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Atrás do prejuízo


Atendo a campainha hoje na hora do almoço, é uma agente ambiental, dessas que entram nos quintais pra ver se tem vasilhas com água parada. Na minha casa não tinha, estava tudo certo. Ela informa que a ordem agora é multar. A multa para casa que tem piscina suja é de R$ 1.500. E me assusta: "Essa sua região aqui (região do Borba Gato) está infestada de mosquito da dengue".
Pergunto sobre o número de equipes em ação nesse tempo de surto de dengue, que já se arrasta desde 2006 e recebo a seguinte informação: existem apenas 12 equipes trabalhando em Maringá.
É pouco, muito pouco pelo tamanho da cidade. E há uma defasagem enorme nos trabalhos de prevenção, defasagem que começou lá em 2005, com a desmontagem dos programas de vigilância ambiental e saúde da família.O argumento era o da adequação, que não se justificava , mas vá lá. O problema é que hoje Maringá paga o preço dessa irresponsabilidade. Afinal, até aquele ano, a prevenção corria na frente, agora, ela vem a reboque dos focos de aedes que se formam aqui, alí e acolá. Corremos, literalmente, atrás do prejuízo, embora o professor Pasquale Cipro Neto ache muito estranha essa linguagem futebolística, "porque se corre é atrás do lucro e nunca do prejuízo". Neste caso pelo menos, a célebre frase dos narradores esportivos se aplica.

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