bálsamo, um convite ao cooper, motivo de orgulho do maringaense que sempre estufou o peito para falar do verde da nossa cidade. Mas vejam só: o Parque do Ingá está abandonado, num processo de degradação que acabará justificando a privatização; o Horto Florestal, que ninguém sabe se é de responsabilidade da Cia Melhoramentos ou do Município, está às moscas; o Bosque 2, totalmente esquecido; aquela reserva nativa em frente a ABB, desaparece aos poncos, com a estranha morte das árvores, que vão secando misteriosamente. E o Parque das Gravíleas? Bem, quem faz caminhada alí está horrorizado com o que vê. A foto, que pincei do blog do Rigon, é reveladora do apreço que a "administração cidadã" tem pelas árvores da cidade.
Dizem que a estratégia é ir raleando a reserva florestal aos poucos, até que não reste mais grevílea para atrapalhar a construção de um terminal urbano no Fim da Picada.

Comentários

.. é o efeito "pica-pau-barrento-de-segunda", Messias, que não canta; só dá silvos... de alegria incontida, quando vê uma árvore tombando na terra que lhe serviu de ninho.

Mas haverá de chegar o dia em que ele não terá sequer um galhinho pra pousar e ali proteger os silvinhos do frio, que sempre vem quando se fica sem.

...quem sabe a avenzinha não ficará no chão, petiscando com os gatos, em grand'amizades, não?

É esperar... o tempo é sábio.

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