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Que conversa é essa, sô?


Dilma confundiu a Baixada Santisa com a Baixada Fluminense, talvez nervosa pela operação "espreme,espreme" do Willian Bonner, ontem no Jornal Nacional. Claro, Bonner estava no papel de entrevistador, ainda que em alguns momentos a entrevista mais pareça um interrogatório.

Acho desperdício de tempo um candidato a presidente ficar detalhando propostas, coisa que deve ser feita no material impresso e quando muito, no programa de televisão, com offs e gráficos. Ao candidato, cabe o discurso, a emissão de conceitos sobre os temas mais candentes do debate eleitoral. É um equívoco achar que o eleitor quer saber o que Serra fará com o Samu, como Dilma encaminhará o ProUne, como Marina pretende administrar esse ou aquele programa social. Importa saber , por exemplo, o que Serra pensa realmente da política externa brasileira, como Dilma pretende encaminhar as inadiáveis reformas política e tributária e de que alternativas Marina dispõe para encontrar a porta de saída das políticas compensatórias.
Em toda campanha eleitoral a gente vê os candidatos encher a boca para falar de propostas...que se deve discutir propostas, apresentar propostas, os cambaus. Programa de governo todos apresentam e programas bons, sempre girando em torno dos mesmos problemas. Quem não fala em melhorar a saúde e a educação?Quem não defende melhorias na segurança, combate ao crime?
Mas ,afinal quem, em lá chegando, resolve esses problemas a partir das soluções milagrosas apresentadas na campanha?
Por isso, acho aque o processo eleitoral é o espaço da discussão político-ideológica, o espaço da confrontação de biografias, o espaço do enfrentamento. Esse negócio de que candidato bom é o que apresenta propostas e que não fala mal de ninguém, é pura babaquice. É aí, nessa discussão estéril e absolutamente inútil, que se esconde a hipocrisia e a mediocridade da discussão política no Brasil.

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