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A institucionalização do caos

"Estive em busca de atendimento nesta manhã pelo SAS e tive que aguardar 40 minutos para marcar uma consulta. A situação é preocupante. Observei tensão entre pacientes e atendentes devido ao grande número de pessoas na sala misturando-se entre dois convênios: SAS (estadual) e SAMA (municipal).
Na entrada da sala uma recepcionista tentava amenizar a situação entre pacientes e atendentes, entregando senha e tentando convencer de que deveria ser daquele jeito para que todos fossem atendidos. A mesma perguntava a cada um que adentrava na sala se o mesmo era servidor do SAS ou SAMA, entregando-lhe a senha correspondente.
A situação pareceu-me dramática e desumana por parte do Hospital Santa Rita. Como não há estrutura física para atendimento a todos, porque celebrou convênio com a prefeitura? O Estado precisaria tomar providências considerando que a prefeitura se aproveitou de uma estrutura existente de atendimento aos servidores estaduais e afunilou aproximadamente 20 mil servidores em uma estrutura sem condições".
. Do blog do Elias Brandão

Meu comentário: esta é a consequência mais imediata (e visível)da destruição da Capsema pela "administração cidadã". Eu gostaria de saber a opinião de alguns vereadores da base do prefeito sobre isto. Gostaria de saber, principalmente, a opinião de Dorival Dias, que é funcionário municipal de carreira, mas certamente não precisa ir ao SAS-SAMA em busca de atendimento médico.

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