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Biopuster e "coopergatos"

"Tendo em vista que a operação da Biopuster exige uma quantidade mínima de lixo in natura de 7000 toneladas por mês, para que exista viabilidade econômica, [...] poderá haver a inviabilidade e o fechamento das cooperativas de catadores de materiais recicláveis de Maringá, Sarandi, Paiçandu e região, em função da falta de material”.

Tal preocupação é manifestada pela Unitrabalho que, em nota de protesto contra este consórcio, adverte para a possibilidade concreta de grandes prejuízos ao processo de educação ambiental da população e às cooperativas de reciclagem.
Diz a Unitrabalho que poderá haver "precarização das condições de trabalho, pois caberá à empresa Consórcio Biopuster a contratação de trabalhadores das próprias cooperativas de Maringá para separação do lixo orgânico do material reciclável, em contraposição ao princípio da autogestão. Proporcionará a perda da autonomia na comercialização dos recicláveis, por parte das cooperativas, com a drástica redução do material reciclável disponível. Desse modo, as cooperativas constituídas tornam-se fraudulentas, e correm o risco de cair na ilegalidade, atuando como “coopergatos”.
PS: é por essas e outras que o Biopuster pode ser um BIOembuste .
A nota de protesto da Unitrabalho está no site da UEM.

Comentários

chico santos disse…
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