
"Said Ferreira, uma história de amor a Maringá contada em obras, realizações e conquistas". É o título da meia página que a Prefeitura publica hoje nos jornais locais, como matéria paga. Eu que sempre critico a "administração cidadã" devo reconhecer que dessa vez o prefeito Silvio Barros calçou as sandálias da humildade e reconheceu a importância de Said e o seu dever de homenageá-lo oficialmente. Said foi adversário ferrenho do irmão Ricardo, que travou as principais obras que ele Said tinha deixado encaminhadas ao final da sua primeira gestão. Foi o caso do Teatro Kalil Hadad, cuja obra ficou quatro anos abandonada, encoberta pelo mato. Foi o caso também do novo aeroporto, que o prefeito RB abandonu e só com a volta de Said quatro anos depois, teve prosseguimento e foi concluído. Há casos terríveis de lambança com os terrenos do Novo Centro, que Said precisou regularizar a partir de 1993, quando assumiu pela segunda vez.
Mas enfim, a Administração Municipal presta hoje, 30 dias após o falecimento, uma homenagem justa ao ex-prefeito. O corpo foi cremado no Cemitério da Vila Alpina em São Paulo há um mês e hoje às 4 da tarde a família depositará as cinzas do Dr. Said Felício Ferreira no jazigo dos ex-prefeitos, no Cemitério Municipal de Maringá.
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