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Do Vietname para nossa mesa


Olha só essa contradição: o peixe de água doce, muito consumido na nossa região, custa caro, acima de R$ 15,00 o quilo. Por causa disso, o maringaense anda consumindo à vontade um peixe que vem sabe de onde? Do Vietname. Chama-se Panga, ou Pangásius, para os versados em piscicultura, como o biólogo Gilberto Pavanelli. A mídia norte-americana, intrigada com a concorrência dos vietnamitas, fala o diabo da espécie, que está nas gôndolas de quase todos os supermercados da região ao precinho de R$ 5,50, R$6,00 no máximo. Fala por exemplo, que “o panga é um peixe de cultura intensiva/industrial no Vietname, mais exatamente no delta do rio Mekong e está infestado com elevados níveis de venenos e bactérias. É pescado no rio Mekong, um dos rios mais poluídos do planeta. Não há nada de natural nos pangas - eles são alimentados com peixes mortos, restos e ossos de secas e de solo" .

Me informa o professor Pavanelli, que pesquisa feita por um laboratório catarinense de altíssima qualificação técnológica e credibilidade, desmente todas essas informações, distorcidas por setores ligados ao marketing da piscicultura dos Estados Unidos.
Então, professor, podemos consumir o Pangásius, sem medo de ser felizes? Pavanelli reponde que sim.
Mas nós brasileiros, principalmente aqui da Região Metropolitana de Maringá, podemos perfeitamente combater o Panga, não com informações distorcidas a seu respeito, mas com uma superprodução de peixes na região, principalmente tilápia. Nosso antídoto contra o Panga é o aumento da produção de espécies brasileiras, para que os preços sejam acessíveis aos comuns dos mortais.

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