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Sobre o debate propriamente dito


Merece elogios a iniciativa da Band de convidar todos os candidatos para o debate de governador. Mas convenhamos: 7 debatedores no estúdio para duas horas de programa é um exagero, nao sobra tempo para quase nada. Pos isso, debate não houve, sobressaindo-se postulantes "nanicos", sem a mínima chance de atingir 2% . O que o povo queria ver mesmo era o confronto Osmar x Beto. Vá lá que são galhos da mesma árvore ideológica, mas no atual momento encarnam interesses opostos, de correntes que convergem para o mesmo objetivo, mas que estão duelando para ver quem vai para o trono. Nas costuras partidárias, há do lado de Osmar, forças mais identificadas com o social, com as políticas compensatórias. Do lado de Beto Richa, a ligação direta com o lernismo e a sanha privatista do modelo demo-tucano.
Seria interessante um confronto direto dos dois, até para que os telespectadores mais atentos pudessem fazer a leitura exata das duas forças.
O esquema de sorteio praticamente alijou Beto e o deixou longe de Osmar, aliado de primeira hora no pleito de 2006 e adversário de hoje. Melhor para os "nanicos", que puderam se destacar e vender o peixe de seus partidos. O maringaense Avanilson (PSTU) foi bem, apesar do samba de uma nota só "Volte, Banestado". Salamuni, do PV, muito contundente, mas um pouco teatral. Mas o melhor , na minha avaliação, foi Amadeu Felipe, do PCB.
O gesso imposto por regras aprovadas pelas próprias coordenações de campanha, impediu o confronto dos dois principais candidatos, frustrando os telespectadores. Que para os próximos,as redes de televisão flexibilizem as regras, como a Band fez com o debate dos presidenciáveis.

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