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Pau na Veja

"Os editores da revista Veja são de um cinismo depravado. Na edição desta semana, este panfleto da direita colonizada estampou mais uma capa com ataques ao MST. A manchete provocadora: “Abrimos o cofre do M$T”. A foto montagem: um boné da organização com dólares e reais. A chamada: “Como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra desvia dinheiro público e verbas estrangeiras para cometer seus crimes”. Na “reporcagem” interna, nenhuma entrevista com lideranças dos sem-terra e nenhuma visita às escolas e assentamentos produtivos do MST.Uma “reporcagem” interesseira
O novo ataque ao MST não é gratuito. Ele ocorre poucos dias após a jornada nacional de luta por mais verbas para a reforma agrária e pela atualização dos índices de produtividade, usados como parâmetros legais para a desapropriação de terras. Diante da sinalização do governo Lula de que atenderia as justas reivindicações, a revista Veja resolveu sair em defesa dos latifundiários e dos barões do agronegócio. Não há nenhuma investigação jornalística sobre as premiadas iniciativas educativas e sociais do MST. Apenas opiniões preconceituosas para criminalizar o movimento. Seu objetivo é asfixiar financeiramente o MST, fragilizando a heróica luta pela reforma agrária".
. Do Blog do Miro

Comentários

Concordo. A Veja deveria ir até Querência do Norte e ouvir os comerciantes daquela cidade. Aliás, quem descreve bem a saga do movimento em Querência é a pedagoga e geógrafa formada pela Fac. de Ciências e Letras de Campo Mourão e mestre em Geografia pela UEM, Adélia Aparecida de Souza Haracenko, nas páginas do seu livro "Querência do Norte, uma experiência de colonização e reforma agrária no Noroeste paranaense", editado em 2002 pela Editora Massoni, aí da minha eternamente querida Maringá. E, para ilustrar, eu mesmo ouvi duma senhora proprietária duma loja de móveis lá na hoje próspera Querência: "Quando casa um filho ou uma filha dum grande fazendeiro, compram tudo, enxoval, móveis, tudo, tudo, em outra cidade. Quem dá sustentação pro comércio são os assentados". Parreiras Rodrigues, ex-O Diário.

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