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9840 - entre a ética e a hipocrisia


Informa Rigon em seu site que " o Comitê 9840 de Maringá, que foi tomado de assalto pela OAB nas últimas eleições – a iniciativa em nível nacional foi da CNBB -, foi lançado agora com a presença do prefeito Silvio Barros II, que como diz o release da prefeitura, foi levar seu prestígio (“consideração, respeito, crédito, reputação”, segundo o Michaelis) ao evento onde a palavra mais usada foi ética. Considerando que é a Sociedade Eticamente Responsável que está por trás, entende-se. A SER, em 2004, proibiu todos os candidatos a prefeito de usar sua logomarca; Silvio II foi o único que a utilizou, sem sequer levar um puxãozinho de orelha, daí estabelecendo-se uma parceria que resultou na graça de uma secretaria, com estrutura paga pelos cofres públicos, para a entidade, que desde então só tem olhos para os erros e falhas do Legislativo".

PS: Eu gostaria de saber qual é o conceito que a OAB e a SER tem da Lei da Ficha Limpa. Como considera alguém que jé tem condenações de segunda instância, que está com o mandato cassado e se mantendo no cargo graças ao mecanismo do recurso e do "transitado em julgado"?
Como a SER, que detona a Câmara mas fecha os olhos para o que acontece no prédio da Praça Renato Celidônio encara isso também?
O Comitê 9840, que em Maringá também será oxigenado pela igreja católica, visto que a CNBB teve participação importante no surgimento do mesmo, é uma espécie de âncora da luta pela ética na política, mas que no caso específico de Maringá, requer pouco mais de firmeza na sua postura em relação à Lei da Ficha Limpa.

Em tempo: repercute negativamente para Maringá a ausência do prefeito Silvio Barros II ou algum representante, na solenidade de assinatura de ordem de serviço no valor de R$3,85 milhões, para ampliação da rede de coleta de esgoto da cidade. Maringá está hoje com 96% de cobertura e com essa nova etapa de obras vai para 98%. Silvio ignorou a presença do governador do Estado na cidade que administra, o que fere de morte o ritual do poder que exige, no mínimo, respeito protocolar.
O presidente da Sanepar e o governador detonaram o prjeto da Prefeitura de retomada do sistema de saneamento de Maringá, considerando o vencimento do contrato de concessão. Se estivesse presente, o prefeito teria tido a oportunidade de debater, colocar sua posição real, inclusive questionando informações equivocadas do próprio governador em relação à vigência do contrato.
Mas ao invés disso, preferiu optar pela deselegância do não comparecimento.

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