
O ministro Paulo Bernardo bateu o martelo: o seu PT deve mesmo ir de Osmar. E ele não esconde que está empenhado em jogar o PMDB de Requião no colo do senador do agronegócio . Isso está deixando alguns peemedebistas de orelha em pé. Tanto que o diretório estadual deverá fazer uma reunião de emergência neste início de semana, para colocar um fim nas especulações, que são, antes de mais nada, desrespeitosas com o vice-governador Orlando Pessuti, pré-candidato a governador. Segundo Fábio Campana, o ministro insinua que Requião é que tem uma dívida eleitoral com o PT, embora os peemedebistas digam o contrário.
O PT participa do governo Requião (possui uma das mais importantes secretarias, a do planejamento) porém se movimenta em favor da candidatura Osmar Dias, justamente o maior adversário político de Requião na atualidade.
É lícito reconhecer que o senador Osmar Dias terá que se virar nos 30 para explicar essa aliança com o PT ao seu eleitorado tradicional, ligado principalmente ao latifúndio e ao agronegócio. Para a cúpula petista não será menos difícil se explicar perante as bases do partido, que ainda sonham com o socialismo . Na verdade, Osmar nunca gostou do PT e o PT nunca engoliu Osmar. Da mesma forma que Ricardo Barros sempre odiou o PT e os petistas sempre tiveram urticária quando pensavam em Ricardo.
As costuras que hoje se faz visando candidaturas a presidente e a governadores é coisa nunca antes imaginada, por mais que os políticos brasileiros sejam desprovidos de senso ético.
É surrealismo puro. Coisa de fazer tremer o bigode de Salvador Dalí.
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