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Época aborta reportagem de denúncia contra senador paranaense

O relato é do próprio Álvaro Dias, em seu blog:

"Denúncia caluniosa e anônima chegou à revista Época e obrigou um jornalista a trabalho desnecessário, durante um bom tempo. Queriam encontrar irregularidades em minha vida financeira. Coloquei à disposição todas as minhas declarações do Imposto de Renda desde o ano 2000 e abri meus sigilos bancário e fiscal. O jornalista analisou cuidadosamente os documentos e consultou especialistas. Tudo em perfeita ordem. Verificou-se que não declarei o saldo de minha movimentação financeira bancária à Justiça Eleitoral em 2006, quando disputei o Senado. Esclareci: A lei só exige seja entregue à Justiça Eleitoral a declaração de bens. A declaração de bens e direitos é feita à Receita Federal anualmente. A revista consultou dois juristas especializados em direito eleitoral, o Dr. Eduardo Alckmin e o Dr. Fernando Neves. Ambos confirmaram o que é realmente exigência legal. Sugestão: podemos mudar a lei e passar a exigir que os candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a Declaração de Bens e Direitos, a mesma feita à Receita Federal. Simplifica, facilita e evita equívocos. Foi uma tentativa anônima, torpe e covarde de amedrontar-me. Lembrei-me de frase de JK: “Deus poupou-me do sentimento do medo”. Vou continuar defendendo a liberdade de não ter medo".

OS: Os grandes jornais e revistas vasculham a vida dos políticos de destaque no país, para ver quem “ fura” quem nesses tempos de denuncismo. É preciso ganhar do concorrente, custe o que custar. Isso é bom , porque resgata o jornalismo investigativo, mas por outro lado, cria um verdadeiro clima de paranóia nas redações, que pode levar a imprensa a cometer injustiças nem sempre reparáveis a biografia de A ou de B. Investigar é preciso, expor as vísceras do pode político é importante para a profilaxia que o Brasil necessita. Mas há que se ter limite. E o limite certamente, não é o céu...

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