O fato aconteceu no início da atual administração municipal e me foi contado por uma fonte fidedigna. E põe fidedigna nisso. Seguinte: tão logo o prefeito Silvio Barros II começou a espalhar por todas as repartições públicas aquele quadro com sua foto e uma mensagem de auto-ajuda (dá-lhe Lair Ribeiro!), um grupo de aspone apareceu no CMEI José Cláudio Pereira Neto e trocou o quadro do homenageado por um daqueles do culto à personalidade. Os servidores que lá trabalham manifestaram total descontentamento, mas não adiantou. Dias depois, um liquidificador novinho queimou nas mãos de uma cozinheira. Pouco depois, um ventilador pegou fogo. Todos ficaram apavorados, achando que era castigo. Aí resolveram desobedecer a ordem superior e recolocar o quadro do Zé Cláudio no seu devido lugar, mediante um pacto de resistência às possíveis pressões. O quadro do Zé continua lá e nunca mais queimou eletrodoméstico nenhum naquela creche-escola do Parque das Laranjeiras.
Sérgio Moro deu entrevista à CNN e mostrou-se despreparado e por fora de tudo quando foi instado sobre problemas sociais. Não consegue se aprofundar em nada, não vai além do senso comum, seja qual for o tema abordado. Ele só não é tão raso quanto seu ex-chefe Bolsonaro, mas consegue ser pior do que o cabo Daciolo. O papo do ex-juiz tem a profundidade de um pires. Essa é a terceira via que a Globo e certos setores da elite e da classe média metida a besta defendem?
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