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Quem diria!

11.02.08


"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap.
Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.
Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas" .
. Sebastião Nery (Tribuna da Imprensa)

Enfim, cai a máscara do Farol da Alexandria. Como, segundo Nery, é apenas a ponta do iceberg, deve aparecer ainda, muita gente até então insuspeita, de ter trabalhado para a ditatura militar, inclusive delatando pessoas.

Comentários

Anônimo disse…
Mané, como sempre vc age com segundas intenções. Vc sabe que FHC nunca foi espião da CIA. Ele foi, sim, um ex-peão da Companhia Melhoramentos do Norte do Paraná, que trabalhou bastante em rodeios, estudou muito, comeu muita mulherada e se deu bem na vida. Agora é a velha coisa, inveja mata. Ex-peão da Cia Melhoramentos é uma coisa, espião da CIA americana é outra coisa.

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